quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
4-1
Para ligar para o complexo Alvalade XXI o indicativo mudou: em vez do indicativo de Lisboa 2-1, deve marcar um novo indicativo, exclusivo para estruturas leoninas, o 4-1.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Do que estamos à espera: é tempo de agir

Chega de socractinices.
Perante isto, em que até gente de dentro do PS já defende a saída do Primeiro-Ministro, parece-me evidente que já não há condições políticas para a continuidade de José Sócrates. Nem sequer uma alegada estabilidade, tida como fundamental, serve já de sustentação, pois a contínua mácula de suspeitas graves, sejam de corrupção, ou de tentativas e planos de controlo da comunicação social, são hoje, promotores de profunda instabilidade social e política.
Aguenta-se ainda Sócrates por conta de ainda não ter essa instabilidade atingido a economia - o que também, sendo verdade, o é apenas em parte, porque a pressão feita sobre a oposição para que se prossigam os intentos do Governo só tem provocado instabilidade - e por o nosso Presidente da República estar hoje, mais interessado no seu futuro político, com a proximidade das eleições, do que com o interesse do país - o que é aliás apanágio dos políticos tradicionais portugueses.
Também para acção deixo aqui a proposta para a assinatura da petição online "Todos pela Liberdade".
Vamos exigir já uma mudança, pelo menos a demissão imediata e a bem do país deste senhor, deste Eng. Sócrates.
Perante isto, em que até gente de dentro do PS já defende a saída do Primeiro-Ministro, parece-me evidente que já não há condições políticas para a continuidade de José Sócrates. Nem sequer uma alegada estabilidade, tida como fundamental, serve já de sustentação, pois a contínua mácula de suspeitas graves, sejam de corrupção, ou de tentativas e planos de controlo da comunicação social, são hoje, promotores de profunda instabilidade social e política.
Aguenta-se ainda Sócrates por conta de ainda não ter essa instabilidade atingido a economia - o que também, sendo verdade, o é apenas em parte, porque a pressão feita sobre a oposição para que se prossigam os intentos do Governo só tem provocado instabilidade - e por o nosso Presidente da República estar hoje, mais interessado no seu futuro político, com a proximidade das eleições, do que com o interesse do país - o que é aliás apanágio dos políticos tradicionais portugueses.
Também para acção deixo aqui a proposta para a assinatura da petição online "Todos pela Liberdade".
Vamos exigir já uma mudança, pelo menos a demissão imediata e a bem do país deste senhor, deste Eng. Sócrates.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
21 de Fevereiro - 1º Aniversário d' A textura do Texto
Dia 21 de Fevereiro este blogue completa um aninho de idade e de escritas quase diárias (quase hã).
É motivo para comemorar, não sei é bem como. Aceitam-se sugestões, desde que cumpram os seguintes requisitos: tem de custar nada, ou custando que seja pouco e que cada participante pague o seu.
Bem leitores força aí nessas ideias.
É motivo para comemorar, não sei é bem como. Aceitam-se sugestões, desde que cumpram os seguintes requisitos: tem de custar nada, ou custando que seja pouco e que cada participante pague o seu.
Bem leitores força aí nessas ideias.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Sócrates lamenta "jornalismo de buraco de fechadura"

O Primeiro-Ministro José Sócrates fez hoje finalmente uma declaração sobre a divulgação das escutas telefónicas e o despacho do Juiz de Aveiro, ontem divulgado pelo Sol.
Sócrates declarou:
"Eu acho absolutamente lamentável que esse jornalismo, que se pode classificar como jornalismo de buraco de fechadura, baseado em escutas telefónicas e em conversas privadas, que não tendo relevância criminal devem ser privadas, se faça e com o objectivo de atacar pessoas."
O nosso Primeiro-Ministro só se esqueceu de um pequeno pormenor: é que este tipo de despacho judicial, depois de transitado em julgado, como é o caso, torna-se um documento público. As suspeitas e o jornalismo não é feito com base nas escutas, mas sim naquilo que o Juiz deixa transparecer no despacho. Claro que outras notícias sobre insultos e outros assuntos, já são de facto irrelevantes, mas o que de facto deixa estranheza é que o Juiz de Aveiro, com as escutas que ouviu, e que deixa transparecer para o despacho, ficou com nítida impressão de que havia um plano que configurava um crime, mas, chegando as mesmas escutas ao Procurador Geral da República e ao Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, estes tenham pensado exactamente o contrário. A estranheza de que falo emana do facto de da leitura dos despachos qualquer pessoa ficar com sérias dúvidas de que não tenha havido um crime, ou pelo menos a manifestação do mesmo. O que estas notícias fazem é que, ainda que não existisse matéria criminal, há certamente conteúdo político relevante. Ou seja, embora inicialmente não fosse favorável a isso, perante o avolumar das situações e das suspeições, cada vez fica mais a suspeita de que houve um "favorzito" feito a Sócrates pelo Procurador e pelo Presidente do Supremo, pelo que se impões agora a divulgação dessas escutas. Ainda assim eu sou mais pela defesa da provacidade, mas há dois organismos que estão fragilizados: a Procuradoria e o Supremo, sendo que se impões claramente a substituição dos líderes desses órgãos.
Além disso a vergonha impunha que Sócrates se demitisse, mas isso já se viu que ele não tem Logo, a bem do país, impunha-se que fosse o Presidente da República a ter essa vergonha e a demitir este vergonhoso governo.
Sócrates declarou:
"Eu acho absolutamente lamentável que esse jornalismo, que se pode classificar como jornalismo de buraco de fechadura, baseado em escutas telefónicas e em conversas privadas, que não tendo relevância criminal devem ser privadas, se faça e com o objectivo de atacar pessoas."
O nosso Primeiro-Ministro só se esqueceu de um pequeno pormenor: é que este tipo de despacho judicial, depois de transitado em julgado, como é o caso, torna-se um documento público. As suspeitas e o jornalismo não é feito com base nas escutas, mas sim naquilo que o Juiz deixa transparecer no despacho. Claro que outras notícias sobre insultos e outros assuntos, já são de facto irrelevantes, mas o que de facto deixa estranheza é que o Juiz de Aveiro, com as escutas que ouviu, e que deixa transparecer para o despacho, ficou com nítida impressão de que havia um plano que configurava um crime, mas, chegando as mesmas escutas ao Procurador Geral da República e ao Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, estes tenham pensado exactamente o contrário. A estranheza de que falo emana do facto de da leitura dos despachos qualquer pessoa ficar com sérias dúvidas de que não tenha havido um crime, ou pelo menos a manifestação do mesmo. O que estas notícias fazem é que, ainda que não existisse matéria criminal, há certamente conteúdo político relevante. Ou seja, embora inicialmente não fosse favorável a isso, perante o avolumar das situações e das suspeições, cada vez fica mais a suspeita de que houve um "favorzito" feito a Sócrates pelo Procurador e pelo Presidente do Supremo, pelo que se impões agora a divulgação dessas escutas. Ainda assim eu sou mais pela defesa da provacidade, mas há dois organismos que estão fragilizados: a Procuradoria e o Supremo, sendo que se impões claramente a substituição dos líderes desses órgãos.
Além disso a vergonha impunha que Sócrates se demitisse, mas isso já se viu que ele não tem Logo, a bem do país, impunha-se que fosse o Presidente da República a ter essa vergonha e a demitir este vergonhoso governo.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Lembram-se quando o Sampaio demitiu o Santana...

Após alguns poucos meses de governação, e apesar de uma clara maioria, de coligação, a suportar o Governo, perante uma série de casos, que não tendo nada a ver com a governação em si, afectavam profundamente a mesma, e, demonstrando assim que tudo se tratou apenas de uma vergonhosa manobra que foi apenas para permitir afinal, uma reorganização urgente dentro do Partido Socialista, para permitir uma vitória, que antes parecia improvável, demitiu o Primeiro-Ministro Pedro Santana Lopes.
Bem sei que vivemos outros tempos, bem mais conturbados ao nível económico, onde os olhos dos mercados financeiros internacionais estão sobre o nosso país, mas diga-se em abono da verdade que uma boa parte dessa instabilidade tem sido produzida por este Governo. Em primeiro lugar porque fizeram uma manobra de "chico-espertice" ao lançar para cima o défice de 2009, para apresentarem uma falsa descida para 2010 de 1%. Em segundo lugar o Governo é responsável por produzir assim um Orçamento Geral do Estado que não corresponde efectivamente às necessidades urgentes do país de consolidação orçamental, nomeadamente através de cortes na despesa que se impões, e que, só com uma grande coragem e sentido de responsabilidade poderiam ser tomadas. Em terceiro lugar, apesar de os partidos da oposição terem garantido a passagem desse orçamento sem grandes contrapartidas exigidas, o Governo teve de criar uma falsa tensão devido a uma Lei das Finanças Regionais que afinal, ao contrário do afirmado, reduz as transferências e limita o endividamento mais do que alguma vez foi feito (exceptuando as vezes em que foi aplicada a Lei do Enquadramento Orçamental), produzindo assim aquilo que, aquando da discussão do Orçamento, a oposição procurou evitar: instabilidade política.
Estes factores demonstram que os olhares "animalescos", nas palavras de Teixeira dos Santos, sobre o nosso país, só para aqui recaíram em boa parte por culpa do Governo.
Se a isto somarmos os sucessivos casos que demonstram a forma como este Governo tem mentido aos país e pior, procurado controlar e condicionar os jornalistas e órgãos de comunicação social (caso Crespo, caso TVI, Manuela Moura Guedes, José Manuel Fernandes, etc.), bem como os casos de corrupção que insistentemente se colam à pele do Primeiro-Ministro, creio que existem razões bem mais relevantes e substanciais para que o Presidente da República intervenha e demita este Governo. Instabilidade por instabilidade, ela já está mesmo aí, provocando dúvidas em quem nos observa. Mas se o país precisa de se endireitar, é claramente óbvio, pelo menos para mim, que não é com este Governo, nem com este PS que a coisa endireitará.
Urge a mudança.
Este foi o email que deixei no site criado pela mãe da menina da reportagem Filha Roubada
A senhora é uma pessoa lamentável, manipuladora e desonesta. A senhora atira-se ao juíz porque ele é novo, mas nunca tem coragem de dizer que a decisão dele já foi confirmada por três juízes da relação, para onde a senhora recorreu.
Além disso é egoísta, quando não quer sequer perceber porque é que num orfanato cheio de crianças, a maior parte delas sem ninguém, não permite que a sua filha seja cheia de brinquedos - o que acha que as outras crianças iam sentir.
Neste site chama o Lar de odioso, mas a única pessoa que vejo odiosa nesta história é a senhora.
Tenha vergonha e ajude a sua filha a reconstruir a sua vida, consigo, mas também com o Pai, que foi isso que a senhora nunca quis. Basta ler a decisão que o juíz proferiu, para se perceber que toda esta história é uma vergonhosa manipulação, orquestrada por uma mulher doente e por um jornalista mentiroso.
Além disso é egoísta, quando não quer sequer perceber porque é que num orfanato cheio de crianças, a maior parte delas sem ninguém, não permite que a sua filha seja cheia de brinquedos - o que acha que as outras crianças iam sentir.
Neste site chama o Lar de odioso, mas a única pessoa que vejo odiosa nesta história é a senhora.
Tenha vergonha e ajude a sua filha a reconstruir a sua vida, consigo, mas também com o Pai, que foi isso que a senhora nunca quis. Basta ler a decisão que o juíz proferiu, para se perceber que toda esta história é uma vergonhosa manipulação, orquestrada por uma mulher doente e por um jornalista mentiroso.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Teixeira dos Santos junta-se à ninhada

Sim o Ministro das Finanças junta-se à mesma ninhada de pintos negros de onde pertence o Calimero Sócrates, assumindo também ele o papel do coitadinho. O sentido de responsabilidade e de Estado exigia mais: pelo menos mais negociação com quem tem exigido pouco ou nada para viabilizar uma governabilidade, que os próprios agora querem por em causa.
Exige-se conversa discussão e responsabilidade: chega de birras, bastidores e esticar de corda. Perante tantos recuos o que resta à oposição? Nada, quase nada, porque esta Lei, como hoje foi aprovada na especialidade, não compromete o orçamento. O que compromete o Orçamento de Estado é a falta de coragem do Governo em não admitir cortes, principalmente privatizando certos cancros públicos, ou assumindo definitivamente um corte em certos níveis da hiererquia do Estado.
Ferreira Leite chamada a São Bento para reunião com Sócrates
O primeiro-ministro, José Sócrates, pediu hoje à presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, para se reunirem sobre o actual impasse político em torno da Lei das Finanças Regionais, disse à Lusa fonte da direção social-democrata.
O mesmo responsável social-democrata, cuja informação foi também confirmada por fonte da bancada socialista, adiantou que a presidente do PSD recebeu o telefonema de José Sócrates, esta tarde, durante a sessão plenária na Assembleia da República. O gabinete do primeiro-ministro, no entanto, disse não fazer qualquer comentário sobre o assunto.
Por Lusa
Tremenda citação acerca da teologia da prosperidade

A teologia da prosperidade não nos prepara para a vida. A vida é dura, curta e incerta. Em todas as igrejas há casos de crentes sinceros que estão passando por provas bastante duras. Glorificando a Deus através da manutenção do ser apesar de todas as perdas do ter. Gente que segue a Deus não pelo que vê, cuja fé embora não os tenha ajudado a ver milagres, os tem ajudado a viver sem eles.
A.C. Costa em Palavra Plena e Genizah
Foquei tocado com estas palavras e perguntei-me: de facto o que é mais fácil viver uma vida cristã vendo milagres ou viver uma vida cristã sem ver nada disso, e ainda assim permanecer fiel e firme? O que é mais difícil ser um crente na prosperidade ou da dificuldade? O que será?...
Sócrates O Calimero
Já não é a primeira vez que comparo o nosso Primeiro-Ministro, Ex.mo Sr. Eng. José Sócrates, com o pintinho cheio de auto comiseração Calimero, por usar constantemente a estratégia da vitimização.
Desta vez volto à comparação porque o nosso Primeiro está de novo a fazer esse exercício, porém a raiar, desta vez, a irresponsabilidade grave. É que depois de ter esticado a corda da dramatização com o Orçamento de Estado, gritando "olhem vejam os maus partidos da oposição a quererem governar a partir da Assembleia", conseguindo a aprovação do Orçamento de Estado, sem a imposição de qualquer exigências da parte dos partidos PSD e PP, agora, perante uma iniciativa (deveras despropositada) da oposição, volta a esticar a corda.
O pior é que desta vez ameaça, não partir, mas a cortar de verdade a corda. A Oposição, percebendo a contradição que seria aprovar esta despropositada e despesista Lei das Finanças Regionais, numa segunda demonstração de sentido de responsabilidade e de Estado, cedeu, aprovando na especialidade profundas alterações, o que retirou as características mais esbanjadoras da Lei, procurando o acordo do PS e do Governo. Mas começa-se a perceber que a intenção é fazer birra, não havendo qualquer desejo de negociar nada, naquilo que parece ser a estratégia que o PS e o Governo vão seguir no restante da legislatura, apresentando propostas que a Oposição tem de seguir sob o pretexto de ser irresponsável e causar uma crise política com as ameaças constantes de demissão. O PS e o Governo estão a ser politicamente desonestos, pois declaram uma intenção de negociação que efectivamente não pretendem encetar, querendo sim arrastar os outros partidos nos seus desejos.
Estamos perante uma forma grave de encarar a democracia: esta é a política de governar pela chantagem, é uma governação terrorista, exigindo, apontando a arma da demissão, tentando lançar o ónus sobre a oposição.
Até o Presidente da Assembleia da República está a entrar na paranóia, sendo afirmado pelo jornal i que Gama poderá adiar ele a votação da Lei, mesmo depois das profundas alterações, para evitar esta crise política.
Ouvi agora na TSF que o Teixeira dos Santos convocou os jornalistas para falar ao país hoje às oito da noite, mas aparentemente o cenário de demissão está afastado, mas a corda será esticada um pouco mais.
A ver vamos.
Mas começo a achar que para andarmos a ser governados por terroristas políticos do PS mais vale haver novas eleições e que o PS, claro, não ganhe, ou ganhando (por azar supremo) que seja com maioria para acabar sozinho com o resto - do país entenda-se.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Risco da dívida portuguesa dispara para valor recorde

Este é um trecho de um artigo do Público que demonstra que o risco de incumprimento da dívida pública portuguesa está a subir, o que significa que o prémio a pagar pelo Estado está a subir.
É mais um sinal de preocupação para com as nossas finanças públicas e que devia abrir os olhos dos nossos políticos para a necessidade urgente de efectuar cortes efectivos e não cosméticos nas despesas públicas. É por isso de exigir, por exemplo, a privatização de empresas públicas que são sorvedouros de dinheiros do orçamento e que não nos acrescentam nada de útil: RTP, TAP, ANA, entre outros só dão prejuízo e necessitam de ser cortados do Estado que as alimenta às custas de todos nós.
O abismo que Sócrates andou a cavar nos últimos cinco anos está finalmente a começar a engolir-nos.
Eu ia escrever qualquer coisa sobre o assunto mas...
Finanças regionais, Calimero Sócrates, Dramatização e Conselho de Estado



Parece uma sopa, ou talvez uma salada, mas não é.
Depois de o responsável PSD ter, apesar de todas as reservas, concordado em viabilizar o Orçamento de Estado, eis que a ala irresponsável do PSD trouxe à luz a velha história da vingança pessoal que Sócrates tem exercido contra Alberto João Jardim, tentando ressuscitar as transferências do Estado Central, em algumas dezenas de milhões de Euros, para a Madeira. O clamor tem sido geral, com a exclamação de que seria um mau sinal dado aos mercados internacionais. Já para não falar que a palavra de ordem é poupar e apertar o cinto e de que a Madeira, como o resto do país, não pode ser aí excepção.
Na verdade o PSD está a fazer um favor ao Jardim, e na pior altura possível, mas não está nisto sozinho, pois os restantes partidos da oposição parecem acompanhar os sociais democratas nisso. Mas porquê? A razão parece ser simples: a birra de Sócrates com Jardim provocou uma situação de descriminação da Madeira em relação aos Açores.
Existem muitos argumentos contra e a favor desta Lei das Finanças Regionais que o PSD quer aprovar, mas para mim, tudo o que seja agravar os gastos do Estado neste momento é mau. Nunca pensei dizer isto mas o Governo tem aqui alguma razão.
Claro que isso não desculpa o nível de dramatização apresentado pelo PS e por Sócrates, com ameaças de demissão de Teixeira dos Santos, de José Sócrates ou mesmo do Governo em bloco. Creio que é tempo do Governo seguir o exemplo do responsável PSD, que sem grandes concessões, a bem da estabilidade governativa do país, acordou viabilizar o Orçamento do Estado. Deve o Governo vergar e aceitar que a Assembleia tenha liberdade para aprovar Leis, ainda que com impacto orçamental. É essencial manter a estabilidade, até porque esta birra faz lembrar uma fuga, ao estilo Durão Barroso, procurando uma desculpa para fugir de algo que sente não ser capaz de levar a bom porto. Sempre me pareceu que o actual PS é um partido de gente incompetente para com a situação actual do país, tendo mesmo optado pelas políticas mais erradas. O perigo - para o país - é que o Governo caia mesmo e o PS - em consequência desta lamechice autopiedosa - consiga um reforço parlamentar, aí sim seria o caos. O País precisa de uma injecção pujante de realismo que parece faltar a uma parte muito substancial dos actuais actores políticos.
A isto junta-se agora um Conselho de Estado, que sem agenda conhecida, parece estar condenado a discutir o óbvio, com Jardim, Sócrates e César frente a frente. Será que Cavaco terá força suficiente para ser catalisador de um acordo de estabilidade? Eu duvido, mas fico na expectativa.
Bruxelas aprova plano de recuperação da Grécia

Siga o link e descobrirá uma notícia fantástica: a Comissão Europeia aprovou o plano da Grécia para a redução do défice, que em 2009 foi de mais de 12%, para menos de 3% até final de 2012. A Grécia vai ser vigiada de perto, tendo o Governo Helénico de prestas contas a Bruxelas de três em três meses. O plano grego foi qualificado pela Comissão como difícil, ambicioso mas possível.
O mais estranho disto tudo é que foi dito que Portugal - que a par da Grécia, e muito mais que Espanha ou Irlanda, tem fortes problemas estruturais a enfrentar para consolidar o controlo orçamental exigido - irá entregar em breve um plano semelhante. É estranho porque até hoje ainda não ouvi falar de nenhum plano plurianual de controlo do défice - aliás ouviu-se que o PSD iria exigir a construção desse plano para viabilizar o orçamento, coisa que não se concretizou, pois a estratégia de dramatização, aliada ao desprezo inicial dado ao PSD em detrimento do PP, garantiu por si só a abstenção social democrata.
Mas agora que ouço o Governador do Banco de Portugal a anunciar um inevitável, segundo ele, aumento de impostos, começo a perceber que esse plano já deve ter um esboço, que deve passar mesmo por um agravamento fiscal, pois Vítor Constâncio tem servido ultimamente de mensageiro das más notícias fiscais, ou como diz Bagão Félix, de Lebre Fiscal.
Fiquemos atentos a este desgoverno socialista, que parece nitidamente desnorteado.
O mais estranho disto tudo é que foi dito que Portugal - que a par da Grécia, e muito mais que Espanha ou Irlanda, tem fortes problemas estruturais a enfrentar para consolidar o controlo orçamental exigido - irá entregar em breve um plano semelhante. É estranho porque até hoje ainda não ouvi falar de nenhum plano plurianual de controlo do défice - aliás ouviu-se que o PSD iria exigir a construção desse plano para viabilizar o orçamento, coisa que não se concretizou, pois a estratégia de dramatização, aliada ao desprezo inicial dado ao PSD em detrimento do PP, garantiu por si só a abstenção social democrata.
Mas agora que ouço o Governador do Banco de Portugal a anunciar um inevitável, segundo ele, aumento de impostos, começo a perceber que esse plano já deve ter um esboço, que deve passar mesmo por um agravamento fiscal, pois Vítor Constâncio tem servido ultimamente de mensageiro das más notícias fiscais, ou como diz Bagão Félix, de Lebre Fiscal.
Fiquemos atentos a este desgoverno socialista, que parece nitidamente desnorteado.
Mário Crespo e os limites da liberdade

Este é o título de um texto do Henrique Monteiro no site do expresso. Por ser tão certo, acutilante e ao mesmo tempo equilibrado, apesar de já toda a gente o ter lido, creio ser essencial, pelo menos para mim, publicá-lo aqui.
Sou amigo do Mário Crespo há muitos anos e tenho-o na conta de um homem independente e sério, o que não significa que partilhe muitas opiniões com ele, ou que entenda que ele é um modelo de jornalismo. Também não acho isso de mim próprio, ou de ninguém em particular.
A liberdade é a coexistência de modelos e não a imposição de um em concreto.
Ao longo de mais de 30 anos de carreira jornalística - e nesse particular sou mais antigo do que o Mário - não me lembro de um cronista ser dispensado depois de a crónica estar pronta a ir para a oficina. E o que isto significa é que os limites da liberdade estão mais apertados do que nunca.
Tenho o director do JN, José Leite Pereira, na conta de um bom profissional e de um homem independente e sério. É jornalista há muitos mais anos do que eu, tem uma experiência considerável. Não creio que ele se impressione com uma crítica a Sócrates, como não creio que ele exigisse gratuitamente a Mário Crespo uma confirmação independente de fontes. Provavelmente, não o faz (nenhum de nós o faz) quando, em vez de Sócrates, está um outro cidadão qualquer em causa.
Porém, no caso do primeiro-ministro as palavras são relevantes, já que proferidas por quem tem a responsabilidade do poder executivo neste país. É certo que a conversa pode ser considerada privada, mas é igualmente certo que o bom-nome de Mário Crespo foi atacado de forma pública, ou jamais seria ouvida por circunstantes que nada tinham a ver com a conversa.
O que se passa, então?
Posso tentar avançar uma explicação: Mário Crespo tornou-se incómodo para Sócrates (e até para Cavaco, que denunciou em algumas crónicas), e a sua incomodidade estava a deixar o próprio José Leite Pereira numa situação difícil. Por isso o director do JN recorreu a um excessivo escrúpulo jornalístico para resolver a questão. E decidiu não publicar a crónica.
Não posso condenar José Leite Pereira, não é do meu timbre julgar os outros. Apenas posso dizer que este é o panorama da nossa Comunicação Social: Grupos que dependem do poder do Governo, patrões que pressionam directores e editores até à exaustão, cronistas afastados por serem incómodos e uma multidão de lambe-botas que, prudentemente se cala ou arranja eufemismos para tratar a questão.
Tenho em comum com Mário Crespo o facto de trabalharmos num grupo onde nada disto acontece (felizmente não será o único). Talvez não estejamos inteiramente preparados para o mundo 'lá fora', onde as palavras têm de ser medidas, onde não se pode escrever preto no branco, como aqui faço, que Sócrates é o pior primeiro-ministro no que respeita à Comunicação Social; o único que telefona e berra com jornalistas, directores, com quem pode. O único em que nestes mais de 30 anos que levo de vida jornalística, se preocupa doentiamente com o que dizem dele, em vez de mostrar grandeza e fair-play com o que de errado e certo propaga a Comunicação Social.
Lamento dizê-lo, tanto mais que é nosso primeiro-ministro e seguramente tem trabalhado muito e o melhor que sabe.
Mas é a verdade, e num momento destes a verdade não se pode esconder.
A liberdade é a coexistência de modelos e não a imposição de um em concreto.
Ao longo de mais de 30 anos de carreira jornalística - e nesse particular sou mais antigo do que o Mário - não me lembro de um cronista ser dispensado depois de a crónica estar pronta a ir para a oficina. E o que isto significa é que os limites da liberdade estão mais apertados do que nunca.
Tenho o director do JN, José Leite Pereira, na conta de um bom profissional e de um homem independente e sério. É jornalista há muitos mais anos do que eu, tem uma experiência considerável. Não creio que ele se impressione com uma crítica a Sócrates, como não creio que ele exigisse gratuitamente a Mário Crespo uma confirmação independente de fontes. Provavelmente, não o faz (nenhum de nós o faz) quando, em vez de Sócrates, está um outro cidadão qualquer em causa.
Porém, no caso do primeiro-ministro as palavras são relevantes, já que proferidas por quem tem a responsabilidade do poder executivo neste país. É certo que a conversa pode ser considerada privada, mas é igualmente certo que o bom-nome de Mário Crespo foi atacado de forma pública, ou jamais seria ouvida por circunstantes que nada tinham a ver com a conversa.
O que se passa, então?
Posso tentar avançar uma explicação: Mário Crespo tornou-se incómodo para Sócrates (e até para Cavaco, que denunciou em algumas crónicas), e a sua incomodidade estava a deixar o próprio José Leite Pereira numa situação difícil. Por isso o director do JN recorreu a um excessivo escrúpulo jornalístico para resolver a questão. E decidiu não publicar a crónica.
Não posso condenar José Leite Pereira, não é do meu timbre julgar os outros. Apenas posso dizer que este é o panorama da nossa Comunicação Social: Grupos que dependem do poder do Governo, patrões que pressionam directores e editores até à exaustão, cronistas afastados por serem incómodos e uma multidão de lambe-botas que, prudentemente se cala ou arranja eufemismos para tratar a questão.
Tenho em comum com Mário Crespo o facto de trabalharmos num grupo onde nada disto acontece (felizmente não será o único). Talvez não estejamos inteiramente preparados para o mundo 'lá fora', onde as palavras têm de ser medidas, onde não se pode escrever preto no branco, como aqui faço, que Sócrates é o pior primeiro-ministro no que respeita à Comunicação Social; o único que telefona e berra com jornalistas, directores, com quem pode. O único em que nestes mais de 30 anos que levo de vida jornalística, se preocupa doentiamente com o que dizem dele, em vez de mostrar grandeza e fair-play com o que de errado e certo propaga a Comunicação Social.
Lamento dizê-lo, tanto mais que é nosso primeiro-ministro e seguramente tem trabalhado muito e o melhor que sabe.
Mas é a verdade, e num momento destes a verdade não se pode esconder.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Afinal houve mesmo gente que ouviu

Se houve dúvidas nestas horas acerca da sanidade mental do jornalista Mário Crespo, que num artigo de opinião, aludia a factos reais - graves ainda por cima - sem que aparentemente estes fossem possíveis de confirmar, agora parece que não é tanto assim.
As coisas começam a compor-se e a saber-se: já se sabe onde foi o tal almoço - no Hotel Tivoli - e quem foram as pessoas com quem Mário Crespo confirmou a informação de que tinha sido mesmo referido como um problema a resolver - Nuno Santos, director da SIC e Bárbara Guimarães, apresentadora da mesma estação e esposa do socialista Manuel Maria Carrilho.
Afinal onde há fumo continua ainda a haver fogo.
Parece que o nosso Primeiro-Ministro é melhor a resolver problemas na comunicação social do que a governar. Ora vejamos: RTP - tudo controladinho e a voz dissonante, o Prof. Marcelo, já está em fase de silenciamento; TVI - Jornal Nacional de Sexta, já acabou, a MM Guedes, já não trabalha, o José Eduardo Moniz já foi exportado para a Ongoing; Público - o José Manuel Fernandes já se demitiu, cansado de ser saco de pancada do Sócrates e amigo (de tanto ser malhado...); agora chegou a vez da SIC e do Medina Carreira.
Isto não é censura, é a democracia (?) no seu melhor (?), a democracia do PS e de Sócrates.
E se...

E se por cada 100 dias de Governo vamos ter festa grossa como desta vez, atendendo a que cada ano tem cerca de 365 dias, teremos pelo menos três festas destas por ano.
E se cada legislatura tem a duração de quatro anos, aceitando-se que esta irá até ao fim, continuando ao ritmo de uma festança por cada 100 dias de Governo, teremos ao todo, nesta legislatura 14 festas de arromba.
Dá que pensar não dá?...
Vital Moreira - de vez em quando, muito raramente, lá diz alguma coisa de jeito

Aqui ficam três citações de Vital Moreira no Causa Nossa com as quais, incrivelmente, concordo:
Na cerimonia inaugural de ontem no Porto, foi incluída entre os discursos oficiais uma oração por um capelão das Forças Armadas. Tendo em conta que uma das grandes conquistas da República foi separação entre o Estado e a religião, o mínimo que se pode dizer é que se tratou de uma iniciativa despropositada e de mau gosto.
Na mesma cerimónia inaugural as entidades oficiais que iam chegando eram publicamente anunciadas pelas suas qualificações académicas ("dr.", "prof. doutor", etc.). Revertendo ao espírito original da igualdade republicana, por que não aproveitar o Centenário para abolir de novo e definitivamente tais formas de tratamento do discurso e dos documentos oficiais?
Tenho por evidente que Manuel Alegre hipotecaria à partida a sua candidatura presidencial se aparecesse como candidato do Bloco de Esquerda ou com o seu discurso.
Na cerimonia inaugural de ontem no Porto, foi incluída entre os discursos oficiais uma oração por um capelão das Forças Armadas. Tendo em conta que uma das grandes conquistas da República foi separação entre o Estado e a religião, o mínimo que se pode dizer é que se tratou de uma iniciativa despropositada e de mau gosto.
Na mesma cerimónia inaugural as entidades oficiais que iam chegando eram publicamente anunciadas pelas suas qualificações académicas ("dr.", "prof. doutor", etc.). Revertendo ao espírito original da igualdade republicana, por que não aproveitar o Centenário para abolir de novo e definitivamente tais formas de tratamento do discurso e dos documentos oficiais?
Tenho por evidente que Manuel Alegre hipotecaria à partida a sua candidatura presidencial se aparecesse como candidato do Bloco de Esquerda ou com o seu discurso.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
O cheiro da política

Há pouco tempo tive uma conversa com um Pastor Evangélico em que este me dizia, muito em tom de crítica para com a minha pessoa, que em jovem já se tinha envolvido em política, que pertencera a uma juventude partidária, mas que deixou tudo isso porque a política cheira mal.
Esta conversa foi-me feita por um homem que é director de uma ipps ligada a uma Igreja. Uma IPSS, que eu saiba é uma instituição particular de solidariedade social, logo é uma instituição política, de intervenção em política social, ou estarei errado? Nessa conversa esse homem disse-me estar presente na Rede Social, no CLAS - Comissão Local de Acção Social - e na Comissão de Protecção de Menores: mas será que estou enganado ou tudo isso são estruturas políticas, profundamente políticas? Não são partidárias, mas são políticas.
Dizer que a política partidária fede, que cheira mal, isso eu aceito, mas dizer que a política, apenas assim, que a política cheira mal, isso não consigo aceitar, até porque a política é muito mais do que aquilo que por vezes percepcionamos como tal.
Além disso se a coisa fede só nos resta duas coisas a fazer: a primeira é promover uma limpeza da porcaria; a segunda é haver quem leve o bom cheiro, se é que me entendem.
Pois é, por essas e por outras é que estou na política, e se não sou o exemplo melhor de pessoa e de crente, pelo menos tenho a coragem de dar a cara pelas minhas convicções e tenho a certeza de que posso fazer melhor, mais transparente e mais justo do que aqueles que até hoje têm comido do nosso orçamento, e, disso que têm comido só nos resta, para nós que os alimentamos, os restos mal cheirosos e escatológicos dessa abundante alimentação.
Por isso achei engraçada uma iniciativa no facebook que procura incentivar pessoal jovem e mais preparado a aderir em massa aos partidos nos quais habitualmente vota, como forma única de promoção da mudança. Sinceramente acho pouco provável que alguém consiga mudar a utopia irrealista, para não dizer pior, do PCP, ou mudar a hipocrisia do BE, ou até o conservadorismo serôdio do CDS, pelo que, embora engraçada, acho esta iniciativa ineficaz. Eficaz sim seria a adesão maciça a um novo movimento político, a um novo partido político, onde sem vícios, de origem, se podem discutir as ideias e encontrar as melhores soluções, bem como, num espírito voluntarioso e sedento de mudança, fazermos alastrar essa esperança, essa ideia de mudança, promovendo assim a mudança de que Portugal urge: uma profunda mudança de mentalidades.
Mário Crespo - Censurado ou apenas demente


Como tenho lido na blogosfera gente a defender a atitude do Jornal de Notícias em não publicar o texto do Mário Crespo, por este não ser de opinião, mas uma notícia, para que não ficassem dúvidas pesquisei e encontrei o dito texto. Deixo-o aqui porque após ler o mesmo eu não fiquei com dúvidas nenhumas de que este era um artigo de opinião, logo ocorreu um perigoso exercício de censura. Triste, num país como o nosso, um mau Primeiro-Ministro, líder de um partido medíocre, que dirige um segundo péssimo governo, só seja bom a gerir a sua imagem e em "limpar" todas as manchas que sobre esta ameacem cair.
Provavelmente em breve vamos ter a Google a ameaçar sair de Portugal por o governo de Sócrates pretender limitar as pesquisas, dar uma olhadela nos mails dos inimigos do PS e cortar os blogues que não alinham com o pensamento único autorizado.
Não nos esqueçamos que um dos grandes amigos políticos de José Sócrates é, nada mais nada menos, do que esse grande vulto da democracia e da liberdade que é Hugo Chávez.
Aqui fica o texto:
Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”.
Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.
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