sábado, 28 de março de 2009

Eu sou munícipe de Sintra.


Eu sou munícipe do Conselho de Sintra e senti-me profundamente ofendido pelo anúncio de que a Ana Gomes será a candidata do PS à Câmara Municipal de Sintra. Esta senhora já declarou que pretende ser candidata ao parlamento europeu, afirmou querer estar ao lado de Vital Moreira na lista do PS, tentado aí garantir um lugar (vulgo 'tacho'),e , depois será candidata a Sintra. Aí se ganhar irá assumir a presidência (vulgo 'tacho'), porém se perder já tem o lugar assegurado no parlamento europeu (vulgo 'tacho').
Ora não me consigo esquecer do facto de esta senhora ser uma completa anti-patriota, de não ter a mínima noção de nação e de pátria, querendo insistentemente provar que por Portugal passaram voos da CIA, sabendo das consequências negativas, e algumas mesmo graves, que o país sofreria se isso fosse comprovado. Claro que não defendo o encobrimento da verdade, mas se não havia provas, se tudo era difícil de provar, esta senhora não tinha de continuamente querer continuar a castigar o seu próprio país: DEVIA TER VERGONHA.
Quanto mais candidatar esta senhora, radical, barulhenta, completamente inexperiente autarquicamente, à segunda maior Câmara do país, é no mínimo uma ofensa. Se Seara foi um Presidente ausente, pouco interventivo, pois grande parte do trabalho (e bom) foi efectuado pelos vereadores e pela sua equipa. Felizmente Seara apagou a má imagem de Edite Estrela, corrigiu alguns dos seus erros, embora tenha ficado muito aquém do necessário. Mas agora a Ana Gomes é brincar.
Por favor exige-se seriedade.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Marinho Pinto - O Incendiário


Num país onde os incêndios florestais são um problema grave e recorrente, que este ano começou mais cedo, a dificuldade em identificar e levar a tribunal os incendiários, que toda a gente constantemente acusa dessa catástrofe anual, é uma realidade frustrante que nos deixa a percepção de que nunca vamos conseguir fazer justiça. No entanto existe um incendiário, que é uma figura pública, que se passeia à solta, constantemente a chegar o fogo ao mato seco, em locais estrategicamente estudados para provocarem o maior estrago, que ninguém detém nesta sua fúria incendiária: trata-se do Bastonário da Ordem dos Advogados, Dr. Marinho Pinto.
A última acha lançada foi no caso Freeport, ao utilizar o Boletim da Ordem dos Advogados, para publicar um artigo de opinião onde refere que, a carta anónima que envolveu José Sócrates, foi combinada entre o seu autor e a Polícia Judiciária. O incêndio começou e não há ninguém dentro desta Ordem que a ponha em ordem, deixando que arda como floresta seca em pico de Agosto. Claro que assim os Advogados vão ser uma classe cada vez mais descredibilizada.
Uma vergonha.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Boa noite...


Depois de mais um conjunto insípido de jornais televisivos e de um ridículo Aqui&Agora, sobre uma matéria desinteressante e completamente sem ligação nenhuma com a realidade e a actualidade - Porque não discutirem a Provedoria, ou o TGV, ou a falência do Estado? (ontem o Jornal da Noite valeu a pena só pela matéria sobre a falência do Estado português lá para 2014, sem dúvida das melhores peças jornalisticas da televisão dos últimos tempos) - vou finalmente desligar o computador e mergulhar nas profundezas do AXN e da FOX para terminar a noite, até adormecer no sofá.
Boa noite...

Estas birras a quem interessam?


Foram hoje noticiadas umas declarações do ex-Presidente da República Jorge Sampaio, onde este dizia que nos últimos quatro dias as únicas notícias que lhe chegavam de Portugal eram o penalti mal marcado ao Sporting e a polémica com a substituição do Provedor de Justiça. Jorge Sampaio afirmou ainda que, neste ano eleitoral, com este quadro de crise, o que os portugueses esperariam dos seus políticos seria um confronto saudável de ideias tendo em vista a resolução dos problemas, dos muitos problemas, que o país tem de enfrentar.
Estas declarações puseram-me a pensar que provavelmente a estratégia do PS de começar a lançar, logo agora, esta confusão para a praça pública não era inocente.
Nos últimos dias, em especial desde que foi aprovado o traçado do primeiro troço do TGV, tem renascido a discussão acerca das grandes obras públicas, se este é ou não o momento certo para elas, o Presidente da República a exigir rigor no gasto de dinheiros públicos, com a oposição a dizer que só o investimento de proximidade deveria avançar, etc. A verdade é que o PS quer avançar com gastos em obras públicas que vão hipotecar o futuro de várias gerações, com consequências futuras muito imprevisíveis, porém, numa lógica muito própria dos regimes ditatoriais - pois os fascistas e os nacional-socialistas fizeram o mesmo - decide avançar com grandes obras públicas para combater a crise. O problema que nada disto é líquido, aliás trabalho vai haver sobretudo para as empresas de quem teremos de importar tecnologia e materiais, a mão de obra pouca será portuguesa, enfim, toda uma série de considerações que se poderiam fazer. Esta seria a grande discussão política do momento, seria por aqui que as conversas andariam, mas nesse preciso momento, vem o PS lançar esta bomba de fumo, lançar esta confusão e toldar os pensamentos, desviar as atenções para algo, que sendo intrinsecamente importante, perante o restante o não é de facto.
Fica então a pergunta: Estas birras a quem interessam?

Pela manhã... de novo os Incêndios


Nos últimos dias tem sido sucessivo o acordar com as notícias constantes - tipo pico do verão, mês de Agosto e assim - dos incêndios que lavram em Portugal. O mais triste (e mais revoltante também) é que a desresponsabilização é total. O Jaime Silva está mais interessado em fazer campanha contra o PSD do que em proteger a floresta, o ministro da Administração Interna anda caladinho que nem um rato a tentar passar despercebido.
É vergonhoso que num país destes, onde a floresta é tão importante e é um dos poucos activos naturais que temos, é alvo de tanta incúria por parte das autoridades, que até hoje, de todos os governos, ainda não houve um que conseguisse estabelecer uma estratégia para a gestão e tratamento das florestas. O pior é que o actual governo nos anos anteriores tem-se desculpado, ora com o défice herdado, ora com o combate ao défice para deixar arder o país (apesar de a metereologia ter ajudado), mas este ano, com o tempo a aquecer tão cedo e com a distribuição de milhões que para aí vai, quero bem ver que desculpa vai haver para a ineficácia e falta de meios quem todos os anos é evidente em época de incêndios.

quarta-feira, 25 de março de 2009

107 Soluções para Portugal (2)


Vedar a acumulação qualquer outro cargo no sector privado, possibilitando uma dedicação exclusiva ao cumprimento do interesse público aos detentores de cargos na administração pública.
Da moção "Soluções para Portugal" do MMS
A promiscuidade entre o sector público e privado é um dos maiores cancros do nosso sistema político. Toda a gente aponta o dedo , fale em surdina, comente e escreva, embora consequências, pela dificuldade de provar a existência de facto desses fenómenos de corrupção, não existam, pelo que, a profilaxia parece ser a única forma de actuação que poderá ser eficaz. Uma das formas profiláticas é mesmo esta, quem é dirigente da administração pública, ou detentor de cargo público eleito, como acontece com os deputados, não pode exercer qualquer outro cargo no sector privado.
Alguns poderão objectar que esta solução poderá afastar da política e do exercício do cargo de deputado, alguns dos melhores quadros, ficando apenas aqueles que melhor alternativa não têm. Porém o MMS, no seu Manifesto, o Manifesto Mérito e Sociedade, da autoria do seu Presidente, o Professor Doutor Eduardo Correia, contém uma medida que contaria esse argumento, pois defende o fim dos ordenados dos deputados e outros titulares de cargos eleitos, estabelecido de forma fixa, devendo variar conforme o ordenado declarado anteriormente por essas personalidades. Assim não existe qualquer prejuízo material para aqueles que se interessam pela causa pública, afastando por outro lado o oportunistas e tachistas, tão comuns no actual cenário político nacional.

107 Soluções para Portugal (1)

Como sucede com a Presidência da República, limitar a dois mandatos consecutivos (ou oito anos) o exercício da mesma função a todos os candidatos eleitos através de voto directo e universal.
Da moção "Soluções para Portugal" do MMS
Em Portugal a perpetuação de certas personalidades em cargos eleitos tem sido muito comum, desde presidências de câmara, ao inevitável Alberto João Jardim na Madeira. Esta é uma medida que parece no mínimo razoável, pois previne uma série de vícios na vida política, como não deixa a ninguém sentir-se dono de qualquer lugar, como infelizmente hoje em dia acontece. Esta medida promove também a polivalência dos políticos, que para e manterem na actividade política têm de se fazer rodar por vários postos, em vez de se cristalizarem e agarrarem a um tacho com unhas e dentes. Provavelmente esta medida evitará também a existência de profissionais da política, pessoas cuja actividade política foi a única que alguma vez tiveram, enquanto profissão.

Se existe alguém que não concorda com esta medida eu gostaria sinceramente de saber o porquê, se concorda espero que nas próximas europeias já vote no MMS.

Movimento Mérito e Sociedade



No passado dia 21 de Março, aconteceu em Lisboa, no Hotel Altis, o I Congresso Nacional do Movimento Mérito e Sociedade, partido do qual sou, cada vez mais orgulhosamente, militante, embora não me tenha sido possível, por razões pessoais, estar presente nesse evento.

Neste congresso foi aprovada a Moção Soluções para Portugal em resposta ao lema do congresso Estratégia para Portugal. Na referida moção são apresentadas "107 soluções para desmontar o sistema vigente, obsoleto e viciado, e estabelecer o trajecto de transformação de Portugal numa sociedade mais equilibrada e moderna".

Assim, a partir do dia de hoje irei publicar cada uma das 107 medidas, acompanhadas de um texto de comentário pessoal acerca de cada uma delas. É meu desejo assim contribuir para um esclarecimento cada vez maior acerca deste projecto político moderno, inovador e muito promissor, no qual acredito profundamente.

Cavaco alinha-se com Manuela Ferreira Leite


Hoje pela manhã, na TSF, uma das notícias em destaque foi o alerta do Presidente da República em relação aos investimentos em obras públicas. Num tom de exigência Cavaco Silva afirmava ter de haver rigor na aplicação dos dinheiros públicos, nomeadamente em obras, porque deveria ser bem avaliada a relação custo/benefício, por forma a que não haja desperdícios. O Presidente chegou mesmo a dar exemplos de desperdício, alguns pelo exagero, do que considera desperdícios.
Após ouvirmos recentemente a presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, a explicar que não era contra todo o investimento público, afirmando, embora por outras palavras, o mesmo que Cavaco agora vem afirmar, parece haver nestas declarações do Presidente um claro alinhamento ao lado do PSD, contra a teimosia do PS e do Ministro Mário Lino.

Claro que não me parece ser inocente o facto de o Presidente ter falado pouco tempo após a polémica acerca da relação custo/benefício do traçado aprovado pelo governo para o primeiro troço da linha do TGV.
No entanto fica, para mim, mais evidente o alinhamento, que não surpreende, do Presidente Cavaco Silva, com o PSD.

Enfim as eleições estão a chegar e a campanha está a começar.

terça-feira, 24 de março de 2009

Subserviência vergonhosa


Foi uma tristeza, uma verdadeira demonstração de subserviência vergonhosa da parte do jornalista da SIC António Cancela no Primeiro Jornal de hoje: só faltou beijar as mãos do Manuel Pinho.


Contando...

No decorrer do Primeiro Jornal, após uma reportagem acerca da situação de encerramento da Jotex, reportagem essa que terminou com uma pergunta feita por uma funcionária que questionava o seguinte - como podia uma empresa como a Jotex, cheia de encomendas, que exportava quase tudo o que produzia, com estilista de referência como o Luís Buchinho, de repente fecha e declara a insolvência. Logo após esta reportagem a SIC vai em directo para Famalicão, onde se encontrava o ministro Manuel Pinho, que foi confrontado com esta pergunta, não sem antes o António Cancela, o jornalista da SIC que estava com o ministro, ter introduzido a pergunta com uma expressão do tipo - eu sei que não é responsabilidade do governo, isto é culpa da crise internacional e da crise financeira, mas que resposta pode dar a esta pergunta?


É vergonhoso que o jornalismo em Portugal esteja profundamente curvado ao poder vigente.


Patrões criminosos


Existe no nosso país uma crise económica gravíssima, com despedimentos cada vez mais comuns, com recordes todos os meses no número de desempregados inscritos nos centros de emprego, enfim uma situação preocupante que se está a tornar caótica. Mas apesar disso os despedimentos têm decorrido dentro do que é normal e exigido por lei, no entanto existem empresários, que a reboque da crise têm cometido verdadeiros crimes contra os seus empregados. Nunca fui de esquerda nem tenho aqueles complexos de que os patrões são sempre bandidos e os funcionários os coitadinhos explorados, mas existem situações completamente revoltantes e que deveriam requerer das autoridades competentes uma atitude mais enérgica e imediata.

Hoje de manhã ouvi no Bom Dia Portugal da RTP uma notícia duma empresa que desde o princípio do ano não paga os salários aos trabalhadores, na sua esmagadora maioria mulheres, e não bastando isso, ainda abriu processos disciplinares contra 37 delas por estarem grávidas, suspendendo-as por duas semanas e agora impedindo-as de entrar nas instalações da empresa. Isto é demais. Este senhor, este patrão, deveria ser imediatamente chamado à responsabilidade, alguém deveria de o informar que não pode disciplinar alguém por estar grávida, e, pior ainda, por isso impedi-la de regressar ao trabalho. Alguém deve intervir, se preciso for, nestes casos, devem os bens do próprio, responder pelas dívidas que este senhor tem para com os seus colaboradores. É plausível que esteja com dificuldades em pagar aos seus trabalhadores, então que proceda ao seu despedimento e entregue-lhes a carta para o Fundo de Desemprego - o problema é que provavelmente este senhor deve ter ficado com aquilo que descontou e com o que devia ter entregue à Segurança Social, por isso não manda ninguém para o desemprego. Isto é no mínimo criminoso. E como criminoso que é, como criminoso deve ser tratado.

O que é demais, é demais!!


Não se tem falado em mais nada na comunicação social senão do descontentamento do Sporting e dos ecos que a final da Taça da Liga trouxe, devido à polémica, e errada, decisão do árbitro de marcar uma grande penalidade que não existiu.
Tantas vezes estas situações têm acontecido que é demais continuarmos ainda a falar disto. Não estão já habituados a que isto aconteça, ou será que é por o beneficiado ter sido o Benfica? Isso é que não costume, não é?
Os jogadores do Sporting terem ficado frustrados e irritados e terem feito declarações que revelassem os seus sentimentos, tudo isso é compreensível e aceitável, pois afinal são humanos, mas daí a achar-se que a atitude do Pedro Silva de atirar a medalha deve ficar por isso mesmo é demais. Onde vamos parar? Que mensagem mandamos aos mais novos, que tão atentos estão ao fenómeno desportivo, vamos ensinar-lhes que não faz mal atirar com as coisas quando estamos chateados. Peço desculpa mas o Pedro Silva deve ser correctamente castigado pela atitude que teve.
Continuando com o ridículo em que o Sporting está a cair ao deixar a direcção da Liga e a armar a birra que está a armar por causa da Taça da Liga. O que é demais, é demais! Direito à indignação sim, direito ao desrespeito é que já não. O Sporting manifesta mau perder e pior manifesta um olhar superior em relação ao Benfica: dizer-se que o erro do árbitro teve influência no resultado, tudo bem, mas dizer que foi decisivo para o resultado, isso já é demais. Será que os dirigentes do Sporting não conseguem colocar-se um pouco em questão e aceitarem a possibilidade do Benfica poder conseguir empatar o jogo mesmo sem a intervenção que o árbitro teve? Acham-se assim tão bons e superiores. Creio que têm de se lembrar de Munique e pensar nos 12 a 1 que sofreram recentemente e aprender a lição da humildade. Ninguém pode retirar ao Sporting o direito a sentir-se frustrado, indignado, etc., já ninguém pode aceitar situações como as que se estão a ver, em que o Soares Franco abandona a direcção da Liga, ameaçam de morte o Lucílio Batista (sobre isto é que o presidente do Sporting devia dizer algo, dizendo aos adeptos, numa atitude de seriedade e pedagogia, que errar todos errar - até porque o Lucílio Batista foi mais homem do que esses sportinguistas e diante de todo o país, na televisão reconheceu o seu erro), pedem o fim da carreira de Lucílio Batista, entre muitas outras atitudes exageradas.
Fico a pensar comigo mesmo se tivesse sido ao contrário, como reagiria o Sporting. Imagino que até o Sr. Pinto da Costa, o grande amiguinho do Sporting, já tinha vindo a público defender o Sporting.
Meus senhores sejam educados, não façam mais birras, aceitem o resultado com fair play, e tenham calma. Que estes erros sirvam para se reflectir melhor sobre a necessidade de introduzir meios tecnológicos no futebol, para melhorar a formação dos árbitros e para tornar mais consequentes as avaliações feitas aos árbitros, bem como a profissionalização dessa classe. Isso sim é o importante e essencial a retirar desta situação.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Assoberbadas


Ontem à noite vi um programa, na SIC Mulher, um talk-show, da Oprah, sobre uma mãe que deixou a filha, uma bebé de dois anos, durante oito horas, sendo encontrada morta. Recordei-me de imediato da situação semelhante que recentemente ocorreu em Portugal. No programa ninguém condenou esta pobre mulher que, ao quebrar a sua rotina, se esqueceu tragicamente da filha. Nunca ninguém teve ali uma palavra de condenação, nem tão pouco ninguém poderia ter, tal como no caso em Portugal, porque, apesar das afirmações de algumas pessoas, poderia acontecer a qualquer um. Basta um engano, uma distracção, um aumento de pressão, de stresse, uma circunstância diferente, etc., e a tragédia acontece.
No programa falou-se de mães assoberbadas, mulheres que, devido a todas as pressões colocadas sobre as mulheres: casa arrumada, compras, roupa sempre impecável para toda a família, empregos cada vez mais exigentes, cozinhar e sempre com um ar de relaxada, feliz e bem cuidada. Quem poderá aguentar tal ritmo? Creio que ninguém. Sou Pai e vejo as dificuldades que eu e a minha esposa sentimos em ter tudo em ordem para cada dia, a forma com o demoramos mais de duas horas para nos prepararmos a todos, aos quatro, para sair de casa para qualquer lado. A pressão e os nervos começam logo pela manhã. É uma loucura. Apesar se tudo não nos encaixamos muito no perfil comum, porque tenho horários diferentes do habitual, mas mesmo assim a pressão é enorme.
Tudo isto levou-me a uma reflexão simplista apenas acerca das ajudas necessárias às famílias, bem como aquelas que efectivamente lhes são atribuídas. Não quero falar em situações nem ajudas financeiras. Estou a pensar efectivamente em ajudas concretas às famílias. Creches, pré-primárias, assistência social e na saúde, escola primária a tempo inteiro, com ATL's pertencentes às escolas, apoio na aquisição de materiais escolares, facilidade de transportes escolares, entre outras. Creio que esta pressão que todas as famílias sentem seria um pouco mais aliviada se todas estas infra-estruturas estivessem mais acessíveis e mais próximas das famílias.

Partidocracia: o verdadeiro Situacionismo

Sou um admirador confesso de José Pacheco Pereira, já escrevi sobre a sua grande obsessão actual, reflectida no seu excelente blogue Abrupto: o situacionismo. Citando

"O resultado é evidentemente perverso: tende, no mundo comunicacional claustrofóbico que é o nosso, a criar uma narrativa que depois é repetida pelo jornalismo de rebanho dominante. É isso que eu tenho chamado situacionismo, porque o seu efeito, mesmo não subjectivamente pretendido, é servir o poder que está. E o poder que está não é uma abstracção: existe e exerce-se."
Excerto do texto "O Ego à procura do Eco (1)" publicado no blogue Abrupto

Sei que a interpretação de situacionismo feita por Pacheco Pereira é de que o tal poder que está é o do governo e do partido que o domina, ou apoia. No entanto o verdadeiro situacionismo, o verdadeiro poder mantido pela comunicação social é o dos partidos da esfera do poder, não apenas do PS: isto inclui o próprio PSD, bem como o PCP, o BE, o PEV e o CDS/PP. Todos do mesmo tacho situacionista, alimentados pelo regime que substituiu há muito tempo a democracia: a partidocracia.

Pois vejamos: este fim de semana, em particular no sábado dia 21 de Março, realizou-se em Lisboa, no Hotel Altis, o I Congresso Nacional do Movimento Mérito e Sociedade, o mais recente partido político português e o único que abertamente propõe medidas concretas de combate ao status quo da partidarite vigente. Procurei insistentemente em todos os sítios da net dos jornais, rádios e televisões nacionais e nem uma única referência a este congresso nem ao que lá foi dito ou produzido. Mais ainda a única peça que vi foi cerca de 30 segundo na SIC, uma referência mais que breve, e recheada de conteúdo opinativo, com pouca objectividade.

Assim sim se faz democracia, só se dá voz aos mesmos, sempre aos mesmos, silenciando todos os outros, sobretudo os que ameaçam o bem estar desses mesmos.

Que vergonha!!!!

Birra?!... Só se for de Sócrates e do seu PS!!!


O Primeiro-Ministro, numa das suas demonstrações de espírito democrático e de capacidade de encaixe, veio chamar ao facto de o PSD não ir a correr aprovar o nome do Professor Jorge Miranda, uma Birra. Ora bem, eu tenho dois filhos, um menino de quatro anos e uma menina de 21 meses, pelo que de birras percebo eu. É muito comum os meus filhos fazerem birras e normalmente elas ocorrem porque um quer mais atenção do que aquela que lhe é dada; outra razão é porque estando um a ter atenção o outro lha quer roubar; fazem birra ainda porque um quer tirar ou tira mesmo o brinquedo que o outro tem, etc.
Havendo dúvidas da baixeza da forma como o PS tem tratado este assunto, todas me ficaram dissipadas ao ouvir as declarações quer do líder parlamentar do PSD Paulo Rangel, quer do porta-voz do PS Vitalino Canas. Foi perguntado a Paulo Rangel porque razão não aprovava o PSD o nome do Professor Jorge Miranda para Provedor de Justiça, sendo respondido que não iria entrar em ping-pong de nomes, mantendo uma postura de Estado, reconhecendo até que se poderia aceitar a mediação do Presidente da Assembleia da República, numa demonstração de completa abertura, sem nunca se sentir ofendido nem tão pouco diminuído pelo facto deste debate ser feito entre todos os partidos com assento parlamentar. A mesma pergunta foi feita a Vitalino Canas, porque é que o PS não tinha sequer respondido ao nome que o PSD tinha proposto (que segundo alguns rumores teria sido Laborinho Lúcio - gostaria que alguém me explicasse o que é que este nome tem a menos do que o do Prof. Jorge Miranda). Vitalino Canas, demonstrando quem de facto estava de birra, respondeu que a questão não era essa era sim porque é que o PSD, reconhecendo a qualidade do nome proposto, não aceitava de imediato o nome do proposto. Ou seja, não respondeu à pergunta feita, demonstrando que não houve nenhuma razão a não ser puro sectarismo, o tal que acusaram o PSD de ter. O triste de tudo é que vejo muitos jornalistas e comentadores a entrarem nessa onda, a serem totalmente enganados pela verborreia socialista. Na verdade não venho defender o PSD, até porque toda esta situação é mais uma evidente e nauseabunda demonstração da Partidocracia vigente, porém, dentro do possível, reconheço total razão ao PSD.
Vitalino Canas deixou tudo bem claro ao dizer que nos últimos 19 anos foram personalidades ligadas ao PSD que ocuparam o cargo em questão - o que nem sequer é verdade - sendo desmentido até por um antigo Provedor, ouvido no fórum, que afirmou que quem lhe telefonou a convidá-lo foi o Dr. Jorge Sampaio, na altura líder do PS, não foi ninguém ligado ao PSD. Como há 19 anos que era assim - segundo Canas - o PS decidiu bater o pé, fazer uma birra e nem sequer responder às propostas do PSD. Agravando a birra decidiu aparecer com um brinquedo - alegadamente - melhor que o dos outros. Não respondeu ao nome do PSD e queria que de imediato este respondesse ao nome por eles apresentado. Como não houve resposta, o PS decidiu então piorar a birrar e ameaça o PSD no debate parlamentar. Manuela Ferreira Leite respondeu e o PS piorou a birra ao trazer todo o assunto, com o nome proposto, para a praça pública. O CDS e António Barreto fizeram propostas, uma para resolver o assunto imediato, outra para resolver o assunto a longo prazo, ou seja em futuras nomeações, e o PS, com tem sido hábito, na arrogância e sensação de total sapiência, de absolutos donos da verdade e da razão, recusaram todas as ideias.
Afinal onde está a Birra....???

sexta-feira, 20 de março de 2009

Cobardia política, falta de pudor político, falta de sentido de Estado e hipocrisia... enfim o PS dos nossos tempos.








Não me cabe a mim, especialmente pela insignificância que sou, efectivamente defender o PSD, nem as suas posições. Mas nesta situação da escolha do próximo Provedor de Justiça, o PS demonstrou toda uma série de epítetos negativos que exprimi no título. Há cerca de nove meses que o mandato de Nascimento Rodrigues chegou ao fim, o que significa que as negociações para a sua sucessão já se arrastam há pelo menos um ano. Certamente que já houve nomes propostos por um lado e pelo outro, sem que até hoje se tenham alcançado os consensos necessários.

Porém hoje Alberto Martins, líder parlamentar do PS, veio a público. ou melhor, veio dar uma conferência de imprensa, à hora dos telejornais, anunciando que h cerca de uma semana tinha proposto ao PSD o nome do constitucionalista Jorge Miranda para novo Provedor de Justiça. Alberto Martins afirmou que a razão pela qual anunciava esta proposta era porque, após as declarações feitas hoje pela líder do PSD - que afirmou que num espírito de independência e de equilíbrio de poderes, dada a natureza do cargo em questão, era normal, e deveria de ser assim, que a personalidade que fosse nomeada para esse cargo devia ser indicada pelo maior partido da oposição - o PS decidira abrir as negociações, que visam alcançar a maioria de dois terços dos deputados, aos outros partidos, abandonando uma tentativa de acordo com o PSD. Durante a noite ouvi reacções sensatas dos outros partidos e um disparate de um comentador político. O Sr. Mário Bettencourt Resendes, situacionista habitual, declarou na TSF que o PSD iria ter muitas dificuldades em explicar a recusa de um nome com a importância e a qualidade do Constitucionalista Jorge Miranda. Este comentário deixou-me no mínimo revoltado, pela fraca qualidade do comentário político português, porque ou o Sr. Mário Bettencourt Resendes é ignorante ou anda distraído, porque o PSD nunca veio recusar este nome, como nenhum outro. Porque acha o PS que o PSD numa semana tem de responder a algo para o que em um ano não houve qualquer resposta? Dos outros partidos ouvi reacções do BE - afirmando que até agora não tinha recebido nenhuma proposta de negociação da parte do PS - do PCP - que afirmou não ser nas televisões que se convida outros partidos para negociações, é sim em conversas na Assembleia da República - e do PSD - que afirmou não ir entrar em ping-pong de nomes, porque este era um assunto de Estado, pelo que não iriam fazer qualquer comentário, e, que quanto ao PS abrir as negociações aos outros partidos, o PSD afirmava que o Partido Socialista estava no seu pleno direito de o fazer. Onde reina a sensatez e o sentido de Estado? Certamente que todos estes partidos o demonstraram bem mais do que o PS.

Mas vejamos: há uma semana, portanto entre quinta a sexta-feira passada, o PS comunica ao PSD que tinha o nome de Jorge Miranda em cima da mesa para Provedor de Justiça; o PSD não responde até quarta-feira (houve encontros preparatórios do conselho europeu, aqui e no estrangeiro, entre outros eventos) dia em que o Primeiro-Ministro anuncia que se o PSD não chegar a acordo com o PS, este último está disposto a avançar sozinho com um nome para Provedor; sexta-feira Ferreira Leite afirma que a personalidade deverá ser escolhida pelo maior partido da oposição e nesse mesmo dia Alberto Martins anuncia o nome de Jorge Miranda. Analisando: o PS propõe um nome, de peso e de qualidade, talvez esperando que o PSD imediatamente respondesse sim, porém isso não acontece (talvez porque há cerca de uma ano tantos nomes e não acredito que fossem todos de menor qualidade do que o agora anunciado) o PSD não responde logo e José Sócrates faz aquela ameaça. O que estava à espera? que o PSD cheio de medo fosse a correr com o rabinho entre as pernas aceitar o nome do PS, ou quis fazer parecer que o nome que viesse a lume tinha sido proposto pelo PS e que este é que dominava a negociação? José Sócrates não quis forçar um acordo, quis foi pegar fogo ao circo e Manuela Ferreira Leite respondeu à altura, a personalidade tinha que ter a chancela da oposição. Claro que o PS viu nisto uma oportunidade de saltar ao pescoço do PSD, ao arrepio de todas as regras de dignidade e respeito, avançando com um nome de peso, querendo deixar mal o PSD.

Qual será a melhor reacção? Creio que a já tida foi a melhor.

Cobardia política: não conseguindo negociar veio refugiar-se na televisão, para esconder a sua fraqueza e o seu apetite enorme - como denunciou Nascimento Rodrigues na entrevista que deu à Visão - por cargos de nomeação política.

Falta de pudor político - é falta de vergonha na cara durante um ano não se chegar a acordo com outro e de repente, feitos meninos queixinhas, depois do puxão de orelhas do actual provedor e do Presidente da República, apontar o dedo ao outro a dizer - oh papá foi ele.

Falta de Sentido de Estado - fazer anúncios de nome, discutir assuntos desta importância na praça pública, anunciar a abertura de negociações aos outros partidos nas televisões, em vez de ser nos órgãos próprios, é no mínimo, uma grave falta de sentido de Estado e revela uma desmesurada vontade de exibicionismo eleitoralista.

Hipocrisia - quantas vezes José Sócrates, quando desafiado para esclarecer e debater com opositores nas televisões, recusou afirmando que o lugar próprio para a discussão política era na Assembleia da República, e agora hipocritamente vêm para a televisão fazer guerrilha política do mais baixo nível.

Enfim é o PS que temos...

Enfim é a partidocracia que temos...

quinta-feira, 19 de março de 2009

E Estratégia??!!


Todos ouvimos os anúncios do Primeiro-Ministro e as críticas da oposição, claro que todos temos as nossas opiniões, nem sequer é meu propósito agora discutir, ou melhor, dissertar sobre cada uma delas, embora seja já claro que não são aquilo que parecem à primeira vista. Sendo assim, embora seja uma crítica fácil e até recorrente, creio que o que transparece de todas estas medidas ultimamente anunciadas, alegadamente para contrariar os efeitos da crise, é que não existe uma estratégia clara, um rumo, uma orientação concreta de onde, ou melhor, para onde se quer rumar o país, fazendo uma governação tipo "navegação à vista", tentando tapar o último buraco, sem objectivos e propósitos estratégicos muito bem definidos. Aliás o único critério parece se governar para as eleições, ou em função do que se pretenda como resultado eleitoral, sem grande preocupação com os portugueses, sendo o maior dos contrasensos, de quem até há pouco tempo afirmava não governar pelas sondagens, a partir do momento em que estas passaram a dizer que se estava a tornar difícil a renovação da maioria absoluta pelo PS, tornaram-se a orientação de todas as medidas governamentais.
O Movimento Mérito e Sociedade, um pequeno partido político que não se identifica com o actual sistema partidocrático, desde o seu manifesto fundador, que vem afirmando e denunciando a falta dessa forma estratégica de governar, vem reclamando a necessidade premente de se governar com estratégia definida, sabendo para onde se quer levar o país, sem ceder a ventos e manobras, firmes no rumo traçado, proposto em eleições ao povo, que por essas opções e políticas escolhe quem o deve governar. Esta denúncia, ou melhor, esta exigência de uma estratégia, torna-se cada vez mais evidente perante a desastrosa e desorientada governação que José Sócrates e o governo do PS têm feito.

O Mealheiro do Engenheiro Sócrates




Ontem o nosso caro Primeiro-ministro encetou mais uma das suas infindáveis incursões pelo mundo da publicidade e do anúncio fácil, ao despejar no parlamento, para gaúdio do grupo feroz que avidamente, ou bebia cada palavrinha como água no meio de deserto, ou salivava esfomeado para o pescoço do primeiro, ansiando saltar-lhe ao mesmo, todo um conjunto de novas propostas e ajudas às famílias.

Curiosamente este mesmo Primeiro-Ministro andou nos últimos três anos a lutar heroicamente, sozinho, rodeado de uma cambada de imbecis ignorantes, preso nas malhas da incompreensão, contra um défice monstruoso, continuamente herdado do seu antecessor. Nesse combate gritava: - Aqui del rei, aqui del rei, acudam a apertar o cinto, esforço de todos, vitória de todos, apertai, apertai; é preciso fechar, fecha, é preciso cortar, corta, força, força!!!!

Afinal e de repente existem já milhões, que o digníssimo primeiro-ministro se digna lançar sobre tudo o que mexe e não mexe, pronto a estancar cada pingo de sangue que ameace a sua reeleição. Mas não senhores, não pensais que esteve o nosso primeiro a apertar, apertar, para amealhar, amealhar para agora em ano de eleições lançar, lançar. É pura coincidência senhores, não vos deixeis enganar, é da crise, da crise que tanto jeito dá para esconder na verdade que tanto aperto era, apenas pelos vistos era, uma forma do nosso primeiro encher um belo mealheiro e agora ter, por acaso em ano de três eleições, o que distribuir.

terça-feira, 17 de março de 2009

Que Grande Besta!!!...


Esta foi a expressão que me saltou da boca quando ouvi a notícia de que o Papa Bento XVI, na sua primeira visita ao continente africano - o mais assolado pelo vírus do HIV e com a maior taxa de doentes de SIDA - ao chegar aos Camarões, afirmou que não era com a distribuição, nem com a utilização do preservativo que o contágio se evita, que pelo contrário só agrava o problema, que a solução é a abstinência.
Esta afirmação, no contexto em que é feita, é criminosa. Peço desculpa por estar a ser politicamente incorrecto, mas não podem ser preconceitos infundados, como a Igreja Católica tem contra os preservativos, a ditar conceitos, muito menos práticas, de saúde pública.
Sinto-me com particular autoridade para falar assim porque, como cristão evangélico que sou, tenho conhecimentos para dizer que de uma capa até à outra capa da Bíblia não existe qualquer fundamento para a doutrina católica de que o sexo deve ser apenas para reprodução, e, ainda menos de que um casal não pode tomar medidas contraceptivas. Não existe qualquer base bíblica para esse disparate.
Mais autoridade ainda sinto porque, da natureza da minha fé cristã, defendo e creio que a relação sexual deve ser praticada apenas no contexto do casamento, reconhecendo como erradas as relações sexuais antes e fora do casamento. Porém dentro do casamento, o sexo não serve apenas para reprodução e um casal tem o direito de decidir quando e quantos filhos terá.
Sinto também autoridade porque conheço vários casos, não um nem dois, vários casos de casais em que um é seropositivo e o outro não. O que diria Bento XVI a esses casais, que nunca poderiam ter relações sexuais? Que asneira!!
É certo que a relação sexual tem um contexto próprio, a meu ver, que é o casamento, porém neste é livre entre os dois, podendo usar meios contraceptivos, e, no contexto africano, onde farmácias, clínicas e outros cuidados primários de saúde não abundam, a distribuição de preservativos parece ser uma medida necessária, absolutamente necessária.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Acerca do Subsídio Social de Reinserção


Ando há vários dias a pensar de deveria ou não escrever este texto, mas perante o conhecimento cada vez maior que tenho de um maior número de situações abusivas, ficando de fora pessoas realmente necessitadas e merecedoras, acima de tudo merecedoras de uma ajuda digna, não de uma esmola, que não posso mais deixar de escrever acerca do Subsídio Social de Reinserção, o antigo Rendimento Mínimo Garantido.
Sou completamente contra, manifestamente opositor e profundamente desfavorável à existência de subsídios que pagam a pessoas que não conseguem organizar-se, porque isso só promove a cristalização dessas pessoas, implementa a subsidiodependência e sobretudo, traz consigo abusos e prejuízos sociais, porque ao invés de promover a reinserção social, promove sim a dissenção e a depressão social, ao levar essas pessoas a não terem qualquer tipo de incentivo para mudar a sua situação, por um lado, e, por outro, desvia fundos da segurança social que seriam muito mais bem aproveitados para outros fins.
E isto não é demagogia: trabalhei no terreno, numa IPSS, onde até o chão de casas de famílias desfuncionais, completamente coberto de fezes de cão, andei de joelhos a raspar e a limpar. Ajudas da segurança social: zero. Tudo como voluntário, eu e mais uma equipa toda de voluntários como eu. Essas instituições que estão no terreno, que conhecem as realidades, são quem melhor sabe quem precisa de ajuda e quem se está a encostar aos subsídios. Essas é que deviam ser apoiadas, levando a que, em vez de criar uma dependência, se ajudassem essas famílias a uma verdadeira reinserção social.
Claro que há casos de sucesso, de pessoas que recebiam o rendimento mínimo e deram a volta à sua vida, mas sejamos honestos, quantas pessoas há a receber indevidamente?, quantas não mexem uma palha para mudar e melhorar a sua situação?, quantas merecem de facto ser ajudadas, pela forma como se esforçam realmente para se reinserirem?: creio que poucas, muito poucas ou quase nenhumas. É tempo de se deixar de ser demagogo, sim demagogia não é defender o fim do subsídio social de reinserção, canalizando essas verbas para outros fins, demagogia é dizer que com medidas destas se está a promover a reinserção social dos beneficiários. Volto a afirmar que é tempo de pôr fim à demagogia e acabar com esse subsídio e criar uma verdadeira rede social, onde as IPSS's têm um papel fulcral, porque conhecem a realidade, e, o seu apoio nunca é no sentido dos beneficiários se tornarem dependentes da associação, ou instituição, é sim ajudar verdadeiramente a que essas famílias voltem a funcionar e melhorem as suas vidas.
Mérito, melhoria das condições de vida, estas são as palavras chave para o futuro do nosso Portugal.