segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

José Relvas, o homem da 'revolução' - Portugal - DN


José Relvas, o homem da 'revolução' - Portugal - DN

Por ainda ter raízes em Alpiarça, terra onde José Relvas morava, e também por ter vivido lá algum tempo da minha juventude, sinto-me sempre atraído pelas histórias que falam da mais eminente figura desta terra.
Para muitos José Relvas é um desconhecido, mas foi ele quem proclamou a instauração da República em Portugal da varanda da Câmara Municipal de Lisboa. Deixou um enorme legado patrimonial, em terras e a sua própria casa ao município, pelo que ainda hoje, na Casa dos Patudos, se pode ver um maravilhoso espólio, do qual se pode destacar a enorme e líndissima colecção de tapetes de arraiolos.
Certamente um encontro com a nossa história a não perder.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Moção de censura



Silva Pereira: substituição de Sócrates resolve-se nas eleições - Política - PUBLICO.PT

Como se isso já não fosse óbvio, perante as declarações de hoje de Silva Pereira, dúvidas nenhumas ficariam: o Governo e o PS estão a esgrimir uma violenta estratégia de vitimização, velha e gasta mas eficaz, em que, ou conseguem os seus intentos na Assembleia da República e ameaçam com demissão, ou desafiam então, ainda que sub-repticiamente, os partidos da oposição a fazer cair o Governo com uma Moção de Censura. A estratégia costumeira fica bem a certa desinformada opinião pública que gosta sempre de olhar para o coitadinho.
O que queria Silva Pereira dizer com isto:
"Em resposta às declarações de António Capucho, presidente da câmara de Cascais e conselheiro de Estado, o ministro disse: 'Que uma das figuras mais destacadas do PSD não queira que o país seja governado por este primeiro-ministro e por este Governo, esse é um problema que se resolve nas eleições.' "
Parece-me óbvio que, apesar de já haver conscientes vozes dentro do PS que se afirmam, ainda que com pouca visibilidade, incomodadas com a permanência deste Primeiro-Ministro, pela demonstração constante de falhas de carácter, a estratégia é mesmo a de desafiar a apresentação de uma Moção de Censura.
O coitadinho do Sócrates sairia à rua, a grande vítima de uma oposição ressabiada por não conseguir ganhar as eleições (já agora é preciso que alguém informe que o ganhar eleições não dá a ninguém o poder de cometer crimes impunemente, ou de tentar atacar fundamentos do estado de direito), procurando assim retomar uma maioria absoluta que afundaria de vez com o país. Evidentemente que este feio número, de tão repetido, pode sair caro, porque resta sempre a esperança de que um dias destes o povo acorde.

Pedro Silva Pereira e o controlo dos media


O Clone do Primeiro-Ministro, o Sr. Ministro da Presidência Pedro Silva Pereira, em declarações após o Concelho de Ministros, acabou de dizer que a prova da inexistência presente ou passada de um plano para controlar a comunicação social, ou alguns dos seua órgãos, está naquilo que se tem dito e escrito sobre todo este caso em todos os media.
O Sr. Ministro da Presidência só não entende, ou não quer entender, que a liberdade actualmente demonstrada só acontece porque o tal plano que para hoje parece evidente ter existido, falhou, pelo que o Governo só está a levar com aquilo que preparou.

Perguntas:


PODE O PRESIDENTE DA REPÚBLICA CONTINUAR EM SILÊNCIO POR MUITO MAIS TEMPO PERANTE O PÂNTANO EM QUE O PAÍS E O GOVERNO ESTÃO A CAIR?

AFINAL AINDA TEMOS PRESIDENTE OU NÃO?

Exercício interessante


A SIC acaba de fazer um interessante exercício jornalístico no Primeiro Jornal, ao recordar as declarações repetidas e bombásticas de Sócrates, aquando do Caso Marcelo - acerca das alegadas pressões do Governo para a saída de Marcelo Rebelo de Sousa da TVI, sendo na altura Santana Lopes o Primeiro-Ministro.
Ora o mundo dá muitas voltas e todas as pedras que ele atirou na altura estão hoje a cair-lhe em cima do seu telhado de vidro. Pena é que o Presidente da República actual não faça o mesmo que Sampaio fez, mas talvez esteja também, tal como o seu antecessor, a aguardar que o PSD se reorganize. (Ou não!)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Revoltante de todo




Na sequência do artigo anterior, o i complementa com o artigo acima. O revoltante da história é que o nosso inútil sistema judicial não serve em geral para nada, é ineficiente e chega tarde e a más horas para cumprir a sua função. A excepção é quando está ao serviço de alguma grande cabeça deste país, como é o caso: "Rui Pedro Soares, administrador da PT, interpôs uma providência cautelar para impedir o semanário SOL de publicar o conteúdo das escutas do processo Face Oculta onde aparecem conversas entre o primeiro-ministro, José Sócrates, e Armando Vara."

Revoltante é a palavra, porque os dois oficiais de justiça permanecem à porta do Jornal SOL à espera de um dos três destinatários da providência cautelar: o director, José António Saraiva, e duas jornalistas, Felícia Cabrita e Ana Paula Azevedo.

Pelos vistos, como dizia Jorge Coelho, ainda continua a levar quem se mete com o PS.

A bem da nossa democracia, se não fosse crime, sugeria que alguém atirasse uma pedradas aos oficiais de justiça para que fossem para longe, mas não o faço, porque como disse, isso seria crime, e isto é só uma força de expressão.

Isto está lindo está...


Providência cautelar tenta impedir publicação de mais escutas no semanário "Sol" - Media - PUBLICO.PT

Se o sistema de justiça português não serve para garantir o exercício da justiça e do direito, pelo menos que sirva para proteger gente a quem o comum dos mortais não confiaria nem cinco Euros, mas que são Administradores de grandes empresas.
Agora o condicionamento e a pressão sobre a comunicação social começa a ser às claras.
Aliás esta frase do director do Sol, publicada ontem em declarações ao i, se não demonstram mais nada, evidenciam pelo menos uma arrogância e sentimento de impunidade imensas:

“No único almoço que o 'Sol' teve com Sócrates em São Bento, ele às tantas disse-me que 'isto de a gente tentar comprar jornalistas é um disparate, porque a melhor forma de controlar a imprensa é controlar os patrões'. Foi extraordinário o desplante de ter dito isto e depois ter posto esse plano em prática".

E ficamos de braços em baixo murmurando: "mas não há alternativas". Por favor, vamos limpar este país desta gente que, para além de pouco capaz, é arrogante e sobretudo pouco séria.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Ressabiamento evidente


Segundo o Expresso online o líder da bancada parlamentar do PSD José Pedro Aguiar Branco também vai avançar para a presidência do PSD.
Evidentemente que perante o não surgimento de alternativas internas a Pedro Passos Coelho o homem que sobrava com disposição para o enfrentar seria Aguiar Branco. Este já tinha sido candidato aquando da eleição de Manuela Ferreira Leite, tendo desistido a favor desta. Desta vez, ao que parece, também foi apanhado de surpresa pela candidatura de Paulo Rangel, mas aparentemente desta vez parece não estar disponível para recuar. Ao que parece, a visibilidade evidente entregue a Aguiar Branco deixava vislumbrar que ele seria a opção apoiada pela liderança actual. Porém agora com o surgimento de Rangel na equação fica a expectativa do sentido a assumir por Ferreira Leite.
Claro que assim o PSD vai cair de novo no canibalismo interno, o ressabiamento de Aguiar Branco parece evidente, pois teve a paciência de ver os potenciais líderes a declinar essa hipótese, apontando todos os dedos para ele como única alternativa viável a Passos Coelho, o que agora fica manifestamente em causa perante o avanço de Rangel.
Para bem do próprio PSD impunha-se um cerrar de fileiras em redor de Rangel, porque este é o melhor candidato, uma vez que não está comprometido com governações anteriores dos sociais-democratas, tal como Passos Coelho, mas com a vantagem de ter uma imagem de competência e uma experiência manifestamente positiva como líder parlamentar. Torna-se por isso claro que existem muitas vantagens de Rangel em relação a Coelho, mas também em relação ao cinzentismo de Aguiar Branco.

Perante a falta de credibilidade do Primeiro-Ministro a alternativa na alternância parece começar a surgir


Digo isto porque uma das poucas pessoas que dentro do PSD podem ser verdadeiramente alternativa a Sócrates, e, que me parecem ter capacidade e credibilidade para contrapor à incapacidade de descrédito do PM, é precisamente Paulo Rangel. Acredito que este não fosse de todo o seu desejo, que vai colocar a cabeça no cepo, bem a jeito de ser cortadinha ao primeiro deslize, porque esta é uma fase difícil para se ser líder da oposição, mas perante a alternativa de entregar o PSD a um inútil como o Pedro Passos Coelho, sem que mais ninguém quisesse avançar, Rangel cedeu. Veremos as suas declarações hoje às 20 horas.

Jaime Gama preocupado com a credibilidade do primeiro-ministro


Jaime Gama preocupado com a credibilidade do primeiro-ministro - Política - PUBLICO.PT

Já há vozes de pessoas conscientes do PS que se começam a ouvir, pelo menos em corredores obscuros dos espaços políticos, colocando em questão a figura do Primeiro-Ministro.
Aquilo que parece ser um clamor que se espalhou pelo país já há muito tempo, que para muitos parece evidente, que é a necessidade da saída imediata de Sócrates, só agora está a subir à mente das elites políticas. Na minha opinião isto só é mais uma demonstração da forma distante, em relação às realidades e aos sentimentos do país, em que os políticos vivem. Assim se comprova que a abstenção é em grande parte culpa da classe política que é surda e distante, vivendo numa estratosfera irreal, onde as realidades diárias dos cidadãos parecem uma ficção distante, de que apenas ouvem falar, ou que vêm nuns índices no monitor do computador, ou estampadas num jornal, tomado depois, quando não agrada, esse jornal como inimigo a abater. É o que temos: uma classe política inútil para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos do país.

Histeria ou a urgência da mudança


Li no blogue A Torto e a Direito uma crónica da Constança Cunha e Sá, onde esta defende que toda esta onda em torna da liberdade de expressão é apenas um ataque histérico de gente que procura todos os motivos para atacar José Sócrates. Ela dá o exemplo de que para esses histéricos radicais anti-Sócrates no caso Mário Crespo uma conversa privada podia servir para um artigo público, enquanto no caso das Escutas a Belém um mail privado já não devia ter sido divulgado.

Aparentemente ela tem toda a razão, acontece que, pelo menos para mim, Cavaco e Sócrates podem ser os dois enfiados no mesmo saco, embora eu veja, no futuro próximo, muito menos alternativa a Cavaco do que vejo a Sócrates.

Aliás toda a argumentação de Constança Cunha e Sá redunda no facto de não haver alternativa a este "famigerado governo", como ela afirma.

Porém a alternativa está, acredito eu, a ser confundida com alternância, e essa, como em 35 anos de democracia já vimos, não resolve absolutamente nada.

Mas o mais curioso das considerações desta crónica são as seguintes:

"Mas se a liberdade de expressão está, de facto, em causa, não se percebe porque é que a Oposição, nomeadamente, o PSD do dr. Rangel, não tira daí as devidas consequências e apresenta uma moção de censura na Assembleia da República. Ou, melhor, percebe-se: porque a Oposição sabe que, por pior que seja o eng. Sócrates, não existe qualquer alternativa ao seu famigerado Governo."

Será que no PSD há assim tanta consciência de que não são alternativa ou têm sim consciência de que o exercício de auto-comiseração do Primeiro-Ministro poderia garantir-lhe uma nova maioria absoluta que ninguém deseja. É que o português gosta sempre de se sentir o protector dos fracos e oprimidos, ainda que estes lhes estejam a arruinar a vida, como é o caso do Eng. Sócrates. Acreditar que não há alternativas é menosprezar os outros partidos, sobretudo o PSD, mas acima de tudo o próprio PS, é o mesmo que dizer que o PS é Sócrates e nada mais. É pouco, muito pouco para um partido que quer ser governo mais quatro anos estar limitado a um só homem.

Será que "apelar ao Presidente da República para que demita o primeiro-ministro, na situação em que o País se encontra, seja um exercício fútil que dificilmente pode ser levado a sério. Ou seja mais um sinal da histeria que por aí abunda."

Será que não é antes um sinal de vivência e de vida de uma sociedade civil que começa a reclamar o seu direito a existir e a uma intervenção política e cívica que, o colectivismo cultivado nos últimos anos, tem procurado insistentemente asfixiar, enquanto nos discursos, de forma hipócrita, afirmava querer estimular. Estamos perante uma histeria ou uma tomada de consciência. E quando gente se manifestou na rua contra a nomeação de Santana Lopes para Primeiro-Ministro, ou quando se fez cair um governo com maioria absoluta no parlamento por muito menos do que se está a ver hoje, também se estava a assistir a uma histeria colectiva?

4-1

Para ligar para o complexo Alvalade XXI o indicativo mudou: em vez do indicativo de Lisboa 2-1, deve marcar um novo indicativo, exclusivo para estruturas leoninas, o 4-1.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Do que estamos à espera: é tempo de agir


Chega de socractinices.
Perante isto, em que até gente de dentro do PS já defende a saída do Primeiro-Ministro, parece-me evidente que já não há condições políticas para a continuidade de José Sócrates. Nem sequer uma alegada estabilidade, tida como fundamental, serve já de sustentação, pois a contínua mácula de suspeitas graves, sejam de corrupção, ou de tentativas e planos de controlo da comunicação social, são hoje, promotores de profunda instabilidade social e política.
Aguenta-se ainda Sócrates por conta de ainda não ter essa instabilidade atingido a economia - o que também, sendo verdade, o é apenas em parte, porque a pressão feita sobre a oposição para que se prossigam os intentos do Governo só tem provocado instabilidade - e por o nosso Presidente da República estar hoje, mais interessado no seu futuro político, com a proximidade das eleições, do que com o interesse do país - o que é aliás apanágio dos políticos tradicionais portugueses.
Também para acção deixo aqui a proposta para a assinatura da petição online "Todos pela Liberdade".
Vamos exigir já uma mudança, pelo menos a demissão imediata e a bem do país deste senhor, deste Eng. Sócrates.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

21 de Fevereiro - 1º Aniversário d' A textura do Texto

Dia 21 de Fevereiro este blogue completa um aninho de idade e de escritas quase diárias (quase hã).
É motivo para comemorar, não sei é bem como. Aceitam-se sugestões, desde que cumpram os seguintes requisitos: tem de custar nada, ou custando que seja pouco e que cada participante pague o seu.
Bem leitores força aí nessas ideias.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Sócrates lamenta "jornalismo de buraco de fechadura"


O Primeiro-Ministro José Sócrates fez hoje finalmente uma declaração sobre a divulgação das escutas telefónicas e o despacho do Juiz de Aveiro, ontem divulgado pelo Sol.
Sócrates declarou:
"Eu acho absolutamente lamentável que esse jornalismo, que se pode classificar como jornalismo de buraco de fechadura, baseado em escutas telefónicas e em conversas privadas, que não tendo relevância criminal devem ser privadas, se faça e com o objectivo de atacar pessoas."
O nosso Primeiro-Ministro só se esqueceu de um pequeno pormenor: é que este tipo de despacho judicial, depois de transitado em julgado, como é o caso, torna-se um documento público. As suspeitas e o jornalismo não é feito com base nas escutas, mas sim naquilo que o Juiz deixa transparecer no despacho. Claro que outras notícias sobre insultos e outros assuntos, já são de facto irrelevantes, mas o que de facto deixa estranheza é que o Juiz de Aveiro, com as escutas que ouviu, e que deixa transparecer para o despacho, ficou com nítida impressão de que havia um plano que configurava um crime, mas, chegando as mesmas escutas ao Procurador Geral da República e ao Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, estes tenham pensado exactamente o contrário. A estranheza de que falo emana do facto de da leitura dos despachos qualquer pessoa ficar com sérias dúvidas de que não tenha havido um crime, ou pelo menos a manifestação do mesmo. O que estas notícias fazem é que, ainda que não existisse matéria criminal, há certamente conteúdo político relevante. Ou seja, embora inicialmente não fosse favorável a isso, perante o avolumar das situações e das suspeições, cada vez fica mais a suspeita de que houve um "favorzito" feito a Sócrates pelo Procurador e pelo Presidente do Supremo, pelo que se impões agora a divulgação dessas escutas. Ainda assim eu sou mais pela defesa da provacidade, mas há dois organismos que estão fragilizados: a Procuradoria e o Supremo, sendo que se impões claramente a substituição dos líderes desses órgãos.
Além disso a vergonha impunha que Sócrates se demitisse, mas isso já se viu que ele não tem Logo, a bem do país, impunha-se que fosse o Presidente da República a ter essa vergonha e a demitir este vergonhoso governo.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Lembram-se quando o Sampaio demitiu o Santana...


Após alguns poucos meses de governação, e apesar de uma clara maioria, de coligação, a suportar o Governo, perante uma série de casos, que não tendo nada a ver com a governação em si, afectavam profundamente a mesma, e, demonstrando assim que tudo se tratou apenas de uma vergonhosa manobra que foi apenas para permitir afinal, uma reorganização urgente dentro do Partido Socialista, para permitir uma vitória, que antes parecia improvável, demitiu o Primeiro-Ministro Pedro Santana Lopes.

Bem sei que vivemos outros tempos, bem mais conturbados ao nível económico, onde os olhos dos mercados financeiros internacionais estão sobre o nosso país, mas diga-se em abono da verdade que uma boa parte dessa instabilidade tem sido produzida por este Governo. Em primeiro lugar porque fizeram uma manobra de "chico-espertice" ao lançar para cima o défice de 2009, para apresentarem uma falsa descida para 2010 de 1%. Em segundo lugar o Governo é responsável por produzir assim um Orçamento Geral do Estado que não corresponde efectivamente às necessidades urgentes do país de consolidação orçamental, nomeadamente através de cortes na despesa que se impões, e que, só com uma grande coragem e sentido de responsabilidade poderiam ser tomadas. Em terceiro lugar, apesar de os partidos da oposição terem garantido a passagem desse orçamento sem grandes contrapartidas exigidas, o Governo teve de criar uma falsa tensão devido a uma Lei das Finanças Regionais que afinal, ao contrário do afirmado, reduz as transferências e limita o endividamento mais do que alguma vez foi feito (exceptuando as vezes em que foi aplicada a Lei do Enquadramento Orçamental), produzindo assim aquilo que, aquando da discussão do Orçamento, a oposição procurou evitar: instabilidade política.

Estes factores demonstram que os olhares "animalescos", nas palavras de Teixeira dos Santos, sobre o nosso país, só para aqui recaíram em boa parte por culpa do Governo.

Se a isto somarmos os sucessivos casos que demonstram a forma como este Governo tem mentido aos país e pior, procurado controlar e condicionar os jornalistas e órgãos de comunicação social (caso Crespo, caso TVI, Manuela Moura Guedes, José Manuel Fernandes, etc.), bem como os casos de corrupção que insistentemente se colam à pele do Primeiro-Ministro, creio que existem razões bem mais relevantes e substanciais para que o Presidente da República intervenha e demita este Governo. Instabilidade por instabilidade, ela já está mesmo aí, provocando dúvidas em quem nos observa. Mas se o país precisa de se endireitar, é claramente óbvio, pelo menos para mim, que não é com este Governo, nem com este PS que a coisa endireitará.

Urge a mudança.

Este foi o email que deixei no site criado pela mãe da menina da reportagem Filha Roubada

A senhora é uma pessoa lamentável, manipuladora e desonesta. A senhora atira-se ao juíz porque ele é novo, mas nunca tem coragem de dizer que a decisão dele já foi confirmada por três juízes da relação, para onde a senhora recorreu.
Além disso é egoísta, quando não quer sequer perceber porque é que num orfanato cheio de crianças, a maior parte delas sem ninguém, não permite que a sua filha seja cheia de brinquedos - o que acha que as outras crianças iam sentir.
Neste site chama o Lar de odioso, mas a única pessoa que vejo odiosa nesta história é a senhora.
Tenha vergonha e ajude a sua filha a reconstruir a sua vida, consigo, mas também com o Pai, que foi isso que a senhora nunca quis. Basta ler a decisão que o juíz proferiu, para se perceber que toda esta história é uma vergonhosa manipulação, orquestrada por uma mulher doente e por um jornalista mentiroso.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Teixeira dos Santos junta-se à ninhada


Sim o Ministro das Finanças junta-se à mesma ninhada de pintos negros de onde pertence o Calimero Sócrates, assumindo também ele o papel do coitadinho. O sentido de responsabilidade e de Estado exigia mais: pelo menos mais negociação com quem tem exigido pouco ou nada para viabilizar uma governabilidade, que os próprios agora querem por em causa.

Exige-se conversa discussão e responsabilidade: chega de birras, bastidores e esticar de corda. Perante tantos recuos o que resta à oposição? Nada, quase nada, porque esta Lei, como hoje foi aprovada na especialidade, não compromete o orçamento. O que compromete o Orçamento de Estado é a falta de coragem do Governo em não admitir cortes, principalmente privatizando certos cancros públicos, ou assumindo definitivamente um corte em certos níveis da hiererquia do Estado.

Ferreira Leite chamada a São Bento para reunião com Sócrates


O primeiro-ministro, José Sócrates, pediu hoje à presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, para se reunirem sobre o actual impasse político em torno da Lei das Finanças Regionais, disse à Lusa fonte da direção social-democrata.

O mesmo responsável social-democrata, cuja informação foi também confirmada por fonte da bancada socialista, adiantou que a presidente do PSD recebeu o telefonema de José Sócrates, esta tarde, durante a sessão plenária na Assembleia da República. O gabinete do primeiro-ministro, no entanto, disse não fazer qualquer comentário sobre o assunto.

Por Lusa

UUUUUUH. Eu teria medo, a qualquer altura o animal feroz pode acordar.

Tremenda citação acerca da teologia da prosperidade


A teologia da prosperidade não nos prepara para a vida. A vida é dura, curta e incerta. Em todas as igrejas há casos de crentes sinceros que estão passando por provas bastante duras. Glorificando a Deus através da manutenção do ser apesar de todas as perdas do ter. Gente que segue a Deus não pelo que vê, cuja fé embora não os tenha ajudado a ver milagres, os tem ajudado a viver sem eles.
A.C. Costa em Palavra Plena e Genizah
Foquei tocado com estas palavras e perguntei-me: de facto o que é mais fácil viver uma vida cristã vendo milagres ou viver uma vida cristã sem ver nada disso, e ainda assim permanecer fiel e firme? O que é mais difícil ser um crente na prosperidade ou da dificuldade? O que será?...