Amanhã A textura do Texto celebra o seu primeiro aniversário. Fica prometida a reedição do primeiro post e um outro texto de reflexão sobre este ano.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Amanhã, 1º Aniversário d' A textura do Texto
Amanhã A textura do Texto celebra o seu primeiro aniversário. Fica prometida a reedição do primeiro post e um outro texto de reflexão sobre este ano.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Procurador-geral da República: tentar controlar a imprensa e a TVI não é crime

Leiam-se estes dois artigos, um do i, outro do Jornal de Notícias e conclua-se o que há a concluir.
Pinto Monteiro fez o favor político a Sócrates com base num argumento grave: a tentativa de desviar a linha editorial de um jornal não é crime, aliás poderá até estar dentro do razoável para a luta político-partidária. Dizer isto é o mesmo que dizer que tudo vale, que a democracia não tem regras, pode-se mesmo afirmar que não é preciso ir votar que os senhores da política metem os boletins de voto na urna por nós.
Para mim foi a gota de água, a credibilidade de Pinto Monteiro ficou definitivamente arruinada, substitua-se rapidamente.
“Nossa salvação é uma dádiva inteiramente gratuita de Deus”.
“Nossa salvação é uma dádiva inteiramente gratuita de Deus”.
“Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.”
“a saber: Se, com a tua boca, confessares ao Senhor Jesus e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo.”
“Mas Deus dá prova do seu amor para connosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós.”
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.”
Benjamin B. Warfield
“Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.”
Lucas 19:10
“a saber: Se, com a tua boca, confessares ao Senhor Jesus e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo.”
Romanos 10:9
“Mas Deus dá prova do seu amor para connosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós.”
Romanos 5:8
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.”
Efésios 2:8-9
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Grave, grave, gravíssimo

Ex-director do “Público” acusa governo de ter pedido a sua saída para "favorecer" OPA da Sonae à PT
A primeira das personalidades ouvidas pela Comissão Parlamentar de Ética lança uma enorme bomba. Grave, tudo muito grave. Certamente que este homem não ia dizer coisas destas para o parlamento de forma inconsciente. Não vou fazer julgamentos de valor sobre a veracidade ou não das afirmações, mas a sua produção no parlamento, perante deputados, deixa-me preocupado, muito preocupado mesmo.
Fernando Nobre candidata-se a Belém
No entanto Manuel Alegre tem-se portado muito bem.
Como deixou expresso o Prof. Carlos Santos neste post do Regra do Jogo, onde observa o ensurdecedor silêncio de Alegre acerca das denúncias de tentativas de condicionamento da comunicação social, o que, para um homem com o currículo político de Alegre, deveria ter originado já uma reacção.
Este comportamento amestrado de Alegre é concerteza na expectativa de um apoio à sua candidatura presidencial por parte do PS, o que poderá até ser mais do que uma expectativa e ter sido já previamente negociado com Sócrates. Claro que houve sempre uma facção do PS insatisfeita com esse apoio, pelo que dessa insatisfação, aparentemente, surgiu a candidatura de Fernando Nobre. Sem peso político público, tem no entanto uma imagem pública bastante positiva, podendo ser, muito mais do que Alegre, uma real ameaça a Cavaco. O actual Presidente deve pôr-se até em sentido perante esta candidatura, que deve até servir para impor algum respeitinho a Belém, que se já andava a tratar com paninhos quentes a situação política actual (em que na minha opinião devia tomar a iniciativa de demitir Sócrates), ainda mais cuidadinho vai ter perante esta candidatura que, na minha opinião, poderá ser muito mais problemática do que qualquer outra da esquerda,
Antes do o ser já o era
Tal como a pescada também a discussão sobre a Liberdade de Expressão e de Imprensa, levada a cabo pela Comissão de Ética, Sociedade e Cultura do Parlamento, antes de morrer já estava morta. Isto não espanta porque como sempre as discussões das comissões parlamentares, sejam de inquérito, sejam as comissões permanentes, nunca são consequentes. Claro que não quero ser acusado de defender que estas são inconsequentes sempre que não concluem o que penso que devem concluir, mas a verdade é que os relatórios finais são sempre inconclusivos por falta de evidências.

Também aqui vai acontecer o mesmo, mas aqui há um culpado de estar a impedir a discussão elementar do assunto, por tentativa clara e assumida de recentrar a discussão: ou seja o PS assume, ainda hoje se ouviu a deputada Inês de Medeiros a afirmar que a ideia é fazer desta discussão sobre a liberdade de expressão e de imprensa numa discussão sobre a comunicação social em geral, e, o exercício do jornalismo, as suas condições de trabalho, etc.
Aliás assisti hoje a um exercício muito interessante da parte de um Vice-Presidente da bancada parlamentar socialista em que este recusava uma inquirição baseada em diz que disse, condenando as insinuações e afirmações pouco claras, deixando logo a seguir um desafio aos ouvintes para que tentassem saber quem são os donos do semanário Sol e entender por aí se não haverá outras motivações por detrás das denúncias apresentadas. O deputado socialista quis fazer o exercício que condenava aos outros: recusando a matéria de facto que o Sol apresentou, bem como outros órgãos de informação, pretende que se deduza então um processo de intenções e suspeições e até de conclusões a partir do conhecimento de quem são os proprietários de um jornal.
A coisa atingiu o risível quando ao ouvir estas declarações um cidadão se recorda das afirmações de Sócrates de que não valia a pena controlar, ou comprar, jornalistas, o melhor era mesmo controlar ou influenciar os patrões. Sócrates abriu a caixa de pandora, querendo usá-la em seu favor, mas como o feitiço se virou contra o feiticeiro quer virá-la contra os outros. Ridículo.
Aqui está a evidência da podridão

PS envolve Cavaco e leva caso da alegada vigilância a Belém para o Parlamento - Política - PUBLICO.PT
Para o comum dos cidadãos deste país que procure manter-se informado e se interesse por estes assuntos, que procure não estar condicionado no seu pensar, nem tão pouco se deixe levar em manobras de auto-comiseração e dramatização artificial, o que fica desta reacção do PS, tentando envolver, ou melhor, procurando sujar o nome do Presidente da República fazendo agora ressurgir o velho caso das escutas, é a certeza de que o tal condicionamento a Belém denunciado agora como paralelo ao plano de controlo da comunicação social, afinal prossegue mesmo. Porque numa altura em que vozes se levantam a falar de uma moção de censura, afirmando os que contrariam esse dramatismo que a questão não é o Governo mas sim o Primeiro-Ministro, sendo que assim o que faria sentido é uma demissão deste pelo Presidente da República, este ataque a Belém soa realmente como uma tentativa de condicionamento político para que Cavaco se encolha e mantenha este seu ensurdecedor silêncio. Afinal aquilo que pretendem negar fica sim mais evidente.
Tal como o tal plano para controlo da comunicação social, porque a bem dizer, ainda que nem tudo tenha corrido como planeado, sobretudo a parte de ser secreto, a verdade é que gente incómoda como Moniz e Moura Guedes estão fora do ar.
Por muito que se queira negar os eleitos práticos do tal plano afinal estão aí para quem quiser ver, é preciso é querer.
Para o comum dos cidadãos deste país que procure manter-se informado e se interesse por estes assuntos, que procure não estar condicionado no seu pensar, nem tão pouco se deixe levar em manobras de auto-comiseração e dramatização artificial, o que fica desta reacção do PS, tentando envolver, ou melhor, procurando sujar o nome do Presidente da República fazendo agora ressurgir o velho caso das escutas, é a certeza de que o tal condicionamento a Belém denunciado agora como paralelo ao plano de controlo da comunicação social, afinal prossegue mesmo. Porque numa altura em que vozes se levantam a falar de uma moção de censura, afirmando os que contrariam esse dramatismo que a questão não é o Governo mas sim o Primeiro-Ministro, sendo que assim o que faria sentido é uma demissão deste pelo Presidente da República, este ataque a Belém soa realmente como uma tentativa de condicionamento político para que Cavaco se encolha e mantenha este seu ensurdecedor silêncio. Afinal aquilo que pretendem negar fica sim mais evidente.
Tal como o tal plano para controlo da comunicação social, porque a bem dizer, ainda que nem tudo tenha corrido como planeado, sobretudo a parte de ser secreto, a verdade é que gente incómoda como Moniz e Moura Guedes estão fora do ar.
Por muito que se queira negar os eleitos práticos do tal plano afinal estão aí para quem quiser ver, é preciso é querer.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Que pena o TGV ainda não estar construído...
Assim o Constâncio chegava mais depressa a Bruxelas. Ah é verdade, para isso acontecer era preciso a ligação de TGV de Madrid para o resto da Europa já estar concluída, coisa que os espanhóis dizem não ser para os próximos anos. Espera lá!!, então porque raio é que o Sócrates está com tanta pressa em construir o TGV até Madrid, dizendo que é para ligar Portugal ao resto da Europa??!! Bem, só se Madrid for "resto da Europa" que chegue.
Cerrar fileiras
Sócrates empenha-se a alimentar a unidade do PS - Política - PUBLICO.PT
Perante os ataques que têm sido desferidos contra si, bem ao estilo do velho animal feroz, José Sócrates, o Secretário-Geral do PS vai esta semana procurar cerrar as fileiras em torno da sua pessoa. Seria quase impensável que o sanguíneo Sócrates não tentasse reagir aos ataques, mas sobretudo ao início do surgimento de vozes dissonantes dentro do aparelho dos socialistas. Em vez de se render, de pensar em dar lugar a outro, Sócrates prefere o ataque, ou melhor o contra-ataque, a reacção, levando a uma união socialista, mais de vender para fora do que para consumo interno. Aliás isto servirá apenas para abafar ainda mais um PS que pouco ar tem fora do "socratismo", de que a falta de alternativas, perante a generalidade da opinião pública, a uma eventual saída de Sócrates, parece uma evidência gritante. Provavelmente os socialistas estão a preferir o lugar de refúgio, que parece seguro hoje mas pode-lhes sair muito caro no futuro.
Mas na minha opinião isto é só mais uma demonstração das prioridades de interesses a que os senhores da actual política tradicional portuguesa procuram acudir. O primeiro interesse a servir é o pessoal, depois é o do grupo de interesses no qual se movem, após isso vem o interesse do partido e só no fim vem o interesse do país. Esta é a forma como a generalidade dos partidos e dos políticos funciona, o que é um real empobrecimento da nossa democracia, que se desmanchou numa oligarquia de partidos, ou poderemos mesmo dizer de uma determinada classe que mina todos os partidos.
Perante este panorama não consigo perceber como ainda há pessoas que pensam em aderir a partidos como o PS, o PSD, o CDS, o PCP ou o BE, pois estes estão enquistados num serventilismo do seu grupo de interesses, dificilmente observando a realidade com olhos de ver. Para mim só faz sentido hoje a militância política fora dos partidos tradicionais e no âmbito de um movimento político novo, sem vícios, que podemos ajudar a formar e a construir para que estas situações sejam preventivamente debeladas. O efeito profilático é o melhor para alcançar a transformação política de que o país necessita, desconstruindo a nossa democracia partidocrática em favor de uma democracia inclusiva dos cidadãos e da sociedade civil. É crucial, para mim, entender a política como o espaço da primazia do interesse do colectivo, beneficiando a vida do indivíduo, sem colectivismos absurdos e utópicamente perigosos, mas percebendo o espaço de liberdade de cada indivíduo para construir o seu caminho, e, aí lutar por uma nova perspectiva, fazendo do primado do interesse do país, demonstrando-o pela prática e não pela dialéctica, nem pela verborreia, o primeiro dos interesses a ser atendido.
Perante os ataques que têm sido desferidos contra si, bem ao estilo do velho animal feroz, José Sócrates, o Secretário-Geral do PS vai esta semana procurar cerrar as fileiras em torno da sua pessoa. Seria quase impensável que o sanguíneo Sócrates não tentasse reagir aos ataques, mas sobretudo ao início do surgimento de vozes dissonantes dentro do aparelho dos socialistas. Em vez de se render, de pensar em dar lugar a outro, Sócrates prefere o ataque, ou melhor o contra-ataque, a reacção, levando a uma união socialista, mais de vender para fora do que para consumo interno. Aliás isto servirá apenas para abafar ainda mais um PS que pouco ar tem fora do "socratismo", de que a falta de alternativas, perante a generalidade da opinião pública, a uma eventual saída de Sócrates, parece uma evidência gritante. Provavelmente os socialistas estão a preferir o lugar de refúgio, que parece seguro hoje mas pode-lhes sair muito caro no futuro.
Mas na minha opinião isto é só mais uma demonstração das prioridades de interesses a que os senhores da actual política tradicional portuguesa procuram acudir. O primeiro interesse a servir é o pessoal, depois é o do grupo de interesses no qual se movem, após isso vem o interesse do partido e só no fim vem o interesse do país. Esta é a forma como a generalidade dos partidos e dos políticos funciona, o que é um real empobrecimento da nossa democracia, que se desmanchou numa oligarquia de partidos, ou poderemos mesmo dizer de uma determinada classe que mina todos os partidos.
Perante este panorama não consigo perceber como ainda há pessoas que pensam em aderir a partidos como o PS, o PSD, o CDS, o PCP ou o BE, pois estes estão enquistados num serventilismo do seu grupo de interesses, dificilmente observando a realidade com olhos de ver. Para mim só faz sentido hoje a militância política fora dos partidos tradicionais e no âmbito de um movimento político novo, sem vícios, que podemos ajudar a formar e a construir para que estas situações sejam preventivamente debeladas. O efeito profilático é o melhor para alcançar a transformação política de que o país necessita, desconstruindo a nossa democracia partidocrática em favor de uma democracia inclusiva dos cidadãos e da sociedade civil. É crucial, para mim, entender a política como o espaço da primazia do interesse do colectivo, beneficiando a vida do indivíduo, sem colectivismos absurdos e utópicamente perigosos, mas percebendo o espaço de liberdade de cada indivíduo para construir o seu caminho, e, aí lutar por uma nova perspectiva, fazendo do primado do interesse do país, demonstrando-o pela prática e não pela dialéctica, nem pela verborreia, o primeiro dos interesses a ser atendido.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Se fosse noutro tempo

Manuel Godinho terá pago 72 mil euros a Santana Lopes - Sociedade - PUBLICO.PT
O caso Face Oculta está a dar pano para mangas. E como não seria de espantar, a porcaria espalha-se cada vez mais, atingindo já gente do PSD. Não espanta porque as semelhanças entre os dois partidos são tantas, tantas, que até no lixo que os sujam se assemelham.
A diferença existente é a de Presidente da República. Cada vez tenho mais relutância em votar Cavaco, como fiz da primeira vez, caso ele se recandidate.
Se fosse no tempo em que Santana Lopes foi Primeiro-Ministro e se soubesse das insinuações de que este artigo fala, ele tinha sido corrido na hora. Com muito menos Sampaio provocou a queda do Governo, com um apoio maioritário no parlamento. Com uma história destas de corrupção, de cheques e dinheiro de um sucateiro corrupto, o que faria Sampaio. Não se percebe então, a não ser por tacitismo político do mais baixo nível, colocando mais uma vez os interesses políticos pessoais aos interesses do país, que Cavaco não demite Sócrates. Nem a desculpa da negociação e apresentação do Programa de Estabilidade e Crescimento a Bruxelas servirá de desculpa, uma vez que o pacote está praticamente fechado e certamente que as opções dentro do PS que poderiam substituir o actual Primeiro-Ministro conseguiriam concluir esse trabalho, porque o mais difícil, o Orçamento de Estado já está aprovado.
Cavaco está a ser um mau Presidente e a prestar um péssimo serviço à democracia e ao país em geral.
A diferença existente é a de Presidente da República. Cada vez tenho mais relutância em votar Cavaco, como fiz da primeira vez, caso ele se recandidate.
Se fosse no tempo em que Santana Lopes foi Primeiro-Ministro e se soubesse das insinuações de que este artigo fala, ele tinha sido corrido na hora. Com muito menos Sampaio provocou a queda do Governo, com um apoio maioritário no parlamento. Com uma história destas de corrupção, de cheques e dinheiro de um sucateiro corrupto, o que faria Sampaio. Não se percebe então, a não ser por tacitismo político do mais baixo nível, colocando mais uma vez os interesses políticos pessoais aos interesses do país, que Cavaco não demite Sócrates. Nem a desculpa da negociação e apresentação do Programa de Estabilidade e Crescimento a Bruxelas servirá de desculpa, uma vez que o pacote está praticamente fechado e certamente que as opções dentro do PS que poderiam substituir o actual Primeiro-Ministro conseguiriam concluir esse trabalho, porque o mais difícil, o Orçamento de Estado já está aprovado.
Cavaco está a ser um mau Presidente e a prestar um péssimo serviço à democracia e ao país em geral.
Ninguém pode orar e ficar preocupado ao mesmo tempo
“Ninguém pode orar e ficar preocupado ao mesmo tempo. Quando nos preocupamos,
não estamos orando. Quando oramos, não estamos preocupados. Quando você ora,
você “fica” com sua mente em Cristo,...”
Incendiário é o PS não se decidir já pela substituição de José Sócrates

Apelo a moção de censura é "incendiário" - Política - PUBLICO.PT
Interessante artigo este do Público, no qual se percebe a confusão que reina nos dois principais partidos do espectro parlamentar português. Por um lado no PS há quem estique mais uma vez a velha corda da dramatização, afirmando que se a oposição acha que o Governo não tem condições de governar deve apresentar uma moção de censura - como Capoulas Santos e António Costa. Há outras personalidades socialistas, como Francisco Assis, que acham que esse desafio é incendiário. Aqui também não há novidade, porque Assis tem-se mostrado ultimamente dos elementos mais moderados das cúpulas do PS, o que assenta bem ao líder parlamentar de uma maioria relativa.
Sendo assim parece-me que existe hoje algo de impensável há pouco tempo atrás no PS: uma clara divisão, ainda mais notada através de outras declarações de dirigentes como Sérgio Sousa Pinto.
Parece-me a mim que ao PS, perante os estragos provocados pelas revelações relacionadas com o caso Face Oculta, só resta uma solução: substituir o Primeiro-Ministro. Aliás Marcelo Rebelo de Sousa fez ontem esse exercício lançando três nomes de possíveis futuros Primeiro-Ministros, caso a decapitação de Sócrates aconteça: António Costa, Teixeira dos Santos.
Do lado do PSD já se percebeu a armadilha, sendo que Rangel e Aguiar Branco, com posições mais moderadas, afirmaram ambos, com pequenas nuances, que esta dramatização e estas guerrilhas dentro do PS estão a ser usadas pelos socialistas como uma manobra de diversão em relação aos estragos do Face Oculta, saindo de Pedro Passos Coelho posição mais extremista e também mais desconexa - demonstrando quanto a mim a sua manifesta impreparação, pois estaria disposto a facilmente cair na armadilha socialista da moção de censura.
Na minha opinião a iniciativa aqui deve ser do Presidente da República, mais do que dos partidos, porque não se trata da legitimidade da continuidade do Governo - o que seria razão do moção - mas sim da falta de condições de José Sócrates, do Primeiro-Ministro, pelo que o PR devia, ele sim, demitir José Sócrates e chamar o PS a escolher um novo Primeiro-Ministro.
Sendo assim parece-me que existe hoje algo de impensável há pouco tempo atrás no PS: uma clara divisão, ainda mais notada através de outras declarações de dirigentes como Sérgio Sousa Pinto.
Parece-me a mim que ao PS, perante os estragos provocados pelas revelações relacionadas com o caso Face Oculta, só resta uma solução: substituir o Primeiro-Ministro. Aliás Marcelo Rebelo de Sousa fez ontem esse exercício lançando três nomes de possíveis futuros Primeiro-Ministros, caso a decapitação de Sócrates aconteça: António Costa, Teixeira dos Santos.
Do lado do PSD já se percebeu a armadilha, sendo que Rangel e Aguiar Branco, com posições mais moderadas, afirmaram ambos, com pequenas nuances, que esta dramatização e estas guerrilhas dentro do PS estão a ser usadas pelos socialistas como uma manobra de diversão em relação aos estragos do Face Oculta, saindo de Pedro Passos Coelho posição mais extremista e também mais desconexa - demonstrando quanto a mim a sua manifesta impreparação, pois estaria disposto a facilmente cair na armadilha socialista da moção de censura.
Na minha opinião a iniciativa aqui deve ser do Presidente da República, mais do que dos partidos, porque não se trata da legitimidade da continuidade do Governo - o que seria razão do moção - mas sim da falta de condições de José Sócrates, do Primeiro-Ministro, pelo que o PR devia, ele sim, demitir José Sócrates e chamar o PS a escolher um novo Primeiro-Ministro.
José Relvas, o homem da 'revolução' - Portugal - DN
José Relvas, o homem da 'revolução' - Portugal - DN
Por ainda ter raízes em Alpiarça, terra onde José Relvas morava, e também por ter vivido lá algum tempo da minha juventude, sinto-me sempre atraído pelas histórias que falam da mais eminente figura desta terra.
Para muitos José Relvas é um desconhecido, mas foi ele quem proclamou a instauração da República em Portugal da varanda da Câmara Municipal de Lisboa. Deixou um enorme legado patrimonial, em terras e a sua própria casa ao município, pelo que ainda hoje, na Casa dos Patudos, se pode ver um maravilhoso espólio, do qual se pode destacar a enorme e líndissima colecção de tapetes de arraiolos.
Certamente um encontro com a nossa história a não perder.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Moção de censura

Silva Pereira: substituição de Sócrates resolve-se nas eleições - Política - PUBLICO.PT
Como se isso já não fosse óbvio, perante as declarações de hoje de Silva Pereira, dúvidas nenhumas ficariam: o Governo e o PS estão a esgrimir uma violenta estratégia de vitimização, velha e gasta mas eficaz, em que, ou conseguem os seus intentos na Assembleia da República e ameaçam com demissão, ou desafiam então, ainda que sub-repticiamente, os partidos da oposição a fazer cair o Governo com uma Moção de Censura. A estratégia costumeira fica bem a certa desinformada opinião pública que gosta sempre de olhar para o coitadinho.
O que queria Silva Pereira dizer com isto:
"Em resposta às declarações de António Capucho, presidente da câmara de Cascais e conselheiro de Estado, o ministro disse: 'Que uma das figuras mais destacadas do PSD não queira que o país seja governado por este primeiro-ministro e por este Governo, esse é um problema que se resolve nas eleições.' "
Parece-me óbvio que, apesar de já haver conscientes vozes dentro do PS que se afirmam, ainda que com pouca visibilidade, incomodadas com a permanência deste Primeiro-Ministro, pela demonstração constante de falhas de carácter, a estratégia é mesmo a de desafiar a apresentação de uma Moção de Censura.
O coitadinho do Sócrates sairia à rua, a grande vítima de uma oposição ressabiada por não conseguir ganhar as eleições (já agora é preciso que alguém informe que o ganhar eleições não dá a ninguém o poder de cometer crimes impunemente, ou de tentar atacar fundamentos do estado de direito), procurando assim retomar uma maioria absoluta que afundaria de vez com o país. Evidentemente que este feio número, de tão repetido, pode sair caro, porque resta sempre a esperança de que um dias destes o povo acorde.
Como se isso já não fosse óbvio, perante as declarações de hoje de Silva Pereira, dúvidas nenhumas ficariam: o Governo e o PS estão a esgrimir uma violenta estratégia de vitimização, velha e gasta mas eficaz, em que, ou conseguem os seus intentos na Assembleia da República e ameaçam com demissão, ou desafiam então, ainda que sub-repticiamente, os partidos da oposição a fazer cair o Governo com uma Moção de Censura. A estratégia costumeira fica bem a certa desinformada opinião pública que gosta sempre de olhar para o coitadinho.
O que queria Silva Pereira dizer com isto:
"Em resposta às declarações de António Capucho, presidente da câmara de Cascais e conselheiro de Estado, o ministro disse: 'Que uma das figuras mais destacadas do PSD não queira que o país seja governado por este primeiro-ministro e por este Governo, esse é um problema que se resolve nas eleições.' "
Parece-me óbvio que, apesar de já haver conscientes vozes dentro do PS que se afirmam, ainda que com pouca visibilidade, incomodadas com a permanência deste Primeiro-Ministro, pela demonstração constante de falhas de carácter, a estratégia é mesmo a de desafiar a apresentação de uma Moção de Censura.
O coitadinho do Sócrates sairia à rua, a grande vítima de uma oposição ressabiada por não conseguir ganhar as eleições (já agora é preciso que alguém informe que o ganhar eleições não dá a ninguém o poder de cometer crimes impunemente, ou de tentar atacar fundamentos do estado de direito), procurando assim retomar uma maioria absoluta que afundaria de vez com o país. Evidentemente que este feio número, de tão repetido, pode sair caro, porque resta sempre a esperança de que um dias destes o povo acorde.
Pedro Silva Pereira e o controlo dos media

O Clone do Primeiro-Ministro, o Sr. Ministro da Presidência Pedro Silva Pereira, em declarações após o Concelho de Ministros, acabou de dizer que a prova da inexistência presente ou passada de um plano para controlar a comunicação social, ou alguns dos seua órgãos, está naquilo que se tem dito e escrito sobre todo este caso em todos os media.
O Sr. Ministro da Presidência só não entende, ou não quer entender, que a liberdade actualmente demonstrada só acontece porque o tal plano que para hoje parece evidente ter existido, falhou, pelo que o Governo só está a levar com aquilo que preparou.
O Sr. Ministro da Presidência só não entende, ou não quer entender, que a liberdade actualmente demonstrada só acontece porque o tal plano que para hoje parece evidente ter existido, falhou, pelo que o Governo só está a levar com aquilo que preparou.
Perguntas:
Exercício interessante

A SIC acaba de fazer um interessante exercício jornalístico no Primeiro Jornal, ao recordar as declarações repetidas e bombásticas de Sócrates, aquando do Caso Marcelo - acerca das alegadas pressões do Governo para a saída de Marcelo Rebelo de Sousa da TVI, sendo na altura Santana Lopes o Primeiro-Ministro.
Ora o mundo dá muitas voltas e todas as pedras que ele atirou na altura estão hoje a cair-lhe em cima do seu telhado de vidro. Pena é que o Presidente da República actual não faça o mesmo que Sampaio fez, mas talvez esteja também, tal como o seu antecessor, a aguardar que o PSD se reorganize. (Ou não!)
Ora o mundo dá muitas voltas e todas as pedras que ele atirou na altura estão hoje a cair-lhe em cima do seu telhado de vidro. Pena é que o Presidente da República actual não faça o mesmo que Sampaio fez, mas talvez esteja também, tal como o seu antecessor, a aguardar que o PSD se reorganize. (Ou não!)
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Revoltante de todo

Na sequência do artigo anterior, o i complementa com o artigo acima. O revoltante da história é que o nosso inútil sistema judicial não serve em geral para nada, é ineficiente e chega tarde e a más horas para cumprir a sua função. A excepção é quando está ao serviço de alguma grande cabeça deste país, como é o caso: "Rui Pedro Soares, administrador da PT, interpôs uma providência cautelar para impedir o semanário SOL de publicar o conteúdo das escutas do processo Face Oculta onde aparecem conversas entre o primeiro-ministro, José Sócrates, e Armando Vara."
Revoltante é a palavra, porque os dois oficiais de justiça permanecem à porta do Jornal SOL à espera de um dos três destinatários da providência cautelar: o director, José António Saraiva, e duas jornalistas, Felícia Cabrita e Ana Paula Azevedo.
Pelos vistos, como dizia Jorge Coelho, ainda continua a levar quem se mete com o PS.
A bem da nossa democracia, se não fosse crime, sugeria que alguém atirasse uma pedradas aos oficiais de justiça para que fossem para longe, mas não o faço, porque como disse, isso seria crime, e isto é só uma força de expressão.
Isto está lindo está...

Providência cautelar tenta impedir publicação de mais escutas no semanário "Sol" - Media - PUBLICO.PT
Se o sistema de justiça português não serve para garantir o exercício da justiça e do direito, pelo menos que sirva para proteger gente a quem o comum dos mortais não confiaria nem cinco Euros, mas que são Administradores de grandes empresas.
Agora o condicionamento e a pressão sobre a comunicação social começa a ser às claras.
Aliás esta frase do director do Sol, publicada ontem em declarações ao i, se não demonstram mais nada, evidenciam pelo menos uma arrogância e sentimento de impunidade imensas:
“No único almoço que o 'Sol' teve com Sócrates em São Bento, ele às tantas disse-me que 'isto de a gente tentar comprar jornalistas é um disparate, porque a melhor forma de controlar a imprensa é controlar os patrões'. Foi extraordinário o desplante de ter dito isto e depois ter posto esse plano em prática".
E ficamos de braços em baixo murmurando: "mas não há alternativas". Por favor, vamos limpar este país desta gente que, para além de pouco capaz, é arrogante e sobretudo pouco séria.
Se o sistema de justiça português não serve para garantir o exercício da justiça e do direito, pelo menos que sirva para proteger gente a quem o comum dos mortais não confiaria nem cinco Euros, mas que são Administradores de grandes empresas.
Agora o condicionamento e a pressão sobre a comunicação social começa a ser às claras.
Aliás esta frase do director do Sol, publicada ontem em declarações ao i, se não demonstram mais nada, evidenciam pelo menos uma arrogância e sentimento de impunidade imensas:
“No único almoço que o 'Sol' teve com Sócrates em São Bento, ele às tantas disse-me que 'isto de a gente tentar comprar jornalistas é um disparate, porque a melhor forma de controlar a imprensa é controlar os patrões'. Foi extraordinário o desplante de ter dito isto e depois ter posto esse plano em prática".
E ficamos de braços em baixo murmurando: "mas não há alternativas". Por favor, vamos limpar este país desta gente que, para além de pouco capaz, é arrogante e sobretudo pouco séria.
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