
Daí passemos para os resultados do MMS.
Estamos perante umas eleições onde o MMS teve uma intensa exposição pública, através dos cartazes e das acções de campanha, mais presente até do que o próprio CDS/PP, porém este arrastava a comunicação social consigo, coisa que ao MMS não aconteceu, preferindo a comunicação social manifestamente a candidatura do MEP.
A verdade é que o MMS escolheu o caminho mais difícil, entrar de novo na política, com transparência, sem grandes rasgos publicitários, tipo autocarros, e sem se ancorar em figuras públicas, que por si só atraem atenções. Este caminho difícil coloca o partido numa situação de, sendo sério, está também muito isolado. Os cerca de 21 mil votos que o partido obteve são claramente um resultado insuficiente perante o esforço despendido. O preocupante é que o MEP, partido pequeno e que também concorreu a umas eleições pela primeira vez, ultrapassou os 50 mil votos, logo a barreira da subvenção, pelo que terá a sua campanha paga pelo estado e as suas actividades subvencionadas. Isto dá um avanço considerável a este partido perante os outros pequenos, dando razão à sua cabeça de lista que afirmou que com este resultado o MEP estava no mapa. Preocupante também é o facto de o PCTP/MRPP também obter mais votos que o MMS. Este partido certamente goza do estatuto de figura pública do seu mandatário nacional, o advogado Garcia Pereira, mas a sua mensagem, ultrapassada e desactualizada mantém fiel um eleitorado considerável, apesar de não ter chegado aos 50 mil votos. A seguir ficou o MPT, que pela primeira vez fez uma campanha com uma forte presença na rua. Se a sombra do fundador deste partido, o arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, que ainda é o presidente honorário do partido, ainda traz notoriedade, o facto de ter ideias claras sobre o Tratado de Lisboa, entre outras questões europeias, talvez tenha dado os seus frutos. O MMS surge depois.
Claro que estes resultados não sendo em si mesmos maus para um partido estreante, ficaram muito longe das expectativas que a campanha criou. Deixa também um problema nas mãos da Comissão Política Nacional, que deverá, não enterrar a cabeça na areia, mas analisar o que correu menos bem. Para mim a maior evidência é a falta de uma estrutura nacional mais disseminada do partido, que continua ainda muito concentrado na figura do presidente, o Prof. Dr. Eduardo Correia. Parece-me evidente que a estrutura das distritais deve ser implementada enquanto estrutura organizacional, com uma Comissão Política Distrital, naqueles onde existem militantes para tal. O exemplo de Lisboa é gritante, onde a Distrital não existe, confunde-se com a estrutura nacional. Um erro, mas natural num partido estreante de gente estreante, do qual faço, orgulhosamente, parte.




























