segunda-feira, 20 de abril de 2009

Hipocrisia Socialista


Senti-me muito revoltado e profundamente escandalizado com o nível de hipocrisia que a política portuguesa, e, no caso concreto, o Partido Socialista, está atingir. Perante este artigo do Público fiquei enjoado e senti estar a atingir os limites do que consigo aguentar em termos de hipocrisia e de cara-de-pau.
Na notícia em questão o PS pede explicações ao PSD acerca de duas mulheres inscritas, uma em 3º, outra no 6º lugar da lista para as europeias, que, alegadamente, caso sejam eleitas, pelo menos uma delas desistirá do mandato para permitir que um representante da Madeira seja automaticamente eleito para o Parlamento Europeu, contornando assim a lei da paridade. Se isto for verdade trata-se de uma prática gravíssima, reveladora de um profundo desrespeito pelos eleitores, reveladora de uma partidocracia desavergonhada que, infelizmente, substituiu a nossa democracia, conforme denunciado aqui, aqui, aqui e aqui.
Mas igualmente revoltante é que o PS se arrogue a autoridade de questionar o PSD acerca de uma matéria desta natureza. Como é que têm o descaramento de exigir explicações num caso destes, quando eles são os primeiros a terem duas mulheres, em lugares elegíveis, que serão também candidatas às eleições autárquicas. Falo concretamente de Elisa Ferreira e Ana Gomes. Se a intenção é ganhar as Câmaras para as quais vão concorrer, nomeadamente Porto e Sintra, como é que isso se conjuga com o facto de estarem numa lista para o Parlamento Europeu. Como? Não entendo, mas parece-me óbvio que não têm qualquer respeito pelo mandato para o qual, muito provavelmente, irão ser eleitas, não tendo qualquer intenção de, salvo tacho melhor, cumprirem esse mandato no PE.
Deixo aqui uma novidade: em Portugal existe um partido político, um único, que defende a obrigatoriedade de, quem é eleito, cumprir esse mandato até ao fim, e, acabar assim com candidatos fantasma, ou testas de ferro, como se lhe queira chamar - trata-se do Movimento Mérito e Sociedade - que luta para mudar o regime partidocrático português.

domingo, 19 de abril de 2009

Acerca do preservativo: depois do Papa agora o Cardeal

É triste este caminho egoísta que a Igreja Católica está a seguir. Tentando justificar as declarações de Bento XVI acerca do preservativo, o Cardeal Patriarca de Lisboa dá mais um tiro nos pés, e prejudicou de novo a luta contra o flagelo da SIDA. Porquê? Ao afirmar que o preservativo não é 100% fiável no combate ao contágio pelo HIV, D. José Policarpo quis justificar que por isso este não é o meio mais adequado para evitar a propagação. No entanto, o Cardeal esquece-se é de que este é o melhor, não existe melhor método. Concordo totalmente com a afirmação da Igreja de que, a propagação do flagelo da Sida, se resolve, não com o uso do preservativo, mas com uma mudança de comportamentos. Esta é uma realidade. Se não houver sexo, não há contágio dessa forma.
Mas então a luta da Igreja Católica não deve ser contra o preservativo, deve ser sim por uma noção de moral que valorize a família, pela defesa da virgindade até ao casamento, por uma educação sexual que dê aos jovens uma capacidade pessoal de resistir às pressões, sociais, de grupo, que impelem a que se inicie a vida sexual cada vez mais cedo. Essa deve ser a batalha da sociedade. Mas não, impelidos por um fundamentalismo desadequado e biblicamente infundado, recusam a utilização do preservativo, bem como de qualquer outro meio contraceptivo, procurando por isso desacreditar o uso destes métodos.
Acontece que, e isso é de salientar, que por outro lado, a Igreja Católica não tem força de exemplo para levar a sociedade a mudar os seus comportamentos sexuais, e a valorizar a família, porque, os seus representantes, os sacerdotes, não podem casar e constituir uma família.
Como já afirmei sou cristão evangélico e os pastores casam e têm filhos, e, não é por isso que os seus ministérios são prejudicados. É uma vida difícil e exigente, manter uma vida familiar sã e liderar um rebanho, mas é possível e saudável e a palavra destes tem valor, porque é secundada pela força do exemplo e pela sabedoria que advém da experiência.
Por outro lado gostaria de salientar que, na Bíblia, de uma capa à outra não existe nenhuma razão para que, dentro de um casal, com a sua família constituída, este não decida utilizar preservativos ou qualquer outro meio contraceptivo, sendo opção deste o momento e número de filhos que irão ter.
Depois destas palavras do Cardeal, eu já imagino quantos diálogos à beira da cama do tipo:
- A camisinha?
- Não tenho.
- Então não há nada.
- Porquê?
- Temos que nos proteger, não quero apanhar nada.
- Não ouviste o Cardeal, mesmo usando podes apanhar, por isso não vale a pena, tiramos o gozo todo da cena.
Já estou a ouvir e fico preocupado, era bom que estes inconscientes dirigentes católicos também se preocupassem.

Até faz faísca

Em consequência dos estranhos alinhamentos aqui descritos, o Primeiro-Ministro, dada a sua incapacidade de enfiar a viola no saco e ficar calado, reagiu às palavras do Presidente da República, provocando um choque, desta vez não por questões legislativas nem divergências de pontos de vista, mas por questões de pura política e de divergência de percepção do resultado das medidas adoptadas. Poderá não ser o fim da cooperação estratégica, mas certamente deixa antever um ano político quente, com o Presidente a suscitar muitas dúvidas em relação às medidas a tomar pelo governo. Se isto prejudicará esta recta final do governo Sócrates ninguém sabe, mas que trará um interesse acrescido a estas campanhas eleitorais, isso trará. Aparentemente o Presidente não vai estar à espera de um segundo mandato, vai intervir de imediato, provavelmente impulsionado quer pelas sondagens, onde o PS não descola para uma nova maioria absoluta, quer pela nova dinâmica que Manuela Ferreira Leite está a impor no ritmo do PSD, onde a escolha de Paulo Rangel parece ter ajudado, com os habituais dissidentes, como Santana Lopes e Menezes, a renderem-se à força da proximidade dos actos eleitorais.


O que tudo isto vai dar? Não sei, mas que estou curioso estou.

Pedro Santana Lopes aos beijinhos a Manuela Ferreira Leite

Eu nem acredito que o Santana Lopes disse isto. Ou ele está mesmo convencido disto, ou é um grande hipócrita, ou está contente com a escolha para candidato a Lisboa, ou então não sei, apenas me resta ficar admirado.

As eleições Europeias já têm vencedor antecipado: a abstenção


Tendo sido chamado à atenção por este artigo de António Vitorino, publicado no DN, verifiquei que existe já um vencedor, e por larga margem, das eleições para o Parlamento Europeu. Sem desrespeito pelas opiniões emitidas pelo político em questão, que nesse artigo procura explicações para o desinteresse dos europeus para com estas eleições, encontrei uma explicação, diversa das apresentadas, com as quais não concordo, porque partem da premissa de que na Europa tudo funciona bem menos os cidadãos.

Creio que a primeira razão para os europeus estarem tão desinteressados em relação às eleições para o Parlamento da União, é o facto de que o Parlamento não consegue intervir na vida dos cidadãos quando estes necessitam: exemplo disso mesmo foi quando o BCE elevava constantemente as taxas de juro, para controlar uma inflação, induzida não por um factor interno de procura excessiva ou outra, que provocasse pressões inflacionistas, mas sim por um movimento especulativo, que provocou uma subida exagerada e desproporcionada dos preços do petróleo, levando a movimentos de correcção, por aumento dos custos, nos preços de bens na Europa; nessa altura os cidadãos europeus, estrangulados por juros cada vez mais altos, quer nos créditos de uso pessoal (habitação, automóvel), quer nos créditos para empresas, pediam ajuda, para que os políticos interferissem no BCE, coisa que nunca aconteceu e de que o PE nunca falou; valeu apenas a força da crise financeira internacional.

A vergonhosa partidocracia em que vivemos


Fica aqui uma parte de um texto de Fernando Madrinha, publicado no Expresso. Tudo dito: a nossa Partidocracia no seu melhor.
Palavra que 'faz fé'
Se um deputado faltar uma semana por doença não precisa de apresentar atestado médico. Até cinco dias, a sua palavra "faz fé", diz o regime de faltas do mais moderno parlamento do mundo, segundo Jaime Gama: o nosso.
Quando recomeçar a caça, por exemplo, já nenhum parlamentar precisa de meter baixa com essa finalidade, como há quem tenha dito e feito no passado, expondo-se à mais que justa crítica pública. Basta-lhe ir e comunicar depois aos serviços da Assembleia que esteve doente. A menos que seja visto ou denunciado, tudo correrá pelo melhor. Esta facilidade tem outra vantagem não despicienda: o deputado pode continuar a mentir, fingindo que adoece, mas não obriga o seu médico a mentir também - isto supondo que os médicos que passam falsos atestados têm algum problema de consciência quando mentem para facilitar a caça ou outros prazeres a um deputado amigo e/ou seu paciente.
Este privilégio choca frontalmente com o discurso de exigência e rigor que o Governo gosta de fazer e de impor a quem pode. Por exemplo, aos professores e aos funcionários públicos. Mas os socialistas, começando pelo presidente do conselho de administração da AR, José Lello, defendem-no com unhas e dentes. Aliás, um dado curioso é que este tipo de decisões parlamentares nunca provoca divergências. Os deputados podem não se entender para eleger o provedor de Justiça, nem para muitas outras coisas em que um certo consenso seria de louvar. Tratando-se dos seus interesses e privilégios, entendem-se às mil maravilhas, como se viu, por exemplo, durante os largos anos em que usaram e abusaram das chamadas viagens-fantasma.
Num parlamento onde já chegaram a faltar a uma sessão plenária, sem qualquer justificação, 107 dos 230 deputados e onde ainda em Dezembro a maioria teria perdido uma votação importantíssima se largas dezenas de parlamentares não tivessem ido para fim-de-semana mais cedo, só uma grande e ingénua fezada pode justificar que a palavra do deputado faça fé nestas matérias. Ainda que só por cinco dias, o que acaba por ser uma espécie de 'rabo de fora': se a confiança na palavra do deputado fosse total, esta faria fé por quanto tempo ele estivesse doente. Tudo isto seria mais ou menos irrelevante se o deputado português médio se distinguisse pelo seu exemplo. E se a Assembleia não tivesse um sério problema de imagem na sua relação com a sociedade. Assim, é mais um contributo para ela continuar a aparecer no fundo da lista dos órgãos de soberania, sempre que alguém se lembra de fazer uma sondagem.
Fernando Madrinha

sábado, 18 de abril de 2009

Guerra dos medicamentos


Sempre me habituei a ver uma separação no sector da saúde entre quem prescreve os medicamentos e quem os vende. Claro que quem os vende, não tendo um curso de relações comerciais, mas sim de farmácia, deve estar habilitado para mais do que apenas vender medicamentos. Claro que quem prescreve medicamentos está formado para prescrever substâncias, moléculas, o que se queira chamar, não para prescrever marcas comerciais.
Acho que tudo isto é óbvio, logo não percebo porque raio querem os farmacêuticos alterar as receitas dos médicos, ou porque raio devem os médicos dispensar medicamentos.
Opinião de amador ignorante:
Os medicamentos deviam ser receitados sempre pela substância e princípio activo, em casos em que os excipientes sejam importantes para a terapêutica (como ouvi dizer que seriam no caso de medicamentos para cardíacos), indicar que excipientes desejam que acompanhem o princípio activo respectivo, sabendo na farmácia o farmacêutico, porque para isso tem formação, adequar o receitado ao que é vendido. Os farmacêuticos por outro lado venderiam tantas unidades do medicamento quantas as que são pelo médico prescritas, sendo vendidos em mono doses, recebendo o doente os comprimidos que lhe foram receitados num frasco, com o seu nome, e com o número de comprimidos que lhe foram rigorosamente prescritos.
Assim sim, assim é que esta situação e estas suspeições seriam definitivamente afastadas.

Cada cavadela, cada minhoca/ Cada Jornal Nacional de sexta-feira, cada revelação do caso Freeport que enterra o Sócrates

Eu já não sei se isto é para prejudicar o Sócrates, se é para o beneficiar. Passo a explicar: eu já não entendo se estas revelações constantes da TVI no Jornal Nacional das sextas-feiras são puro jornalismo de investigação, se são perseguição ao Primeiro-Ministro, ou se são apenas argumentos para que o Eng. Sócrates possa continuar o seu número de vitimização.
Mas é incrível como neste país, com este "ridículo" Partido Socialista, um indivíduo pode continuamente ser achincalhado, publicamente demonstrar-se que o nome do seu líder é mencionado pela comunicação social como estando envolvido num grave caso de corrupção, e, ninguém faz nada. Imagino isto no New Labour, no Reino Unido, ou até no PSOE, em Espanha, Sócrates já não era líder do PS, nem tão pouco do governo. Mas em Portugal...

Estranhos alinhamentos





Este final de semana foi do mais estranho, em termos políticos, com alinhamentos, que até há pouco tempo, poderiam parecer improváveis: assistimos ao PS a alinhar com o BE, e, ao Presidente da República a alinhar com o PSD. Foi estranho perceber que as estruturas políticas mais improváveis estão a aproximar-se há medida que as primeiras eleições (as europeias) se aproximam.
Quem pensaria que, apesar da clara viragem do PS à esquerda, após o congresso, com o violento ataque desferido por António Costa contra o BE, seria precisamente com o BE que o PS se iria começar a alinhar?! Da mesma forma é bastante surpreendente que o Presidente da República da cooperação estratégica, que tanto tem colaborado com o governo socialista, agora que Manuela Ferreira Leite está a querer lançar o PSD para campanha, tenha desferido este violento ataque contra o governo, no jantar dos Gestores Cristãos!
Quanto ao PS creio que este alinhamento se deve ao facto de a viragem à esquerda do partido, como até da própria actuação do governo, com lançamento sucessivo de medidas de milhões, atrás de medidas de milhões, não se tem reflectido na melhoria dos resultados dos socialistas nas sondagens de opinião, que continuam a indicar que ganhando, perderá a sua maioria absoluta, pelo que iniciou uma abordagem, uma aproximação, um alinhamento ao BE, por muito que isso obrigue alguns dirigentes socialistas a engolir alguns sapos. Mas se existir algum espírito que duvide do facto de que a aprovação da proposta do BE, de levantamento do sigilo bancário, é uma aproximação clara do PS ao BE, ela dissipa-se com um simples exercício de memória: o PSD alguns dias antes tinha apresentado uma proposta em que o enriquecimento ilícito passaria a ser crime, permitindo assim o levantamento imediato de todo o sigilo bancário nos casos em investigação. Aqui o Estado não tributaria em 60%, o Estado iria retirar ao criminoso todo o produto obtido através do seus actos ilícitos. Agora com esta proposta do BE, aprovada pela maioria PS, um funcionário das finanças pode levantar um sigilo bancário, buscar na vida da pessoa, julgar o que é lícito e ilícito e condenar, aplicando a tal taxa especial. Isto no mínimo é vergonhoso, tão somente porque inverte o ónus da prova, ao exigir que o contribuinte prove que o seu rendimento, superior a 100 mil Euros é lícito, em vez de ser o Estado a provar que é ilícito, e, atenção, tudo isto fora do âmbito do sistema de justiça e dos tribunais. É grave e vergonhoso. Mas é preciso lembrar as recentes palavras do Primeiro-Ministro, acerca da inversão do ónus da prova, considerando-a extremamente gravosa num Estado de Direito. Claro que ele estava a pensar no caso Freeport, mas agora, desavergonhadamente aceita que se aplique aos outros. Ele é sério e os outros não. Revoltante a todos os níveis.
Quanto ao Presidente da República fiquei muito surpreendido, para não dizer mesmo chocado, com o facto de ter atacado tanto o governo, e, de pôr tanto em causa as medidas anti-crise apresentadas, muito ao encontro das afirmações de Manuela Ferreira Leite em Castelo Branco, onde a líder do PSD afirmou que as medidas do governo não estão a ter efeito, sendo importante então esclarecer o porquê: que verbas estão envolvidas, que condições de acesso são exigidas às empresas, que efeitos concretos têm nestas, etc. Muito semelhantes, muito coincidentes para um fim de semana só, logo para mim, a evidência de um claro alinhamento.
Sras e Srs começou a campanha eleitoral, e até o PR veio fazer campanha pelo PSD.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Colaborador precisa-se

O blogue "A textura do Texto" tem sido sempre publicado por mim. Mas creio que uma variedade de opiniões, de ideias e até de estilos só o poderia enriquecer. Como tal procuro colaborador que comigo queira publicar neste blogue. Claro que a palavra colaborador é apenas indicativo, "blogar" é um hobby, engraçado e interessante, mas apenas isso, pelo que não se trata de nenhum emprego.
Os interessados e/ou interessadas devem contactar-me, enviando para o meu email sergiofbernardo@gmail.com, textos da sua autoria e alguns dados, como idade, nome, localidade, etc., ao que responderei, seja no sentido de anuir ou rejeitar as propostas apresentadas.
Fico ansiosamente à espera.

Pedido de desculpas

O autor do blogue "A textura do Texto" pede desculpa aos leitores (inexistentes) do mesmo, imensas desculpas pela pouca actualização que tem tido nos últimos dias. Tal facto prende-se com factos de índole pessoal que não têm permitido uma actualização maior do blogue. Hoje ou amanhã voltarão os novos textos a este blogue. No entanto como se pode ver, este blogue já sofreu uma remodelação de imagem, espero que gostem.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Cabeça de Lista do MMS às Eleições Europeias


Já agora que estamos a falar de candidatos às europeias fica aqui o cabeça de lista do Movimento Mérito e Sociedade às Eleições Europeias, Carlos Gomes. Fica aqui o seu curriculo.


Carlos GOMES é um Português que adora Portugal.
Licenciado em Gestão de Empresas pelo I.S.C.T.E.
Começou a sua carreira em 1988 na Citroen em Portugal. De 1991 a 1994, exerce a sua actividade na Renault Portuguesa. Em 1995 ingressa na “Direction Commerciale Europa da Renault, SA” em Paris, como responsável dos Métodos e Formação Comercial. Em 1996, é nomeado “Area Manager” para os Mercados de Espanha, Portugal e Itália.
Em 1998 integrou a Fiat Auto S.p.A.. É de seguida nomeado Director Comercial para as marcas Fiat, Lancia e Alfa Romeo em Portugal e nos mercados de Africa e do Médio Oriente.
Em Junho de 2002, integra a Alfa Romeo França, como Director Geral. Desde Julho 2005 é Director Geral da Fiat France. Desde Fevereiro 2009, que é o responsável da Europa do Sul. Mantém em paralelo as funções de Director Geral da Fiat France assumindo ainda as de Presidente e Director Geral da Fiat Group Automobiles Espanha.
Em paralelo das suas funçöes profissionais, Carlos GOMES participa em numerosas actividades sociais, económicas e desportivas nomeadamente:
- Apoio à Cruz Vermelha;
- Membro do Conselho Estratégico para o desenvolvimento das Relaçöes entre Portugal e a França;
- Co-autor, com o Professor Eduardo Correia do primeiro ensaio sobre a História do Marketing em Portugal.
Carlos GOMES é casado e pai de 2 filhos de 18 e 14 anos.

PSD+Europeias=Paulo Rangel








Apesar de muitas reacções menos entusiastas, creio que o nome de Paulo Rangel é de longe o melhor que, neste momento, o PSD podia encontrar, até porque o outro nome, Marques Mendes, parecia muito pouco interessante. Muitos dos barões do PSD, desde Marcelo Rebelo de Sousa a Rui Rio preferiam o nome de Mendes, mas este era um nome muito mais ligado às cúpulas do que às bases, com a desvantagem de ter uma imagem esbatida e de já ter tido a sua oportunidade de fazer oposição e confrontar o PS de Sócrates. Paulo Rangel por outro lado é um combatente político, um deputado de qualidade, que se tem destacado ultimamente na oposição ao governo, sendo mesmo, actualmente, a única voz reconhecida de oposição (até mesmo mais do que a própria líder) ao governo e ao PS, dentro do PSD. A única desvantagem deste nome é também essa mesma, o facto de estar intimamente ligado a uma liderança fraca e esbatida de Manuela Ferreira Leite.

Apesar da Partidocracia vigente, com a mistura de nomes para vários tachos, como acontece actualmente com as listas do PS, misturando candidatos das europeias e das autárquicas, o PSD também tem a sua culpa neste sistema viciado (tanto ou mais que o PS e os outros), parecendo no entanto fugir a esta lógica com a escolha de Rangel.

Pode-se dizer que, embora tarde, a direita apresenta excelentes nomes. Comparemos: PS - Vital Moreira (medíocre); PCP - Ilda Figueiredo (o mesmo nome de sempre, sem novidade); BE - Miguel Portas (habitual e pouco interessante); PP - Nuno Melo (excelente parlamentar, talvez o único interessante dentro do PP); PSD - Paulo Rangel (combatente frontal e competente à ditadura da maioria absoluta do PS).

Digno de ser lido


Eis mais um texto "polémico" de João Miguel Tavares no DN, aqui.


A não perder: debate sobre a Eutanásia no CRC Lisboa

A discussão da eutanásia está na ordem do dia. Algumas situações de suposta eutanásia têm invadido os noticiários. Vários técnicos e comentadores têm tecido comentários acerca do assunto. Contudo, o que é eutanásia? Quais as questões éticas e morais que levanta?Muitos comentários, várias opiniões e diversas posições têm sido defendidas e difundidas com base em conceitos pouco claros e de limites ténues. Assim, importa também pensar conceitos implicados nesta complexa questão (eutanásia, suicídio assistido, suspensão terapêutica, etc.).Eutanásia advém da palavra grega euthanasía que significa «morte doce e fácil». No entanto, neste conceito apenas cabe o suicídio assistido. Será esse suicídio assistido a única forma de ter uma morte doce e fácil quando se padece de uma doença terminal? É isto o melhor que temos para oferecer? Quais são as alternativas? O que são cuidados paliativos?
“O «tempo de morrer» possui um valor.” (Marie de Hennezel)
João Bernardo
Psicólogo
Este é um evento organizado pelo Psicólogo João Bernardo, na igreja evangélica Centro de Renovação Cristã, em Lisboa. Trata-se de um debate, onde várias visões, de técnicos e religiosos, irão ser abordadas, num tema comummente cheio de equívocos e termos mal explicados, conforme já discutido aqui, que neste momento importa esclarecer. A não perder, seja por pessoas com interesses espirituais ou não, mas que buscam mais esclarecimento e outras perspectivas.
Para dúvidas sobre como chegar ao CRC Lisboa clicar aqui.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

O coerente Ti Vital (Moreira)


Sem mais delongas fica aqui a ligação para este texto do Delito de Opinião, onde fica bem patente a coerência, e com isso a pessoa, do Prof. Vital Moreira - cabeça de lista do PS às Eleições Europeias.

"Propaganda Quinzenal" ou "A Solução Miraculosa para a Crise"


O país vive neste momento em suspenso durante quinze dias, o espaço que medeia entre um debate quinzenal e o seguinte. Este suspense, esta ansiedade, esta necessidade que o país tem em relação a estes debates, nada tem a ver com vivacidade ou interesse democráticos, tem sim a ver com o facto de que aí, em geral sempre aí, o Primeiro-Ministro, qual Imperador a debitar ordens na sala do trono, anuncia sempre mais uns milhões, mais uma medida recheada de Euros, que vem, como bóia em mar agitado, salvar a doente economia e sociedade portuguesa. Bem-haja ao nosso Primeiro pelas suas intervenções, onde, apesar do debate enfadonho, no qual nem as perguntas são as certas, fazem sempre as perguntas erradas, pelo que recebem as respostas certas, apresenta a luz, o caminho, nos conduz, país perdido, rumo ao paraíso do milhões do orçamento de Estado, que nos hão de salvar da perdição e trazer para uma paz, a paz de Sócrates, pela qual lhe estaremos para sempre gratos.
Claro que nesse espaço, nesse tempo infindo, qual oceano azul, muito azul, cujo fim é uma linha do horizonte, que insistentemente se afasta, não permitindo que a alcancemos, o vazio é o rei, nada há, nada se faz, nada surge. Pelo que agradecemos sempre, para sempre, por esse dia, o dia mais importante, o dia da luz, da descida de Sócrates ao Parlamento, para dali falar ao povo, tal Deus em Tabernáculo, no meio do deserto onde militava o povo hebraico.

a Qimonda já estava salva nas respostas bélicas e arrogantes no Parlamento, mas está fechada

Esta frase, título desta mensagem, não é fumo da minha chaminé, foi escrita por Pacheco Pereira, no Público, do passado sábado, e agora disponível aqui, como crítica ao governo propagandístico do Eng. Sócrates.
Se bem me recordo, creio que Pacheco Pereira se refere a um debate quinzenal, onde o Primeiro-Ministro foi confrontado, pelo líder do PCP, Jerónimo de Sousa, com o nome de uma série de empresas em dificuldades por causa da crise, onde o governo não tinha tido qualquer acção, nem tomara qualquer medida que minimizasse os efeitos da mesma nessas empresas. Em resposta, em tom ainda mais arrogante do que é costume, o Primeiro-Ministro responde dando exemplos de intervenções de sucesso, destacando de entre todas a Qimonda, como exemplo de sucesso do governo, numa intervenção que beneficiou a empresa e a colocou a salvo dos efeitos da crise. Porém, no dia seguinte, ou poucos dias depois, a casa-mãe da Qimonda, na Alemanha, declara a falência arrastando a fábrica de Vila do Conde para uma insolvência forçada, estando neste momento parada.
Mas a meu ver, esta frase de Pacheco Pereira, não serve tanto como crítica ao governo, nem ao PS, serve como crítica sobretudo ao PSD e aos outros partidos da oposição, que numa posição situacionista, não utilizam estes exemplos para deixar em maus lençóis o governo, desmascarando a arrogância e mostrando, com factos, a face propagandística dominante neste governo. Estes exemplos é que deviam estar na rua. Os cartazes não deviam dizer "Política de verdade", deviam dizer "Sabe que o Primeiro-Ministro afirmou ter salvo a Qimonda e que ela fechou?". Depois Sócrates e os seus súbditos, bem como a sua querida namoradinha, ficam muito ofendidos quando lhe chamam "mentiroso".

domingo, 12 de abril de 2009

107 Soluções para Portugal (6)


Alargar as práticas de escrutínio aos interesses directos e indirectos dos eleitos.

As declarações do Presidente da Câmara Municipal de Oeiras ao Tribunal, acerca das declarações de rendimentos dos políticos ao Tribunal Constitucional, reflectem bem o respeito que os políticos têm para com a Lei e os seus eleitores. De facto creio que isto acontece e muito, que muita gente da política, desprezando a Lei e os concidadãos, não declaram os seus rendimentos e posses ao Tribunal Constitucional. Esta proposta que o MMS faz é em favor da transparência, numa luta pela seriedade da política, e por uma renovação profunda da mesma, em que, mais do que declarar rendimentos e propriedades, deveriam declarar os interesses, mesmo que indirectos, que detenham, principalmente quem tenha empresas que se relacionem com o Estado.

107 Soluções para Portugal (5)



Revogar as imunidades dos eleitos.

Esta é uma proposta polémica, que muita discussão originará. A intenção do MMS é fazer com que seja consequente a acção política, por nojenta que é a impunidade constante dos actores políticos em Portugal. Já enjoa, e há que tomar medidas, e os políticos são peritos em sacar responsabilidades aos outros, legislando em protecção a si mesmos, pelo que esta revogação, agora proposta, parece radical, mas é reflexo do mal-estar latente pelos abusos dos nossos políticos.