Carta de S. Paulo aos Romanos, capítulo IIsábado, 6 de junho de 2009
Uma outra reflexão (2)
Carta de S. Paulo aos Romanos, capítulo IIsexta-feira, 5 de junho de 2009
Protesto contra o voto de protesto que é voto de destruição e a favor do verdadeiro voto de protesto
Acabei de ouvir mais uma sondagem, no Primeiro Jornal da SIC, mas o que me indignou, ou preocupou, não foi quem ganha, qual dos dois cinzentões fica à frente, há sondagens que dizem que é um, outras que dizem que é o outro. Mas o que me deixa, digamos, profundamente chateado é que todas elas dão o BE como a terceira força política.
Isto só é possível neste país, quem mais colocaria na cabeça que um voto de protesto é o voto no Bloco?! O Bloco é apenas um grupo de moralistas hipócritas, tal qual os religiosos fariseus, que mostravam uma coisa mas eram outra. Alguém acredita que esta trupe de gente com as suas ideias idiotas de proibir despedimentos, incentivar nacionalizações, e outros disparates tais pode ser alguma alternativa??!!! Só se a ideia do protesto dos portugueses for colocar uma bomba e destruir tudo. É isso que toda esta força àquele partido fará em Portugal. Olhemos para a Europa onde nenhum partido desta família tem o destaque que se dá a estes senhores em Portugal. Mais, na República Checa, onde um partido muito equivalente ao BE também existe, num comício, quando começaram com o seu chorrilho de demagogia, a reacção do povo foi lançar-lhes ovos. Vejam bem: OVOS não VOTOS.
O nosso voto, até o de protesto, é demasiado precioso para ser desperdiçado com gente que nada fará para melhorar o nosso país. Sem querer cair nas xenofobias do PNR, os senhores do BE defendem uma integração de imigrantes, haja ou não trabalho para todos, entre outros disparates. Os vândalos que atacam nos bairros sociais são pobres desgraçados vítimas de uma sociedade que não os integra. Que grande mentira, a integração é difícil, as medidas são poucas, mas nada desculpa o vandalismo e a destruição da propriedade alheia. Claro que estes senhores do BE não se preocupam com isso, pois não têm qualquer respeito pela propriedade privada.
O verdadeiro voto de protesto não é em quem só quer destruir mais Portugal, o verdadeiro voto de protesto é aquele que será feito no Movimento Mérito e Sociedade que quer destruir, não o país, mas regalias e privilégios dos políticos e dos seus partidos, colocando sempre em primeiro Portugal.
POR UM PORTUGAL MAIOR, NUMA EUROPA MELHOR O VOTO DE PROTESTO, PARA MUDAR, PARA CONSTRUIR, PARA FAZER DIFERENÇA, É O VOTO NO MMS.
Acerca de Vital Moreira

O cabeça-de-lista do Partido Socialista ao Parlamento Europeu foi o docente menos votado nas eleições para o Conselho Científico da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Vital Moreira não recebeu nenhum voto no escrutínio de terça-feira
Segundo a acta da Comissão Eleitoral para as Eleições do Conselho Científico da FDUC, Vital Martins Moreira não colheu qualquer voto e ficou em último lugar nas preferências dos docentes da faculdade.
A votação realizou-se terça-feira, 2 de Junho. Entre os candidatos contavam-se todos os docentes doutorados que não tivessem declarado indisponibilidade para concorrer a um lugar no conselho científico.
Vital Moreira não manifestou indisponibilidade para continuar naquele órgão para o qual foi eleito em 2006, apesar não ter comparecido a qualquer reunião do conselho durante dois anos.
Nesse período, o constitucionalista também acumulou faltas injustificadas às aulas e não apresentou sumários da lições, como a lei exige. No entanto, Vital não foi alvo de qualquer processo disciplinar.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Acerca do consumo privado

Eu tenho um pouco de dificuldade em encaixar esta tese keynesiana, especialmente no caso português. O nosso país tem um grave problema de endividamento, quer das famílias, quer das empresas, dos bancos, até do estado, atingindo níveis próximos dos 100% da riqueza produzida. O estado é alimentado pelo restante da sociedade, pelo sector privado, pela iniciativa privada, uma vez que o estado não produz riqueza. A pouca riqueza produzida pelo estado será através das empresas públicas, daquelas poucas que não dão prejuízo.
Sim porque aqui também existe um dogma da esquerda, que ultimamente, de uma forma manifestamente demagógica tem reclamado da privatização de grandes empresas, e da banca comercial, que têm obtido grandes lucros. O que essa esquerda não diz é que esses lucros são fruto de investimentos dos accionistas e de uma gestão rigorosa, implementada por uma administração privada dirigida para os lucros, o que esses mesmos senhores abominam. Também não é líquido que essas mesmas empresas, na mão do estado, teriam esses lucros, dado que, quer os investimentos necessários para os obter, quer a gestão rigorosa devida, dificilmente seria implementada numa empresa pública, pois estas são conhecidas pelos vícios e má gestão, induzida muitas vezes por esses mesmos dogmas proletários que impedem o rigor e a criação desses lucros que agora cobiçam. Sendo assim voltamos ao princípio, quando se apresentou que o aparelho do estado é alimentado pela fiscalidade aplicada ao sector privado. Estando nós numa época de crise, reclamando os keynesianos um aumento do investimento público, estando nós num país profundamente endividado, com défices sucessivos, que nos últimos anos foram reduzindo, porém mantendo-se, ao se efectuar esse aumento do investimento público esse mesmo défice tem de aumentar, aumentando também a pressão fiscal. E isto é que os responsáveis do PS não nos dizem: não dizem que para aumentarmos o investimento público e continuarmos com a distribuição dos milhões anunciados nos programas de incentivo do estado, só há uma hipótese, o aumento de impostos. Provavelmente é isso mesmo que José Sócrates se prepara para fazer se for eleito de novo para governar, devendo também acabar com muitos desses programas.
Ainda sobra uma outra dúvida: havendo retracção do investimento e da iniciativa privada, fonte das receitas fiscais do estado, como pode este pressionar fiscalmente ainda mais os contribuintes? Isso só pode ocorrer agravando ainda mais o estado débil do nosso tecido económico, tornando-nos ainda menos competitivos, em termos fiscais, em relação a outros países. Fenómenos de deslocalização ou de retracção profunda e ainda mais intensa do investimento estrangeiro irão certamente agravar-se. A essa pressão sobre o sector privado não se consegue responder apenas com o aumento da dimensão do sector público, porque no limite este deixaria de ter fonte de financiamento.
Qual a alternativa?
Daquilo que consigo depreender da situação actual, dado que os estímulos às empresas não estão a resultar num aumento do investimento privado só pode haver, quanto a mim, duas respostas: a primeira é a revisão de todos os critérios de acesso a esses estímulos, alargando e facilitando o acesso aos mesmos, devendo no entanto ser estudado que empresas, mesmo com ajudas, nunca serão viáveis, não se devendo enterrar dinheiro aí; em segundo lugar estimulando o consumo privado, de forma a aumentar, pelo aumento do volume de negócios das mesmas, a liquidez e resultados destas.
Mas que medidas para estimular o aumento do consumo privado serão essas? Uma das medidas que proponho é o regresso da bonificação no crédito à habitação para jovens - estimula-se assim o sector da construção, que é crucial no nosso país e coloca-se assim em funcionamento o sector financeiro (este sector financeiro deveria ser seriamente e rigidamente regulado pelo Banco de Portugal, que deveria reduzir o limite máximo de spread possível de cobrar pelas instituições financeiras. Outra medida - e esta defendida pelo Movimento Mérito e Sociedade - seria o aumento do salário mínimo nacional dos 450€ para 650€ mensais, até ao ano de 2010. Esta medida é de difícil aceitação, e, até polémica, uma vez que colocaria em causa a saúde financeira de muitas empresas. Porém esta medida deve ser enquadrada. A minha proposta - e atenção que esta é a minha proposta, o MMS propõe apenas o aumento do salário mínimo, todo este enquadramento é ideia minha - é de que, ao efectuar-se este aumento, esses trabalhadores deixariam de receber subsídio de férias e de natal, pelo que o aumento anual de rendimentos desceria dos 2400€ para apenas 1500€, reduzindo também a pressão sobre as tesourarias que esses subsídios representam; proponho também que, a avançar com este aumento desta forma, deveria de se implementar um regime transitório, onde, sendo os trabalhadores que recebem salário mínimo isentos de IRS, quer estes, quer as empresas continuariam a descontar para a segurança social sobre o ordenado de 450€, minimizando assim também o impacto desta medida sobre as empresas. Se pensarmos que assim se evitaria o aumento da carga fiscal então também aí seria ganho para as empresas. Desta forma o estado estaria a financiar a economia, em vez de ser com programas ineficazes e estéreis, seria via segurança social, devido ao regime transitório, que vigoraria enquanto este período de crise se mantiver.
O consequente aumento do consumo privado, iria certamente ajudar a reanimar a economia, provavelmente muito mais do que nos ditos programas. A alternativa ao endividamento público, a alternativa ao aumento, com custas para todos, do aumento do investimento público, logo da despesa pública, só pode estar no sector privado e na riqueza por este produzida.
Vital Moreira e o BPN

A colagem que Vital Moreira tem vindo a fazer entre o caso BPN e o PSD é por demais hipócrita, suja e reles, e cada vez mais se constrói daí o próprio carácter do seu autor.
Devo dizer que nada, mas mesmo nada, me liga ao PSD. Tinha já uma péssima impressão de Oliveira e Costa enquanto responsável nas Finanças, e acho que Dias Loureiro devia estar preso há muito, mas pela sua responsabilidade enquanto ministro da Administração Interna aquando do bloqueio da ponte, por ter enviado a polícia de choque (como sempre...) para resolver um problema político, com consequências que se conhecem.
Mas o descaramento de Vital Moreira impressiona qualquer um. E deve impressionar (e arrepiar) ainda mais o Partido Socialista. Pois o que Vital Moreira parece querer dizer é que o PS é o partido que apoiou e acolhe alguns dos principais intervenientes do caso Casa Pia. Será o PS um partido de pedófilos? E quanto ao caso Freeport, e suas ramificações na Justiça, será o PS o partido dos corruptos? E também quanto ao caso de Fátima Felgueiras? Serão assim todos os autarcas do PS?
Mas já que Vital Moreira levantou a lebre, será bom salientar que mesmo assim Dias Loureiro (não obstante nunca ter tido gabarito para ser nem ministro, quanto mais conselheiro do Estado) teria muito menos razões e indícios para se demitir (até porque estamos num caso da esfera da economia privada) do que José Sócrates, tanto no que diz respeito ao caso Freeport como a todos os outros casos de águas turvas onde tem sido referenciado, onde estão em causa interesses públicos. (...)
Haja moral


quarta-feira, 3 de junho de 2009
Dia de reflexão
terça-feira, 2 de junho de 2009
Estamos cá para incomodar e muito mais

Uma bandeira rasgada é o rasgar de um símbolo, do estandarte representativo, das ideias, das actividades. Enfim é uma tentativa de, pelo símbolo, atingir de quem essa bandeira é.
Uma bandeira rasgada é também uma tentativa de calar, de silenciar, de oprimir, pois o lugar de uma bandeira é ao vento, bem alta, de onde pode ser facilmente vista. Rasgá-la é tirar-lhe a sua funcionalidade, é por isso tentar esconder, calar, omitir, impedir, tirar da vista.
O MMS já teve a sua bandeira rasgada: ontem em Lisboa, durante uma acção de campanha, alguém, digamos apenas alguém, rasgou uma bandeira do MMS e vazou o pneu do carro onde esta bandeira estava exposta, onde esta bandeira se passeava ao vento, estava à vista.
O MMS incomodou, o MMS tem ideias novas, de ruptura, de incómodo para os interesses instalados. O MMS, apesar da tentativa, não foi atingido, foi fortalecido, não será silenciado, arranjará aqui mais forças para prosseguir o trabalho de denunciar o erro e apresentar a alternativa.
Estamos cá para incomodar. Mas não estamos cá para sermos apenas incómodos. Estamos cá para trabalhar, para produzir mudança e não apenas para falar nela, estamos cá para construir, não apenas para maldizer, estamos cá para governar, não apenas para "fazer política".
Incomodar é pouco, porque dizer a verdade e ter boas propostas não muda nada. Incomodar e ser a consciência não é a nossa vocação, a nossa vocação é de dirigir, de governar, de realizar a transformação de que Portugal precisa.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Dia Mundial da Criança
Declaração dos Direitos da Criança
Adoptada pela Assembleia das Nações Unidas de 20 de Novembro de 1959
PREÂMBULO
Considerando que os povos da Nações Unidas, na Carta, reafirmaram sua fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e no valor do ser humano, e resolveram promover o progresso social e melhores condições de vida dentro de uma liberdade mais ampla,
Considerando que as Nações Unidas, na Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamaram que todo homem tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades nela estabelecidos, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição,
Considerando que a criança, em decorrência de sua imaturidade física e mental, precisa de proteção e cuidados especiais, inclusive protecção legal apropriada, antes e depois do nascimento,
Considerando que a necessidade de tal protecção foi enunciada na Declaração dos Direitos da Criança em Genebra, de 1924, e reconhecida na Declaração Universal dos Direitos Humanos e nos estatutos das agências especializadas e organizações internacionais interessadas no bem-estar da criança,
Considerando que a humanidade deve à criança o melhor de seus esforços,
A ASSEMBLEIA GERAL
PROCLAMA esta Declaração dos Direitos da Criança, visando que a criança tenha uma infância feliz e possa gozar, em seu próprio benefício e no da sociedade, os direitos e as liberdades aqui enunciados e apela a que os pais, os homens e as melhores em sua qualidade de indivíduos, e as organizações voluntárias, as autoridades locais e os Governos nacionais reconheçam este direitos e se empenhem pela sua observância mediante medidas legislativas e de outra natureza, progressivamente instituídas, de conformidade com os seguintes princípios:
PRINCÍPIO 1º
A criança gozará todos os direitos enunciados nesta Declaração. Todas as crianças, absolutamente sem qualquer excepção, serão credoras destes direitos, sem distinção ou discriminação por motivo de de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição, quer sua ou de sua família.
PRINCÍPIO 2º
A criança gozará protecção social e ser-lhe-ão proporcionadas oportunidade e facilidades, por lei e por outros meios, a fim de lhe facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, de forma sadia e normal e em condições de liberdade e dignidade. Na instituição das leis visando este objectivo levar-se-ão em conta sobretudo, os melhores interesses da criança.
PRINCÍPIO 3º
Desde o nascimento, toda criança terá direito a um nome e a uma nacionalidade.
PRINCÍPIO 4º
A criança gozará os benefícios da previdência social. Terá direito a crescer e criar-se com saúde; para isto, tanto à criança como à mãe, serão proporcionados cuidados e protecção especiais, inclusive adequados cuidados pré e pós-natais. A criança terá direito a alimentação, recreação e assistência médica adequadas.
PRINCÍPIO 5º
À criança incapacitada física, mental ou socialmente serão proporcionados o tratamento, a educação e os cuidados especiais exigidos pela sua condição peculiar.
PRINCÍPIO 6º
Para o desenvolvimento completo e harmonioso de sua personalidade, a criança precisa de amor e compreensão. Criar-se-à, sempre que possível, aos cuidados e sob a responsabilidade dos pais e, em qualquer hipótese, num ambiente de afeto e de segurança moral e material, salvo circunstâncias excepcionais, a criança da tenra idade não será apartada da mãe. À sociedade e às autoridades públicas caberá a obrigação de propiciar cuidados especiais às crianças sem família e aquelas que carecem de meios adequados de subsistência. É desejável a prestação de ajuda oficial e de outra natureza em prol da manutenção dos filhos de famílias numerosas.
PRINCÍPIO 7º
A criança terá direito a receber educação, que será gratuita e compulsória pelo menos no grau primário.
Ser-lhe-á propiciada uma educação capaz de promover a sua cultura geral e capacitá-la a, em condições de iguais oportunidades, desenvolver as suas aptidões, sua capacidade de emitir juízo e seu senso de responsabilidade moral e social, e a tornar-se um membro útil da sociedade.
Os melhores interesses da criança serão a directriz a nortear os responsáveis pela sua educação e orientação; esta responsabilidade cabe, em primeiro lugar, aos pais.
A criança terá ampla oportunidade para brincar e divertir-se, visando os propósitos mesmos da sua educação; a sociedade e as autoridades públicas empenhar-se-ão em promover o gozo deste direito.
PRINCÍPIO 8º
A criança figurará, em quaisquer circunstâncias, entre os primeiros a receber protecção e socorro.
PRINCÍPIO 9º
A criança gozará protecção contra quaisquer formas de negligência, crueldade e exploração. Não será jamais objecto de tráfico, sob qualquer forma.
Não será permitido à criança empregar-se antes da idade mínima conveniente; de nenhuma forma será levada a ou ser-lhe-á permitido empenhar-se em qualquer ocupação ou emprego que lhe prejudique a saúde ou a educação ou que interfira em seu desenvolvimento físico, mental ou moral.
PRINCÍPIO 10º
A criança gozará proteção contra atos que possam suscitar discriminação racial, religiosa ou de qualquer outra natureza. Criar-se-á num ambiente de compreensão, de tolerância, de amizade entre os povos, de paz e de fraternidade universal e em plena consciência que seu esforço e aptidão devem ser postos a serviço de seus semelhantes.
sábado, 30 de maio de 2009
O incompetente Mário Nogueira

Acontece que durante a tarde o irredutível Mário Nogueira, em palavras captadas pela TSF afirmara que todos os partidos tinham ido à manifestação apresentar o seu apoio aos professores, que não era de agora, pois ao longo dos quatro anos da legislatura sempre pediram audiências aos partidos com assento parlamentar, e, com todos eles se reunirão e receberam apoio. A excepção foi sempre o grupo parlamentar socialista, quem nem sequer receber o sindicato quis. Claro que Sócrates sai mal na fotografia de hoje, pois um "simples" sindicalista demonstra a falta de "encaixe" democrático do nosso Primeiro.
No entanto a grande verdade é que o Mário Nogueira não está, ou pior, não é capaz, de resolver, de querer ultrapassar este braço de ferro que mantém com a governação. Como? Basta olhar para o exemplo do aeroporto: Mário Lino garantia que seria na Ota, nunca na margem sul que era um deserto, Sócrates e sua pandilha bramiam aos sete ventos "os estudos, os estudos", aclamando a sapiência da sua decisão com a clarividência de estudos, de entidades eficientes, que sempre demonstraram concordar com o governo; porém uma maldita entidade patronal - a CIP - cansada de estudos e mais estudos, manda fazer o seu e com este desmonta todos os outros, obrigando, corado de vergonha, o governo a mudar o aeroporto da certinha Ota, para o deserto, em Alcochete. Mário Nogueira deveri inspirar-se neste exemplo e, em vez de obrigar os pobres coleguinhas a suportar os 30 graus à sombra que se fizeram sentir em Lisboa, roubando-lhes um dia certinho na praia (para que desta enchessem a barriguinha e para a semana puderem ir votar), devia sim elaborar o seu estudo, sério e credível, consultando os professores, desenvolvendo um modelo alternativo, mas efectivo, de avaliação de desempenho, não com ridículas auto-avaliações. Infelizmente o Mário Nogueira e a Fenprof preferem prosseguir num caminho corporativista, em que os professores são sempre os coitadinhos, que deverão ter direitos sem revelar ou assumir que também lhes pertencem deveres, que uns cumprem, outros não, matando com essa atitude o mérito o o estímulo para o desenvolvimento profissional pessoal, levando a um nivelamento por baixo da qualidade do trabalho dos professores, apesar de haver, porque há sempre, exemplos de professores de excelência, que por o serem merecem ser diferenciados. A avaliação e a diferenciação profissional pelo mérito só servirá para impulsionar para a frente a nossa educação. Os métodos de avaliação são passíveis de contestação, porém a sua necessidade não. Assim os professores, enquanto insistirem em quererem manter este sistema igualitário e injusto não estão a contribuir para o desenvolvimento do país.
O governo tem errado pela incapacidade de dialogar, mas os sindicatos tem errado pela falta de alternativas.
Juntam-se dois incompetentes e dá faísca. Apesar de tudo creio que, saindo mal quer Sócrates, quer Nogueira, a Ministra da Educação tem sido a melhor dos pares, pois apesar de tudo tem feito algumas reformas, especialmente no 1º ciclo do ensino básico, no sentido certo, embora ainda não esteja tudo bem, como nunca estará, pois há sempre algo a melhorar.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Tenham vergonha senhores deputados

Esta evidência é por demais degradante e descredibiliza por completo a instituição Assembleia da República e desprestigia sobremaneira o cargo de deputado. Por muito que clamem pelo interesse nacional, quando confrontados com o defender o dito interesse nacional ou o interesse partidário, este último prevalece sempre.
Tenham vergonha senhores deputados. Quando o assunto foi o financiamento partidário, logo o interesse dos partidos, o consenso foi rápido e fácil de alcançar, mas nesta matéria de interesse nacional...
Esta é mais uma vez a revelação da urgência da mudança que o MMS pretende levar a cabo no funcionamento e organização da nosso regime democrático. Com a separação de poderes entre o parlamento e o governo, a eleição em círculos uninominais e a proibição da existência de disciplinas de voto, certamente contribuiremos para um país onde os interesses nacionais de sobreponham sempre aos interesses partidários e/ou pessoais.
A mensagem essencial de Vital Moreira

Não é perceptível que, estando o país embrenhado num endividamento profundo, com uma grande absorção dos recursos e da riqueza produzida pelo país por parte do Estado, os recursos para esses investimentos públicos não são ilimitados, não podem crescer indefinidamente. O mais lógico seria equilibrar o investimento público com estímulo ao investimento privado, como por exemplo relançando o crédito bonificado para compra de habitação pelos jovens, com linhas de apoio para criação de novas empresas, de micro empresas, dando o investimento público, as obras pequenas e médias em concurso a pequenas e médias empresas de construção. Mas muito mais ideias posso deixar que serão úteis para o relançamento da iniciativa privada. Insistir no investimento público sem querer estimular a fonte de riqueza onde o estado vai buscar as verbas para esse mesmo investimento parece-me um erro elementar.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Transparência - números da campanha

- O orçamento para esta campanha eleitoral é de 150 mil euros;
- Com este valor irá adquirir-se 45 outdoors, milhares de pendões, centenas de milhares de folhetos e outro material de campanha em número mais reduzido - bandeiras, pancartas, canetas, flyers, etc.;
- As comitivas de campanha deslocam-se a expensas próprias, em voluntariado, pelo que as despesas são apenas com os materiais de campanha;
Durão Barroso

Assim se promove a segurança

A GNR é a única força policial europeia que não tem limites horários de trabalho. Em média os agentes da Guarda fazem cerca de 100 horas extraordinárias por mês, sendo-lhes pago um valor máximo fixado por lei de 150 Euros, ou seja, 1,5 Euros por hora extra.
Só em jeito de termo de comparação, uma "mulher a dias" cobra cerca de 6 Euros por hora (e não são extra), com pagamento à parte dos respectivos subsídios e outros direitos, porque caso contrário esse valor aumenta.
Na PSP, em geral, as horas extras não são pagas.
A Demissão

Porém a saída de DL fragiliza a posição, já de si periclitante de Vítor Constâncio. Oliveira e Costa quebrou ainda mais um pouco do pedestal onde o Governador do Banco de Portugal se quer manter.
O Regulador evidentemente falhou e Constâncio é o seu líder, pelo que a sua saída, se já parecia merecida, ainda mais agora é devido após a saída de Dias Loureiro do Conselho de Estado.
Outro caso mediático, por razões de equidade, vem à baila: o caso Lopes da Mota. Este e o governo que o sustenta, já não se pode agarrar à imoralidade dos outros para manter a sua. Torna-se exigível ainda mais a saída do Presidente do Eurojust.
Portugal agradece.
Ilda Figueiredo ontem no Fórum da TSF

Retomando as típicas críticas de um comunismo obsoleto, Ilda Figueiredo lamentava-se do facto de grandes empresas do sector energético, bem como a banca comercial, terem sido privatizadas, quando são sectores altamente lucrativos, pelo que os lucros que agora têm reverteriam a favor do Estado.
A demagogia resulta do facto de Ilda Figueiredo não dizer, não reconhecer, ou quem sabe mesmo desconhecer, que essas empresas e bancos só obtém os resultados que se conhecem porque, em primeiro lugar, foi investido muito dinheiro dos accionistas, em segundo porque as empresas e bancos são geridas com critérios rigorosos, típicos de uma Administração Privada.
A primeira questão que se coloca é se o Estado, dono dessas empresas nacionalizadas estaria disposto a fazer o esforço de investimento que os accionistas privados fizeram.
A segunda questão que se levanta é que o Estado é um mau administrador de empresas. Todas as empresas que foram privatizadas estavam cravadas de vícios que comprometiam o seu funcionamento e os seus resultados.
Mas Ilda, de forma demagógica, muito típica do PCP e do BE, olha apenas os lucros, como o usurpador olha para a riqueza alheia, sem ver os esforços que foi necessário fazer para os alcançar.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Vital é honesto
terça-feira, 26 de maio de 2009
Indignação e vergonha

A esperança está em que, mais uma vez depois do leite derramado, a família de acolhimento, os verdadeiros pais desta menina, vão ter de deixar tudo, a sua vida em Portugal e rumar à Rússia, para naqueles tribunais reclamarem a guarda da criança. Na mesma notícia anteriormente referida é dito que a estação de televisão que filmou as agressões da mãe biológica à menina está na disposição de ajudar o casal, dando visibilidade mediática ao caso. Curiosa também é a anuência das autoridades russas a que a criança se encontre com o casal português em Moscovo: provavelmente já viram a asneira que fizeram.
Só espero que o juiz, ou juíza, que tomou esta decisão esteja neste momento com fortes problemas de consciência, pela grave, inadequada, errada e sobretudo tecnicamente infundada decisão que tomou.
Agenda de Campanha
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Carlos Gomes cabeça de lista do MMS para as Eleições Europeias - hoje na RTP 2
UM PORTUGAL MAIOR - Visão do MMS para a Europa
O Movimento Mérito e Sociedade considera que Portugal tem condições para assumir um papel de relevo no desenvolvimento de uma Europa mais justa, próspera e ambientalmente equilibrada, e que apenas por falta de talento e brio não têm sido aproveitados. É tempo de Portugal deixar de cometer os mesmos erros.
Portugal é o país mais ocidental, com o melhor clima e a maior exposição solar da Europa; é responsável pela maior zona económica marítima e representante Europeu da união lusófona.
No MMS imaginamos Portugal com um vasto conjunto de responsabilidades na construção da Europa de século XXI. É para isso que, como força política organizada, o MMS trabalha.
O contributo do MMS vai no sentido da construção de um novo Portugal, forte, mais desenvolvido e mais interveniente nos destinos sócio económicos da Europa e do mundo.A construção desse país, que imaginamos, deve resultar dos esforços e intervenção a nível nacional e europeu. A interdependência com a Europa é demasiado forte e deve constituir o alicerce de afirmação do novo Portugal.
Defendemos que a Europa de século XXI deve ter por missão a construção de um continente orientado para a qualidade de vida das pessoas, num espaço de liberdade, justiça e segurança, ambientalmente equilibrado. Portugal pode assumir um papel de liderança em várias dessas matérias. A nossa história e posição geoestratégica conferem-nos um conjunto de responsabilidades na construção de um mundo mais pacífico, sustentável e próspero; o activo marítimo permite-nos dirigir um conjunto de novas áreas de intervenção e desenvolvimento económico nas áreas das energias renováveis, nas novas técnicas de aquacultura de alto mar, no desenvolvimento e controlo do transporte marítimo, no aproveitamento da água, e na área da defesa marítima. Os deputados do MMS na Europa serão a voz do cidadão, deste novo Portugal e desta Europa.
O MMS defende também uma verdadeira política fiscal comum, ficando todos os contribuintes europeus sujeitos às mesmas taxas e contribuições, não se podendo falar de uma Europa comum enquanto os cidadãos portugueses pagarem o IVA a uma taxa muito superior à aplicada noutros Estados, ou a uma tributação sobre os rendimentos desajustada e sem paralelo no espaço europeu, ou ainda à aplicação de impostos sobre veículos perfeitamente aniquiladora de qualquer importação ou transferência entre Estados desses bens.
Ser cidadão europeu, para os portugueses, significa também a obtenção de um nível de rendimentos ajustado às necessidades da vida, devendo o salário mínimo no espaço europeu ser uniformizado, assim como bem uniformizadas devem ser as políticas de acesso à saúde e educação, tudo de molde a que Europa e espaço europeu não sejam meras palavras sem conteúdo.
O MMS, pugnará sempre pela construção de uma Europa onde os europeus, sejam de que Estado forem, tenham os mesmos direitos e deveres, partilhem e comunguem das mesmas oportunidades e sejam todos iguais perante a lei. Nessa óptica os Portugueses que vivem na Europa devem ter igualdade de acesso à cultura, saúde e justiça beneficiando de um espaço europeu que será sempre mais polivalente e capaz de facilitar a vida aos seus cidadãos. A desmaterialização dos
registos e actos civis, a partilha de instalações como Consulados e Embaixadas entre países do espaço Europeu, a melhoria do ensino do Português além fronteiras e a criação de uma verdadeira política de incentivos e benefícios às remessas provenientes dos Portugueses a viver na Europa constituem verdadeiras prioridades para o MMS.
Eleito de cinco em cinco anos, o Parlamento Europeu é um importante e poderoso interveniente no processo de tomada de decisão da União Europeia. A legislação da UE influencia o dia-a-dia de todos nós, quer se trate da comida que ingerimos, do custo das compras que fazemos, da qualidade do ar que respiramos ou da segurança dos brinquedos dos nossos filhos.
Os Portugueses ao votarem nas eleições para o Parlamento Europeu, no próximo dia 7 de Junho, estarão a contribuir para a decisão de quem vai influir no futuro e no dia-a-dia de cerca de 500 milhões de cidadãos.
O seu contributo é fundamental para o desenvolvimento de uma Europa mais sólida, justa e equilibrada. Os temas da Justiça, da Cultura e Educação, da Agricultura e Pescas, dos Transportes, da Saúde, do Ambiente, da Industria, da Segurança e da Política Monetária são cada vez mais consequência daquilo que em conjunto a Europa decide.
Votar em eleições para o PE é um direito fundamental e a forma certa de ter uma palavra a dizer sobre o modo como a UE funciona. Ao votar, está a participar na escolha de quem irá representar as pessoas. Os deputados que elegermos irão trabalhar em prol de um ambiente mais limpo, substâncias químicas mais seguras, melhores serviços e empregos, irão defender os direitos dos consumidores, da igualdade de oportunidades e dos direitos humanos.
O Parlamento Europeu é a única instituição da União Europeia eleita por sufrágio directo. Em Junho de 2009, vai ter a oportunidade de votar juntamente com centenas de milhões de outros cidadãos europeus, para eleger o único parlamento do mundo transnacional e multilíngue.
Na maioria dos casos, os deputados europeus têm tanto peso como os Estados-Membros no processo de tomada de decisão da UE. A maior parte da legislação que nos afecta quotidianamente é decidida por deputados do PE e ministros a nível da UE. Muitas, senão mesmo a maioria das leis promulgadas no nosso país são a transposição de actos votados pelos deputados europeus – os nossos representantes. E não só leis: verbas para a construção de novas estradas, praias mais limpas, investigação, educação, e ajuda ao desenvolvimento. Os deputados também decidem para onde vai o dinheiro da UE.
Com o novo Tratado de Lisboa (logo que possa ser implementado), o poder de decisão dos deputados em assuntos da UE vai de novo aumentar. Oriundos de 27 países, estes deputados representam uma vasta gama de partidos políticos, círculos eleitorais e pontos de vista nacionais. O Parlamento, tal como a Europa, significa acolher e promover a diversidade - nele são faladas 23 línguas! A Europa elege os seus novos deputados a 7 de Junho de 2009.
São precisos apenas uns minutos para exercer esse direito.
TSF

domingo, 24 de maio de 2009
É triste

Faltas de Jeito

De facto ninguém pode criticar José Sócrates de falta de jeito para a política, mas de falta de jeito para governar, disso sim ele pode ser, e bem, acusado.
Sócrates é exímio em política, mas péssimo em governação: coloca-se à disposição do parlamento de quinze em quinze dias, mais do que qualquer outro primeiro-ministro, mas depois não responde a nenhuma das perguntas que lhe são feitas; anuncia programas - como o dos equipamentos solares, entre outros - que depois não são nada como o anunciado; proclama milhões para a economia que não estão orçamentados e ninguém sabe de onde vêm, mas isso também não é problema porque a sua aplicabilidade é quase nula; escolhe ministros geniais, como Manuel Pinho - a crise acabou antes de começar - Mário Lino - a margem sul é um deserto - Jaime Silva - a nulidade da agricultura - para além dos desconhecidos da cultura e ambiente - sim faça um exercício se sem muito esforço se lembra sequer dos nomes destes ministros; suporta as suas decisões em estudos excelentes - daqueles que indicavam a Ota como melhor sítio para o novo aeroporto, mas depois acabou em Alcochete.
Enfim enfiamos os dois no mesmo saco - Sócrates e Ferreira Leite - e venha o diabo e escolha, dos dois, cada um com sua falta de jeito, mesmo juntos, não valem um.
sábado, 23 de maio de 2009
Máquinas

Os delírios de Sócrates com Obama

MP versus MMG
Enfim, apesar de uma pequena vitória aos pontos de MP, porque ninguém levou o outro ao KO, creio que MP também ficou um pouco mal tratado, mas apesar de todas as dores nem um, nem outro vai mudar um mílimetro no seu registo habitual.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Contestação a Sócrates

Em consequência um protesto imenso, com uma palavra chave "Fascistas", acusando assim o governo.
Mais uma vez se demonstrou a desconexão entre o governo, e em particular o Ministério da Educação, em relação à realidade das escolas. Os programas uniformes, que não têm em vista o que realmente faz falta em cada escola, com o lançamento de milhões sobre tudo o que mexe, com grande impacto na opinião pública, não respondem muitas vezes às necessidades específicas e concretas de cada escola. A especificidade existe e é salutar, mas tem de ser estimulada e tem de se dar condições para formarem os alunos na especifidade das matérias em que cada escola aposta.
Agenda de Campanha
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Algumas verdades sobre a Autoeuropa

A primeira verdade a deixar aqui é que a AE e a CT da empresa tinham um acordo, elaborado no ano passado (2008), até Setembro de 2010, que visava garantir a manutenção dos postos de trabalho até essa altura; a Administração, surpreendentemente, este ano abordou a CT afim de encetar uma negociação, rompendo assim o acordo de empresa que estava em vigor.
A segunda verdade a deixar aqui é que a Administração rompeu propositadamente as negociações que estavam a decorrer, colocando em causa o seu parceiro negocial, a CT, pois perante os trabalhadores esta não devia sequer ter-se sentado à mesa das negociações por haver o acordo anteriormente indicado, procurando a divisão entre os trabalhadores; esta ruptura já se adivinhava desde que, não aceitando as propostas da CT, a Administração na passada segunda-feira, em reuniões de comunicação, indicou uma série de fábricas da VW ma Alemanha que facilmente poderiam absorver a produção da AE, revelando assim a má-fé com que a Administração estava nas negociações.
A terceira verdade acerca da AE é que a Administração não propõe uma não remuneração do trabalho aos sábados. O que acontece é que, num acordo passado, a empresa e os trabalhadores acordaram que, abdicando os trabalhadores de dois anos de aumentos, ou seja durante dois anos não houve aumento de ordenados nesta fábrica, em contrapartida os funcionários ganhavam o direito a parar 22 dias por ano, para além das férias, a que se chamou downdays, dos quais, nos anos com menos produção a empresa marcava paragens, naqueles em que a empresa necessitava que se trabalhasse, os dias que ficassem em saldo desses downdays seriam pagos no final do ano. A grande divergência que existe actualmente entre a empresa e os trabalhadores é que a Administração pretende que, havendo saldos negativos, porque a empresa tem parado e vai parar este ano mais de 22 dias, esses dias de paragem a mais, quando houver um aumento de produção, serão pagos reduzindo os 22 dias, que embora se trabalhe, não serão pagos, mas para além disso a empresa ainda quer que o trabalho aos sábados seja descontado nesse saldo negativo como um único dia de downday efectuado. Isto é completamente inaceitável para os trabalhadores, porque cada sábado de trabalho, segundo o contrato colectivo de trabalho em vigor, deve ser pago a 200%, ou seja três vezes a remuneração de um dia normal. Em negociações anteriores, à revelia da vontade dos sindicatos, a CT negociou e os trabalhadores aceitaram reduzir esse direito, baixando a fasquia para os 100%, ou seja o dobro da remuneração de um dia normal. E isto é o que os trabalhadores querem, quando se pagar os dias a mais de paragem, que um sábado seja equivalente a dois dias de paragem, e, não apenas um só, como quer a Administração.
A quarta verdade sobre a AE é a de que a Administração habitualmente faz estes jogos, jogando sempre com a pressão dos meios de comunicação social, deixando sair notícias muito a conta gotas. A grande verdade é que a Administração pretendeu sempre este rompimento para poder despedir, a reboque e desculpa da crise, despedir os cerca de 250 contratados a prazo e reduzir os turnos para um só, sacando 15% da remuneração dos trabalhadores, correspondente ao subsídio de turno, poupando dinheiro até ao lançamento de um novo modelo. Aí, se precisarem de mão de obra recorrem apenas ao trabalho temporário.
A quinta verdade é que a AE tem um contrato com o estado português que só lhe permite sair após 2014, devendo o governo intervir para lembrar isto mesmo à empresa. A sexta verdade acerca da AE, e que muita gente não tem consciência, é que aquele trabalho é extremamente exigente e muito, mas muito pesado, duro mesmo, com a velocidade e a pressão da linha, o que faz destes um dos mais duros e perigosos para a saúde trabalhos que existem.
E isto não é exagero, só quem lá trabalha, ou já trabalhou é capaz de lhe dar valor.

