
sábado, 25 de abril de 2009
Qual o maior legado que uma geração pode deixar a outra? A Liberdade.

o Incrível Vital Moreira (II)
Vital Moreira prevê pedido de demissão de José Sócrates se não tiver maioria nas legislativas
24.04.2009 - 21h07 PÚBLICO
O cabeça de lista às Europeias, Vital Moreira, prevê que se o PS não obtiver a maioria absoluta nas legislativas será “derrubado à primeira circunstância” e “terá que ir apresentar a Belém a sua demissão”. Segundo o candidato, o partido deve pedir a maioria porque só assim conseguirá uma estabilidade governativa.O candidato falava ao Rádio Clube/Correio da Manhã no âmbito da grande entrevista, que vai ser emitida no domingo, ao meio dia. Segundo Vital Moreira com um Governo minoritário, as condições de estabilidade “vão-se ao ar”. O Governo será “derrubado à primeira circunstância, o primeiro orçamento será reprovado, provavelmente o Governo terá que ir apresentar a Belém a sua demissão”, diz o candidato.Por isso “o PS deve pedir a maioria absoluta”, para que possa ter estabilidade governativa durante quatro anos e tomar medidas “mesmo que transitoriamente essas medidas não sejam simpáticas”, acrescentou Vital Moreira.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
o Incrível Vital Moreira

Acerca do enriquecimento ilícito
Nos últimos dias tem-se levantado uma enorme polémica acerca de propostas de lei e projectos de lei, sobre sigilo bancário, criminalização do enriquecimento ilícito, só para políticos, para todos, enfim uma confusão de propostas e contra propostas, trapalhadas e tentativas de esclarecimento, trespassadas por acusações diversas de eleitoralismo, aproveitamento, hipocrisia, etc. A meu ver os partidos do espectro parlamentar são todos culpados de ser hipócritas e eleitoralistas acerca deste assunto. O PS acusou o PSD de estar a apresentar estas propostas, a pretexto de um suposto pacote de combate à corrupção, apenas agora em tempo de eleições. A questão é que o assunto foi levantado pelo BE e aí o PS já concordou e até aprovou uma lei desse partido. O que é isso se não eleitoralismo e uma manobra de aproximação entre os dois? Logo aqui temos arrumados três desses partidos o PS, o PSD e o BE, todos ensacados por igual. Resta-nos o PCP, os Verdes e o CDS/PP. Destes todos se têm aproximado mais ou menos nestas matérias, apresentando projectos concomitantes, mas por não ser o seu partido a apresentar rejeitam as alternativas propostas por outros, como ontem se viu, onde PSD e PCP apresentaram propostas idênticas, mas onde um chumbou o projecto do outro. Colocamos mais um no mesmo saco, que já enchemos com PS, PSD, BE e agora PCP. Sobram-nos os Verdes e o CDS/PP. Sou sincero que destes tenho visto, no caso dos Verdes nada (logo cúmplice do sistema) e do CDS/PP uma agenda muito própria, não se tendo disposto a reconhecer explicitamente a necessidade ou não da criminalização do enriquecimento ilícito. Enfim todos diferentes, todos iguais.quinta-feira, 23 de abril de 2009
Reflexões sobre a bondade da elevação da escolaridade mínima - uma resposta

O Regresso da Ética

quarta-feira, 22 de abril de 2009
Neo-liberalismo e neo-socialismo

Imagino uma economia onde o mercado é livre, sem pressões nem intervenções do Estado, apenas manifestando este uma postura de controlo, supervisão e regulação, férreas. Acredito que o Estado deve ter uma actuação moderada no mercado, ou seja, deve controlar sectores importantes, não no velho conceito dos "estrategicamente importantes" - onde se costumam incluir a energia e as telecomunicações - mas sim num novo sector dos "socialmente importantes" - incluo aqui sectores que sendo económicos, são também funções sociais básicas do Estado, como a água e o saneamento básico, a saúde, a educação e a investigação científica e tecnológica. Ou seja o Estado deve reduzir a sua intervenção como actor no mercado a estes sectores, pelo que sou profundamente contra a privatização das Águas de Portugal, bem como dos sectores da saúde e da educação públicas, embora acredite que há muito lugar para a entrada de privados na gestão destes sectores, sem que isso seja necessariamente exercido por grandes empresas, porque privado inclui fundações, associações e cooperativas da sociedade civil. O Estado deve resumir-se a ser um bom Estado, eliminando-se o que é mau e supérfluo no nosso Estado, que, diga-se desde já, é muito.
O Carlos Santos que escreve habitualmente no Valor das Ideias escreveu um artigo no blogue onde diz assumir que aceita um aumento do peso do Estado no PIB por razões conjunturais, devido à crise que actualmente atravessamos. Aqui estamos de acordo, este não é o momento para o Estado encetar um processo de emagrecimento, devido aos elevados custos sociais, mas a realidade é que também não podemos continuar assim. O nosso Estado gasta mais de metade da riqueza produzida em Portugal. A grande questão é que essa riqueza não é redistribuída, essa riqueza é absorvida por um Estado que não retorna aos contribuintes em serviços aquilo que gasta, ou seja esse dinheiro é perdido numa pesada e desfuncional máquina que acaba por não garantir aos cidadãos aquilo que era suposto dar: o Estado não garante Saúde de qualidade, Educação de qualidade, Segurança, Justiça, sistema penal e de defesa funcionais, não garante qualidade ambiental nem ordenamento do território, não garante acesso democrático à cultura, não contribui com equipamentos sociais de qualidade, etc.,etc. Logo não se justifica o peso que tem a não ser por estar pesado, como gosto de dizer, morbidamente obeso. Como: 1º - tem funcionários a mais; 2º - tem estruturas intermédias que não funcionam - por exemplo não entendo como é que na segurança social existe um instituto para a dita, outro para a informática da dita e ainda outro para o controlo financeiro da dita, não seria suposto isto ser uma só estrutura?; 3º - a administração pública é extremamente permeável às questões e mudanças partidárias - mudanças de partido de governo e há uma série de nomeações de carácter político, até lugares bem profundos na administração pública, com indemnizações constantes; 4º - os serviços de saúde e educação são mal geridos e os prestados são de má qualidade, sobretudo por falta de organização e despesismo desmesurado; 5º - o Estado não concebe que a sociedade civil pode auxiliar o Estado no seu intervencionismo em causas sociais. Podia dar muitos mais exemplos. Depois faço um exercício de comparação. Em Espanha, um país com uma população muito maior do que a nossa, os funcionários públicos são cerca de 1% da população, em Portugal atingem perto de 10%. Isto não faz tocar alarmes. Certa vez, num outro blogue onde esta mesma discussão acontecia, alguém me disse que em Espanha o Estado é menor porque a sociedade civil é muito mais interventiva e actua em muitas esferas onde o Estado não vai. Eu quando li aquilo pensei: precisamente. Isto acontece porque em Espanha o peso do Estado na absorção da riqueza produzida é muito menor, logo existe muito mais riqueza na sociedade civil para esta redistribuir, intervindo. Em Portugal isto é impensável, aliás uma IPSS não consegue sobreviver sem a ajuda do Estado, isto porque a riqueza disponível é pouca, e, as leis que poderiam estimular a que, por exemplo as empresas, financiassem as IPSS são arcaicas e pouco eficazes. A conclusão que tiro é de que a sociedade civil está esmagada debaixo do peso do Estado. Logo há que aliviá-lo.
O Carlos Santos diz que perante o cenário actual da crise, resta-nos, devido à paralisia económica, a política orçamental, nomeadamente por duas opções:
(...)"há grupos com diferentes propensões à poupança: em fracção do rendimento disponível, a poupança de quem tem mais rendimentos tende a ser maior do que as dos escalões de baixos e médios rendimentos. Nesse sentido uma das propostas que o Ricardo chama de Terrorismo de Estado, tributação dos prémios dos gestores, se condicionada politicamente pelo episódio da AIG nos EUA, não deixa de ter um pouco mais de lógica do que a tributação uniforme: os prémios dos gestores são complementos de rendimento que dificilmente se vão traduzir em procura interna. Nesse sentido, uma fonte natural de rendimentos para o Estado dar poder de compra, via transferências sociais, aos escalões de menor propensão à poupança. A necessária dinamização da procura interna pode ser feita por esta via."
Creio que aqui existem uma série de erros e equívocos. Em primeiro lugar não se pode utilizar episódios como o da AIG para justificar uma sobre tributação de todos os prémios de gestores. Porquê? O que aconteceu foi que uma empresa que recebeu ajudas do Estado para sobreviver não pode nunca utilizar esse dinheiro dos contribuintes para dar prémios a gestores, que ainda por cima, não os merecem, porque se os merecessem a empresa não necessitava das ajudas do Estado. Mais do que uma questão moral é sobretudo uma questão de racionalidade: como é que alguém que dirige mal uma empresa, colocando-a à beira da falência, tendo de ser salva pelo Estado, recebe um prémio de gestão? É incompreensível. Outro equívoco é o facto de se afirmar que, por isso, todos os prémios de gestores devem ser sobre tributados. Onde há ajudas do Estado, não pode haver prémios, mas onde o Estado não intervém, os accionistas dessa empresa devem ter liberdade de, se acharem merecedor, pagarem prémios aos gestores, sem que o Estado deva de por isso ter qualquer direito de obrigar ao pagamento de uma taxa de impostos extra. Outro grande equívoco é o de que o Estado redistribui socialmente a riqueza, através das transferências sociais, conforme aqui discutido anteriormente. Além disso isto abre toda uma nova frente de discussão, sobre como deve o Estado apoiar socialmente as classes mais desfavorecidas, nomeadamente sobre as qualidades e virtudes de prestações sociais como o rendimento mínimo garantido, do qual não consigo ver vantagens práticas nenhumas, mas enfim, isso daria para outro artigo, que, caso o Carlos Santos desejar, podemos discutir noutra vez. Continuando, a outra forma é
(...) "a via complementar é a do investimento público, que aumentará necessariamente esse peso da dívida. Mas, como resulta da declaração final do G20, pode ter o virtuosismo de redinamizar a economia pelo emprego criado e concomitante distribuição de rendimento, bem como pela via de priveligiar opções como a banda larga ou os ditos sectores energéticos e ambientais, que se prevê tenham maior potencial de crescimento no futuro. O rendimento gerado por essa via tornará, eventualmente mais suportável a tributação futura.
No momento presente, sem crédito nem despesa, o drama não seria o Estado fazer demais mas antes não fazer nada. Porque não há correcções de estabilização a uma situação deste tipo com um Estado inerte."
Consigo concordar com a actuação do governo em políticas de contra ciclo aquando de períodos de crise como este, nomeadamente através de investimento público. A crítica essencial que tem sido feita a este governo, apesar de no discurso público este nos tentar convencer do contrário, não é de que o investimento público é mau e todo deve parar, criticado tem sido a natureza desse investimento público e aqui, embora não seja desse partido, seja obrigado a concordar com a Manuela Ferreira Leite. MFL criticou o investimento público a torto e a direito e em projectos megalómanos, ou melhor dizendo, de grande volume, colocando-se as seguintes objecções:
1) num período de retracção da actividade económica e de grande desequilíbrio da balança comercial, com a redução das exportações, essas grandes obras iriam acarretar uma grande incorporação de componentes importados;
2) num período em que o financiamento disponível pela banca é limitado, estas grandes obras iriam competir com o sector privado, com natural preferência pela banca por financiar obras públicas, por esses fluxos financeiros limitados, estrangulando ainda mais a actividade económica privada;
3) num período de desemprego acentuado, nestas grandes obras públicas, não é líquido, é aliás comum, que o emprego criado aí seja ocupado por cidadãos nacionais, ou até emigrantes, sendo sim importada mão-de-obra estrangeira, pelos empreiteiros específicos de cada trabalho, igualmente especializado;
4) além de tudo isto, não havendo certezas de quando a recuperação económica se irá começar a sentir, estar a hipotecar orçamentos de várias gerações, é extremamente perigoso;
5) por fim é extremamente difícil e demorado o efeito social que esses investimentos terão na economia e na sociedade.
Em alternativa MFL defendeu o chamado "investimento de proximidade":
1) investimento em obras próximas da população e de impacto rápido na vida das mesmas;
2) estes investimentos têm uma baixa ou nula incorporação de componentes importados, não agravando assim a balança comercial;
3) a baixa volumetria desses investimentos não iria competir com os privados pelos financiamentos bancários disponíveis;
4) não hipotecam o futuro dos orçamentos de Estado;
5) os números de desemprego poderiam ser impactados pelas obras de proximidade.
Um Estado inerte é um Estado morto, é uma verdade, pelo que a intervenção social do mesmo é importante, a questão que se levanta é de que forma deve o Estado apoiar socialmente a população. Quais os meios e os métodos, mas não vou entrar agora por aí. Embora seja uma questão que, no contexto actual, é inequivocamente importante.
Acerca da crítica feita ao PSD de que existe ali uma discrepância de critérios, que defendia o que ataca, quando se fala da recém aprovada lei de levantamento de sigilo bancário, creio que o mesmo se pode afirmar acerca do PS, que rejeitou o que depois, em concomitância com o BE foi aprovar, numa lei mal feita e atrapalhada, deixando assim espaço para a especulação de que esta foi apenas uma manobra de aproximação política. O facto mais preocupante é que, não criminalizando o enriquecimento ilícito, passando a tributar o enriquecimento injustificado, se está a tornar mais vago o que devia ser mais concreto, está-se a tirar da esfera judicial um típico caso de julgamento, pois se o rendimento é injustificado é necessário exigir justificação ao contribuinte - e isso concordo que esteja na alçada das finanças, havendo um acesso algo controlado às contas bancárias - e se este não a apresentar, ou a justificação não for sustentada, deve haver uma investigação, porque a sua origem é certamente ilegal. Inaceitável é que o Estado diga ainda que, um rendimento injustificado, apenas porque é tributado a 60%, passa a ser lícito, podendo-se falar em branqueamento de capitais pelo Estado. Alguns especialistas em fiscalidade vieram ainda afirmar recentemente que, esta lei, tal como está, ainda agravará mais o sigilo bancário para as entidades que apresentem IRC, que são aquelas que mais facilidade têm em fugir ao fisco. Logo se há posição severamente criticável nesta matéria é a do PS e não a do PSD.
A solidariedade social do Estado é daquelas matérias onde neo-liberais e neo-socialistas mais divergem. O impressionante é que a maioria dos elementos que falam destas matérias em ambos os grupos nunca estiveram no terreno, verificando na prática, entregando de si, não apenas um pouco da sua carteira, para perceberem como é que aplica solidariedade social. A verdade é que em Portugal o Estado está sobre dimensionado nesta matéria. Se é verdade que a cada um deve caber a decisão de receber ou não a ajuda do Estado, em Portugal a percepção corrente entre a população é a de que muitos recebem ajudas que não merecem, não se esforçando para melhorar e mudar de vida porque recebem o suficiente para se irem arrastando. E isto é muito próprio da natureza humana. Isto é um erro básico, pressupor que alguém que recebe um subsídio, por ter direito a ele fará mais do que o necessário para receber o que tem direito: não precisa, porque se tem direito, não precisa de se esforçar mais. Logo o Estado tem de ser o garante, mais do que criar um grupo de subsidio dependentes, tem de ser o garante do desenvolvimento humano, que o nosso claramente não é. Se prestações sociais, como o subsídio de desemprego, ou o subsídio social de desemprego não estão, nem podem estar em causa, a forma como são distribuídos já é questionável. O Movimento Mérito e Sociedade, partido de que sou militante, tem uma proposta de que o sd e o ssd, passem a ser pagos mediante a prestação de serviço social pelos beneficiários. Já prestações sociais como o subsídio social de reinserção são de eficácia duvidosa, podendo-se contar pelos dedos de uma mão os casos de sucesso a nível nacional, de famílias que transitoriamente receberam este subsídio, porque se desenvolveram e deixaram de necessitar dele. Sou profundamente contra este subsídio e acho que estas verbas, devendo ser aplicadas da mesma forma em famílias necessitadas, deveriam ser canalizadas para as instituições (IPSS's) que estão no terreno, que nunca estão interessadas em criar dependentes, mas sim em ajudar concretamente, sendo muito mais conhecedoras do terreno do que o Estado. Creio também que uma proposta do CDS/PP, recentemente rejeitada pela maioria, seria ainda interessante, a de baixar ligeiramente a idade de acesso à reforma, sem perca de valor, a quem esteja à mais de três anos desempregado para os 58 anos, idade em que é muito difícil arranjar emprego até aos 65 anos e asssim ficar com a idade legalo de reforma. Esta é uma verdadeira medida de alcance social. Mas esta discusão poderia levar a muitos outros pontos e para já fico-me por aqui.
terça-feira, 21 de abril de 2009
Mais uma vez Vital Moreira
Volto hoje a um dos meus passatempos preferidos: criticar comentadores políticos, especialmente quando não são comentadores, mas sim políticos no activo, sendo mesmo candidatos em eleições próximas, como é o caso presente de Vital Moreira. Este texto é uma crítica a uma crónica, escrita por este, hoje no Público.segunda-feira, 20 de abril de 2009
Mau Estado


Hipocrisia Socialista

domingo, 19 de abril de 2009
Acerca do preservativo: depois do Papa agora o Cardeal
É triste este caminho egoísta que a Igreja Católica está a seguir. Tentando justificar as declarações de Bento XVI acerca do preservativo, o Cardeal Patriarca de Lisboa dá mais um tiro nos pés, e prejudicou de novo a luta contra o flagelo da SIDA. Porquê? Ao afirmar que o preservativo não é 100% fiável no combate ao contágio pelo HIV, D. José Policarpo quis justificar que por isso este não é o meio mais adequado para evitar a propagação. No entanto, o Cardeal esquece-se é de que este é o melhor, não existe melhor método. Concordo totalmente com a afirmação da Igreja de que, a propagação do flagelo da Sida, se resolve, não com o uso do preservativo, mas com uma mudança de comportamentos. Esta é uma realidade. Se não houver sexo, não há contágio dessa forma. Até faz faísca
Em consequência dos estranhos alinhamentos aqui descritos, o Primeiro-Ministro, dada a sua incapacidade de enfiar a viola no saco e ficar calado, reagiu às palavras do Presidente da República, provocando um choque, desta vez não por questões legislativas nem divergências de pontos de vista, mas por questões de pura política e de divergência de percepção do resultado das medidas adoptadas. Poderá não ser o fim da cooperação estratégica, mas certamente deixa antever um ano político quente, com o Presidente a suscitar muitas dúvidas em relação às medidas a tomar pelo governo. Se isto prejudicará esta recta final do governo Sócrates ninguém sabe, mas que trará um interesse acrescido a estas campanhas eleitorais, isso trará. Aparentemente o Presidente não vai estar à espera de um segundo mandato, vai intervir de imediato, provavelmente impulsionado quer pelas sondagens, onde o PS não descola para uma nova maioria absoluta, quer pela nova dinâmica que Manuela Ferreira Leite está a impor no ritmo do PSD, onde a escolha de Paulo Rangel parece ter ajudado, com os habituais dissidentes, como Santana Lopes e Menezes, a renderem-se à força da proximidade dos actos eleitorais. Pedro Santana Lopes aos beijinhos a Manuela Ferreira Leite
As eleições Europeias já têm vencedor antecipado: a abstenção

A vergonhosa partidocracia em que vivemos

Fica aqui uma parte de um texto de Fernando Madrinha, publicado no Expresso. Tudo dito: a nossa Partidocracia no seu melhor.Se um deputado faltar uma semana por doença não precisa de apresentar atestado médico. Até cinco dias, a sua palavra "faz fé", diz o regime de faltas do mais moderno parlamento do mundo, segundo Jaime Gama: o nosso.
Quando recomeçar a caça, por exemplo, já nenhum parlamentar precisa de meter baixa com essa finalidade, como há quem tenha dito e feito no passado, expondo-se à mais que justa crítica pública. Basta-lhe ir e comunicar depois aos serviços da Assembleia que esteve doente. A menos que seja visto ou denunciado, tudo correrá pelo melhor. Esta facilidade tem outra vantagem não despicienda: o deputado pode continuar a mentir, fingindo que adoece, mas não obriga o seu médico a mentir também - isto supondo que os médicos que passam falsos atestados têm algum problema de consciência quando mentem para facilitar a caça ou outros prazeres a um deputado amigo e/ou seu paciente.
Este privilégio choca frontalmente com o discurso de exigência e rigor que o Governo gosta de fazer e de impor a quem pode. Por exemplo, aos professores e aos funcionários públicos. Mas os socialistas, começando pelo presidente do conselho de administração da AR, José Lello, defendem-no com unhas e dentes. Aliás, um dado curioso é que este tipo de decisões parlamentares nunca provoca divergências. Os deputados podem não se entender para eleger o provedor de Justiça, nem para muitas outras coisas em que um certo consenso seria de louvar. Tratando-se dos seus interesses e privilégios, entendem-se às mil maravilhas, como se viu, por exemplo, durante os largos anos em que usaram e abusaram das chamadas viagens-fantasma.
Num parlamento onde já chegaram a faltar a uma sessão plenária, sem qualquer justificação, 107 dos 230 deputados e onde ainda em Dezembro a maioria teria perdido uma votação importantíssima se largas dezenas de parlamentares não tivessem ido para fim-de-semana mais cedo, só uma grande e ingénua fezada pode justificar que a palavra do deputado faça fé nestas matérias. Ainda que só por cinco dias, o que acaba por ser uma espécie de 'rabo de fora': se a confiança na palavra do deputado fosse total, esta faria fé por quanto tempo ele estivesse doente. Tudo isto seria mais ou menos irrelevante se o deputado português médio se distinguisse pelo seu exemplo. E se a Assembleia não tivesse um sério problema de imagem na sua relação com a sociedade. Assim, é mais um contributo para ela continuar a aparecer no fundo da lista dos órgãos de soberania, sempre que alguém se lembra de fazer uma sondagem.
Fernando Madrinha
sábado, 18 de abril de 2009
Guerra dos medicamentos

Cada cavadela, cada minhoca/ Cada Jornal Nacional de sexta-feira, cada revelação do caso Freeport que enterra o Sócrates
Eu já não sei se isto é para prejudicar o Sócrates, se é para o beneficiar. Passo a explicar: eu já não entendo se estas revelações constantes da TVI no Jornal Nacional das sextas-feiras são puro jornalismo de investigação, se são perseguição ao Primeiro-Ministro, ou se são apenas argumentos para que o Eng. Sócrates possa continuar o seu número de vitimização. Estranhos alinhamentos




sexta-feira, 17 de abril de 2009
Colaborador precisa-se
Pedido de desculpas
terça-feira, 14 de abril de 2009
Cabeça de Lista do MMS às Eleições Europeias

Já agora que estamos a falar de candidatos às europeias fica aqui o cabeça de lista do Movimento Mérito e Sociedade às Eleições Europeias, Carlos Gomes. Fica aqui o seu curriculo.Licenciado em Gestão de Empresas pelo I.S.C.T.E.
Começou a sua carreira em 1988 na Citroen em Portugal. De 1991 a 1994, exerce a sua actividade na Renault Portuguesa. Em 1995 ingressa na “Direction Commerciale Europa da Renault, SA” em Paris, como responsável dos Métodos e Formação Comercial. Em 1996, é nomeado “Area Manager” para os Mercados de Espanha, Portugal e Itália.
Em 1998 integrou a Fiat Auto S.p.A.. É de seguida nomeado Director Comercial para as marcas Fiat, Lancia e Alfa Romeo em Portugal e nos mercados de Africa e do Médio Oriente.
Em Junho de 2002, integra a Alfa Romeo França, como Director Geral. Desde Julho 2005 é Director Geral da Fiat France. Desde Fevereiro 2009, que é o responsável da Europa do Sul. Mantém em paralelo as funções de Director Geral da Fiat France assumindo ainda as de Presidente e Director Geral da Fiat Group Automobiles Espanha.
Em paralelo das suas funçöes profissionais, Carlos GOMES participa em numerosas actividades sociais, económicas e desportivas nomeadamente:
- Apoio à Cruz Vermelha;
- Membro do Conselho Estratégico para o desenvolvimento das Relaçöes entre Portugal e a França;
- Co-autor, com o Professor Eduardo Correia do primeiro ensaio sobre a História do Marketing em Portugal.
Carlos GOMES é casado e pai de 2 filhos de 18 e 14 anos.
PSD+Europeias=Paulo Rangel



Apesar da Partidocracia vigente, com a mistura de nomes para vários tachos, como acontece actualmente com as listas do PS, misturando candidatos das europeias e das autárquicas, o PSD também tem a sua culpa neste sistema viciado (tanto ou mais que o PS e os outros), parecendo no entanto fugir a esta lógica com a escolha de Rangel.
A não perder: debate sobre a Eutanásia no CRC Lisboa
A discussão da eutanásia está na ordem do dia. Algumas situações de suposta eutanásia têm invadido os noticiários. Vários técnicos e comentadores têm tecido comentários acerca do assunto. Contudo, o que é eutanásia? Quais as questões éticas e morais que levanta?Muitos comentários, várias opiniões e diversas posições têm sido defendidas e difundidas com base em conceitos pouco claros e de limites ténues. Assim, importa também pensar conceitos implicados nesta complexa questão (eutanásia, suicídio assistido, suspensão terapêutica, etc.).Eutanásia advém da palavra grega euthanasía que significa «morte doce e fácil». No entanto, neste conceito apenas cabe o suicídio assistido. Será esse suicídio assistido a única forma de ter uma morte doce e fácil quando se padece de uma doença terminal? É isto o melhor que temos para oferecer? Quais são as alternativas? O que são cuidados paliativos?segunda-feira, 13 de abril de 2009
O coerente Ti Vital (Moreira)

Sem mais delongas fica aqui a ligação para este texto do Delito de Opinião, onde fica bem patente a coerência, e com isso a pessoa, do Prof. Vital Moreira - cabeça de lista do PS às Eleições Europeias.
"Propaganda Quinzenal" ou "A Solução Miraculosa para a Crise"

O país vive neste momento em suspenso durante quinze dias, o espaço que medeia entre um debate quinzenal e o seguinte. Este suspense, esta ansiedade, esta necessidade que o país tem em relação a estes debates, nada tem a ver com vivacidade ou interesse democráticos, tem sim a ver com o facto de que aí, em geral sempre aí, o Primeiro-Ministro, qual Imperador a debitar ordens na sala do trono, anuncia sempre mais uns milhões, mais uma medida recheada de Euros, que vem, como bóia em mar agitado, salvar a doente economia e sociedade portuguesa. Bem-haja ao nosso Primeiro pelas suas intervenções, onde, apesar do debate enfadonho, no qual nem as perguntas são as certas, fazem sempre as perguntas erradas, pelo que recebem as respostas certas, apresenta a luz, o caminho, nos conduz, país perdido, rumo ao paraíso do milhões do orçamento de Estado, que nos hão de salvar da perdição e trazer para uma paz, a paz de Sócrates, pela qual lhe estaremos para sempre gratos. a Qimonda já estava salva nas respostas bélicas e arrogantes no Parlamento, mas está fechada
Esta frase, título desta mensagem, não é fumo da minha chaminé, foi escrita por Pacheco Pereira, no Público, do passado sábado, e agora disponível aqui, como crítica ao governo propagandístico do Eng. Sócrates. domingo, 12 de abril de 2009
107 Soluções para Portugal (6)

Alargar as práticas de escrutínio aos interesses directos e indirectos dos eleitos.107 Soluções para Portugal (5)

Revogar as imunidades dos eleitos.


